“É Tempo de PARAR com a FRAUDE do Plano Nacional de Barragens”

“Geralmente, as coisas terríveis que se fazem sob o pretexto de que o progresso assim o exige não são realmente progresso…são apenas coisas terríveis”

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, anulou o contrato de construção do troço Poceirão – Caia da linha de Alta Velocidade Lisboa – Madrid. Esta obra controversa, que tem figurado como bandeira da polémica das Parcerias Público Privadas (PPP), representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros, apenas uma fatia dos 4% de peso das PPP ferroviárias (cerca de 3 mil milhões de euros) no bolo total das PPP, a esmagadora maioria das quais lançadas nos Governos de José Sócrates (ver documento da Direcção Geral do Tesouro sobre as PPP aqui.

Anteriormente orçados em 7 mil milhões de euros, e representando 12% do total das PPP, os custos com os encargos a assumir pelo Estado (garantia de 30% das receitas esperadas anualmente por cada barragem às respectivas concessionárias e subsídio à produção de energia eléctrica) e contribuintes (através de impostos e do aumento da tarifa eléctrica) com o Plano Nacional de Barragens foram recalculados em 16 mil milhões de euros, quase 9,5 vezes mais que o troço Poceirão – Caia, e cerca de 20% do total do pacote de ajuda externa a Portugal.

Entre outros aspectos nefastos, voltamos a insistir nestes factos indesmentíveis: [Read more…]

A Lisboa de António Costa, de Manuel Salgado e de um tal Zé-qualquer-coisa

Durante umas horas na tarde de ontem, arrasaram aquilo que existiu durante um século. Foi tudo reduzido a pó, desde cantarias e lindíssimas grades, às varandas de outros tempos e portas em madeira de casquinha. Tudo para o entulho. É assim a Lisboa moderna desta “situação” no estertor que todos sentem sem o dizer. Antes de volatilizar-se, pratica a terra queimada, demolindo o tecido urbano, cavocando preciosos “terrenos” em praças, avenidas e ruas. Em nome das negociatas habituais, estacionamentos e do interesse do sector do betão que proporciona rendas e poleiros a uns corvos que ocasionalmente passam pelos gabinetes ministeriais, esmaga-se uma cidade inteira. Demoliram-se dois prédios em plena Praça Saldanha, hoje um local quase inóspito pela fealdade e baixa qualidade arquitectónica escandalosamente exibida por uma Câmara Municipal que não merece tal denominação.

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Ela tem um projeeeeeeeecto

Tenho andado ocupadérrima, mas numa lufa, lufa… que nem dá p’ra descrever! Foi por isso que nem deu p’ra escrever qualquer coisinha… tá a ler? É que, sei lá, pus-me a pensar porque que é que ninguém pensa nos problemas dos pobrezinhos e essas coisas ( eu também ainda não tinha pensado )? De repente veio um flash… tá a ler? E se eu me pensasse ?… é isso: pensasse nos pobrezinhos (é assim que se escreve? ou é com s? ) “prontos” também não importa, afinal são só pobrezinhos, não é ? Já é muito bom eu pensar neles, olhem só de pensar neles ficam logo menos pobrezinhos, porque pensar em alguém já é uma riquezaaa, não acham? Assim como pensar em apadrinhar alguém de … sei lá um país paupérrimo, cheio de gente paupérrima, a gente nunca manda nada, porque dá uma trabalheira ir aos correios e essas coisas, mas “prontos” pensa, pensa e só por pensar eles todos ficam-nos monteees de agradecidos!

Não era disto que queria escrever. Queria informar-vos sobre um projecto, importantíssimo, interessantíssimo, explendidíssimo! Eu vinha reparando que ultimamente ninguém me convida para nada, nadica, népias. “Bem se calhar aquela desbocada da Tábata deu em espalhar que eu tinha menos dívidas que ela… ” – pensei eu –  “estou queimadinha, vão ficar a pensar que não prevejo grandes rendimentos para os tempos mais próximos“. Fiquei, p’ra morrer! Foi então que bateu a ideia: vou pensar nos pobrezinhos! Delineei logo um projecto: um “refúgio de montanha”, com comida, lareira e paus, para pobrezinhos que quisessem esquiar no fim-de-semana. [Read more…]