Benfica vendeu Roberto?

Anda por aí uma grande trapalhada: Roberto foi vendido ao falido Saragoça? por quanto? parece a “venda” do BPN. Entretanto a felicidade reina nas hostes benfiquistas:

A Esquerda e o Voto.

Não gostei, ou melhor, não me agradou completamente a entrevista do Rodrigo Moita de Deus. Há coisas que não se devem dizer da forma como ele as disse. E não é por ser monárquico que vou concordar com elas. Por exemplo, não creio que «mudando o regime pode-se mudar qualquer coisa, sobretudo a mentalidade das pessoas.». Isso não aconteceu em 1910. Aliás, se há culpas a assacar aos políticos da monarquia foi o não terem criado uma literacia abrangente que politizasse e elevasse o nível cultural das classes baixa e média. Os republicanos esfregaram as mãos de contentes. Um povo culturamente atrasado é muito mais fácil de dominar. Em 6 de Outubro a república estava comunicada ao país, sem resistência. E em 1940 estava tudo pobrete, mas alegrete (como, aliás, ainda hoje).
Presentemente acontece algo muito semelhante. As pessoas recusam pensar. Mesmo que estejam mal. A um país de amorfos, junta-se a questão da inveja. Se eu não posso ser rei, porque é que alguém deve sê-lo? Para alguém que pensa assim, a monarquia não mesmo uma alternativa. Não me refiro aos rapazes do 5 Dias, que são como autistas. O movimento da cabeça que fazem para a frente e para trás é sinal de uma perfeita incapacidade de discutirem, com fundamentos, um assunto que lhes é perfeitamente inconcebível. Fazem parte daquele conjunto de pessoas que critica a monarquia por que é antidemocrática, mas aplaudem malabarismos constitucionais para prolongar mandatos e transformar o poder presidencialista ou ministerial em ditaduras. E é isto que não compreendo. Para eles a monarquia é uma coisa supérflua, uma corja de ricos, uma elite inócua de gente feia, mas no fim toda a ideia de poder  é isso mesmo. A únicas coisas que o podem contrapor são ou o suicídio ou a anarquia.
Devo acrescentar, aliás, que o Cinco Dias já foi um bom blogue. Agora, numa altura em que os títulos são maiores do que as postas, não há uma única ideia que se aproveite. Os seus blogueiros são os carros vassoura da internet. Nesta vaga de maniqueísmo que tem caracterizado a Esquerda, quando a Direita diz preto, eles dizem branco. E não saímos disto. Basta o Henrique Raposo, o Rodrigo ou a Helena Matos publicarem algo, que o alarme logo toca na sede do 5 Dias.
Bom, mas voltando à entrevista. Também não concordo com a relação FMI-Regime. E acho estapafúrdia a alusão ao sex appeal da Direita. Enfim, são gostos. Uma coisa é certa e isso é que é difícil de rebater: a despartidarização do poder. Aceitando-se a ideia de Estado-nação (coisa que pouca gente do 5 Dias aceitará mas finge que aceita) a monarquia é muito mais justa. Entre uma representatividade inerente (inerente mas reconhecida constitucionalmente) e uma representatividade aritmética fundada na escolha não universal (isso sim seria lógico) mas na partidização ou segmentação do auditório elegível – dando a ideia de um sistema justo e abrangente (mas simplesmente demagógico) -, a primeira solução bate aos pontos qualquer regime. E é por isso que, sobretudo a Esquerda, sempre fracturante e fracturada, tem medo de discutir as soluções. Não entendo, aliás, a insistência neste aspecto da eleição do presidente da república pois o voto é para a Esquerda, um adereço.  Que pode e deve ser substituído sempre que possível pela revolução, como bem sabemos.

Carta aberta ao Ministro da Economia e do Emprego

Política de consumidores: evolução na continuidade?

O zero relativo ou o zero absoluto?

Na indefinição ora patente, percorre-se o Portal do Governo e lá se lobriga na página do ora denominado Ministério da Economia e do Emprego, a seguinte referência:

Defesa do Consumidor e Livre Concorrência

Defesa do Consumidor
“A defesa dos Direitos dos Consumidores é uma tarefa de relevância na sociedade actual. Factores como os constantes apelos ao consumo, a crescente complexidade do mercado, a agressividade dos novos métodos de venda e de algumas formas de publicidade, conduzem a situações de desigualdade entre o consumidor e as empresas. Impõe-se, por isso, uma intervenção do Estado, no sentido de tutelar a parte mais desprotegida: o consumidor. O acolhimento pelo Estado das aspirações dos consumidores e a sua consagração legal, representa um factor de progresso. A distinção entre as empresas cuja acção se pauta pela qualidade e eficiência e aquelas que desrespeitam os direitos do consumidor, é um estímulo à modernização empresarial.
Compete à Direcção-Geral do Consumidor, a promoção e a salvaguarda dos direitos dos consumidores.

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Nuno Crato versus Nuno Arrobas

Santana Castilho *

Ouvi o professor Nuno Crato, no domingo, no programa do professor Marcelo. Sujeito a perguntas indigentes, nada disse. Só falou! Uma excepção: Nuno Crato estabeleceu bem a diferença entre estar no Governo e estar de fora. Quando se está no Governo, disse, “tem de se saber fazer as coisas”; quando se está de fora, esclareceu, apresentam-se “críticas e sugestões, independentemente da oportunidade”. A feliz dicotomia trouxe a luz: arquivemos Nuno Crato, crítico, e ajudemos Nuno Arrobas, ministro, a saber fazer as coisas. Eis sugestões oportunas:

Desista de implodir o ministério, mas discipline-o. Se não sabe o que fazer, contenha-se enquanto aprende. Mas respeite quem trabalha para preparar o próximo ano lectivo. Desleixo, impreparação e descoordenação são qualificativos apropriados para referir a trapalhada dos últimos dias. Ora extinguiram turmas de cursos de Educação e Formação de Adultos, ora as recuperaram. Feito o trabalho com base nas informações de meio de Julho, veio a directora-geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular dizer, a 29, que, afinal, a música era outra. E para partitura, puxou de um decreto-lei que respeitava à Saúde ou de outro que já não era. Não demore a explicar esta palhaçada. Se o Nuno, o Arrobas, não souber fazer as coisas, tente o outro, o Crato! Mas faça algo, rápido! [Read more…]

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