O portuguesinho, a avaliação de desempenho e a inveja

Olhe, não lhe digo mais nada, lá no prédio somos cinco senhoras mais essa… não lhe vou dizer que é uma porca, mas é uma desavergonhada, prontos. No outro dia, estávamos à conversa e vai ela e vira-se para nós e diz que os orgasmos ou lá o que é que ela tinha lá com o homem dela eram quase todos bons e alguns muito bons e até excelentes. E nós virámo-nos para ela e dissemos-lhe assim: “ó coisinha, isso não pode ser, não podem ser quase todos bons, têm de ser muitos regulares e alguns insuficientes”. E então ela vai e diz: “olha, mulher, se não estás satisfeita, faz como eu fiz, fala com o teu homem e arranjem maneira, que eu também levei uns tempos até conseguir pô-lo a funcionar como deve de ser”. Olhe, fiquei de uma maneira! Para já, o meu homem até é muito meu amigo e passam-se dias que não levanta a mão para mim. Imagine se ia agora dizer-lhe que tinha de fazer assim e assado só para ver se eu tinha um orgasmo ou lá o que é. Ele já anda tão cansado lá com trabalho e ainda vinha para casa fazer esforços, coitado. E depois dissemos-lhe assim: “tens de parar com isso, então algumas nem homem têm e tu tens homem e, ainda por cima, andas contente?” E dissemos-lhe mais: “fazes o favor de acabar com isso e se a gente sonha que continuas a ter orgasmos quase sempre bons, a gente chateia-se”. E ela a dar-lhe que também podíamos ter, era uma questão de conversar. Bem, a Adozinda do quarto esquerdo atirou-se ao ar e disse assim: “eu não consigo ter um galo de Barcelos, quanto mais um orgasmo, acabas é com essa porcaria ou então o meu homem vai ter uma conversa com o teu”. A maluca pôs-se para ali aos gritos a dizer que éramos umas invejosas e que em vez de querermos ter uma vida melhor só dizíamos mal de quem estava bem. E no fim disto tudo, ela é que é doida e eu é que venho presa só porque ia atrás do homem dela com uma faca e ele nuzinho. Se ele não se fecha no quarto e não chama os senhores guardas, a descaradona nem insuficientes tinha, acredite que não!

Orgasmos

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a alta velocidade é na bicla.

Mudando de assunto

E só para vos fazer sonhar.

Dia mundial do orgasmo: reflexões inesperadas

Não sou um estudioso do orgasmo, porque há assuntos que não devem ser tratados nos livros. Para além disso, graças às palavras sábias de Duarte Marques percebi que a frequência de bibliotecas pode impedir-me de lidar com pessoas, expectativas e emoções, tudo coisas úteis para se atingir um orgasmo. [Read more…]

Morreu Nora Ephron, criadora de diálogos e de orgasmos

Foi com When Harry met Sally (Um Amor Inevitável) que deixei de ter vergonha de gostar de comédias românticas, sentimento que consolidei com os vários filmes em que Nora Ephron interveio, como argumentista e/ou como realizadora. É certo que é importante ter actores à altura, mas, sem diálogos bem concebidos, Slepless in Seattle (Sintonia de Amor) ou Julie and Julia (Julie e Júlia)  não teriam alcançado a qualidade que alcançaram. Com Nora Ephron, as palavras valiam mil imagens.

O orgasmo vem já a seguir:

Santo António é Lisboa…

… e o resto é paisagem. Neste orgasmo antonino das estações de televisão nos últimos dois dias, em que, pelos vistos, só em Lisboa se comemora o Santo António. Curiosamente, quando chega o S. João, já se lembram que também é de Braga. É a chamada “regionalidade selectiva”.

A gema de fora

adão cruz

Mal a luz do dia beliscou a frincha da janela ele acordou acordou como sempre com pedaços do passado agarrados ao pijama às mãos e aos cabelos.

Sentou-se na beira da cama e um sonolento oh que merda soltou-se da garganta ainda seca do bagaço da véspera quando os pés palparam a falta dos chinelos.

Moldou os passos ao chão de modo a evitar a madeira fria do soalho.

Sobre a cómoda continuava a tristeza à mistura com águas-de-colónia de vários tipos. [Read more…]

Imagens do Orgasmo Feminino ao Vivo

O orgasmo feminino gravado ao vivo, acompanhado de gritos e gemidos, à beira de uma piscina, em plena natureza ou na intimidade de uma bela casa, com a lareira acesa e uma bebida preparada, é bastante vulgar e corrente, o mundo está cheio dessas imagens. Chegado aquele momento, a mulher geme, grita, arranha, contrai-se, distende-se e etc., manifestando os sinais exteriores do orgasmo e do prazer. Mas por dentro, dentro do cérebro, o que acontece a uma mulher no momento do orgasmo? Se nunca viu, veja agora

Desalavanca-me toda, querido!

A personagem de Jamie Lee Curtis, de Um Peixe Chamado Wanda, tinha a particularidade de ficar excitada sempre que ouvia qualquer língua que não a inglesa. Pergunto-me se a mesma personagem resistiria aos encantos do economês de Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal. Como pode uma mulher não gemer quando ouve um homem dizer coisas como “A desalavancagem tem de se fazer através de ‘stocks’, alienação de ativos, de modo a não prejudicar a economia”? Como poderia ela sufocar um grito rouco quando ouvisse sussurrar “O processo de desalavancagem de fluxos sacrifica o financiamento da economia e o crescimento e, logo, o balanço dos bancos pela qualidade. Nessa altura, entra pela janela o que tinha saído pela porta.”?

No que me diz respeito, já ficaria contente se, um dia, um economista com responsabilidades de qualquer tipo de governação fizesse previsões acertadas. A esse, mesmo preso dentro deste corpo heterossexual, dar-lhe-ia ouvidos.

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A psicanálise e os seus heróis: As minhas memórias

Simund Freud

Bem sabemos que o nosso pensamento não é livre, como gostaríamos que fosse. Não apenas por causa das descobertas de Sigmund Freud da existência das faculdades dos actos conscientes ou ego, o inconsciente ou superego ou do vigiante destas faculdades.
Cada uma destas faculdades das capacidades humanas tem uma tarefa a cumprir, como o define o nosso herói do pensamento humano. É verdade que era médico, mas a sua prática fê-lo descobrir que muitos doentes queixosos de mal-estares não tinham outra doença que não chamar a atenção de parentes, vizinhos ou amigos, porque, como comentava no meu ensaio sobre a resiliência, essa surpresa para mim, estavam faltos de carinho, emoção ou de alguém que amasse a pessoa ou, simplesmente, que tivera um intimidade que leva-se a pessoa até ao orgasmo. [Read more…]

FMI, o orgasmo está a chegar

A pátria preparada para receber o FMI

A direita anda muito feliz com a ameaça de o FMI se instalar no Terreiro do Paço. Consulta todos os dias a meteorologia esperando neblinas e nevoeiros matinais, para uma encenação sebastiânica perfeita.
Compreende-se. A anterior passagem do FMI por estes lados abriu o caminho à Europa e seus fundos estruturalmente desviados para os bolsos das empresas, estendendo o tapete ao cavaquismo que iniciou a privatização do estado nas pontes sobre o Tejo. O FMI funciona para a nossa direita como o pai polícia que vai meter os meninos pobres e ranhosos na ordem com uns bons açoites no rabo.

Mais desemprego, salários mais baixos, mais lucros para uma minoria, mais bancos, mais capitalismo financeiro. Uma felicidade.

Só é pena que o FMI não use preservativo.