O caruncho

Foi anunciado pelo Tribunal de Contas (TC) que o endividamento financeiro do arquipélago da Madeira é de € 963,30 milhões de Euros, tendo aumentado € 99,40 milhões de Euros.
Tal amontoar da dívida mina a sustentabilidade financeira daquela região insular do país e é, como fiel cópia do que se passa no continente, um exemplo claro de sucessivos erros de gestão do erário público, ao ponto de se pedir emprestado para se pagar empréstimos.
Lá, como cá, a lógica das carreiras políticas feitas à base do orgulho no estandarte de “homens de obra feita” deu nisto: muito betão e muito ferro que está a ser pago à custa da contracção de direitos sociais e laborais, do aumento dos impostos sobre o trabalho e da perda de soberania.
Um dos mais importantes instrumentos de combate a esta lógica despesista transversal a toda administração política do país é o TC, o qual deveria ser munido de efectivos poderes punitivos. É tempo de se promover a necessária revisão constitucional, de molde a atribuir ao TC autonomia financeira, bem como poderes sancionatórios sobre os titulares de cargos políticos ou sobre os gestores públicos, que actuem com grosseira negligência ou façam gestão ruinosa dos dinheiros públicos.
Mais do que nunca – como se pode ver pelo crescente poder das agências de notação financeira -, as decisões políticas ou públicas que agravam a dependência do financiamento externo, são matéria criminal de lesa-pátria.

(Publicado no semanário famalicense “Opinião Pública” a 10/09/2011)

Novas músicas portuguesas: TrêsPorCento – São tão diferentes

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A psicanálise e os seus heróis: As minhas memórias

Simund Freud

Bem sabemos que o nosso pensamento não é livre, como gostaríamos que fosse. Não apenas por causa das descobertas de Sigmund Freud da existência das faculdades dos actos conscientes ou ego, o inconsciente ou superego ou do vigiante destas faculdades.
Cada uma destas faculdades das capacidades humanas tem uma tarefa a cumprir, como o define o nosso herói do pensamento humano. É verdade que era médico, mas a sua prática fê-lo descobrir que muitos doentes queixosos de mal-estares não tinham outra doença que não chamar a atenção de parentes, vizinhos ou amigos, porque, como comentava no meu ensaio sobre a resiliência, essa surpresa para mim, estavam faltos de carinho, emoção ou de alguém que amasse a pessoa ou, simplesmente, que tivera um intimidade que leva-se a pessoa até ao orgasmo. [Read more…]

O Comboio de Salazar – 1

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