Fibra óptica para as ilhas das Flores e do Corvo

Não me acusem por causa do artigo anterior de ser contra as ilhas. Muito pelo contrário, sou um grande amigo das Berlengas. E esta causa açoriana, da interioridade açoriana por assim dizer, merece todo o meu apoio. É a velha estória do choque tecnológico: têm o tecnológico, mas falta-lhes o choque.

Há mais de uma década que as populações das ilhas das Flores e do Corvo (Açores) vêm sendo ludibriadas com consecutivas promessas nunca cumpridas, quer pelos sucessivos Governos da República (PSD, CDS/PP e PS) como também pelo Governo Regional (PS), quanto à extensão do cabo de fibra óptica que já passa há bastantes anos pelas restantes ilhas do arquipélago dos Açores.

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Arte urbana portuguesa no top 10 do Guardian

Numa escolha de Tristan Manco o Guardian seleccionou 10 obras-primas da arte urbana. Contemplados o português Vhils (Alexandre Farto de seu nome) e um trabalho dos brasileiros Os Gémeos e do italiano Blu, realizado em Lisboa.

Uma boa nova para a arte urbana portuguesa, com a vantagem de colocar estas coisas em discussão. Por exemplo: António Sérgio Rosa de Carvalho cuspiu sobre a obra alfacinha (acima representada):

“Verdadeiro crime de Lesa-Património, esta intervenção “emite” em termos de Pedagogia o pior “sinal”possivel … (sic)

numa pretensa defesa dos prédios abandonados em que foi feita. Há gente que confunde arte com o-que-eu acho-que-é-arte. São os donos da obra. O prédio em causa era uma vulgaríssima construção novecentista, das que andam por aí aos pontapés. Agora é depositário de uma obra-prima da arte contemporânea mundial, que por sinal em termos de mercado vale muito mais que o prédio (em relação ao terreno, já não sei).  Esta gente é a mesma que apupou os impressionistas, os surrealistas, e o que mais quiserem: a História da Arte está cheia dos seus donozinhos, que a serem seguidos ainda nos mantinham ao nível da Vénus de Willendorf (com todo o respeito que tenho, e é muito, pela arte do Paleolítico). [Read more…]

Bem Vindos ao Cairo 004

Estou com algumas dificuldades em pensar na forma  mais correcta de vos falar do cheiro, do sabor e da cor da fruta.
Quando aqui cheguei e fui fazer o reconhecimento do meu bairro, a primeira coisa que me chamou a atenção
e fez toda a diferença na construção da imagem do
sitio onde iria viver uns meses, foram os carrinhos de fruta,
esquina sim, esquina sim, com aquele cheiro que se sentia
20 metros antes e entrava no cérebro como uma mensagem:
come-me, eu sou o néctar dos néctares.
Imediantamente me apaixonei pelas vendas ambulantes de fruta,
que fucionam desde o por-do-sol até para lá da meia-noite.
Às vezes, de manhazinha, há também as tipicamente conhecidas carrroças ambulantes puxadas a burro.
Miudos com idade para brincar, tentam ganhar algum numa vida tristemente miserável.
Mas são felizes parece-me. Sorriem para as fotos, e pedem-nos para comprar tomates, alfaces e batatas.  [Read more…]

O Comboio Faz Parte da Solução…

…na Indonésia, pelo menos

 

Independência para a Madeira

Ficamos a saber via troyca (tem a real vantagem de se estar nas tintas para a vida partidária lusa) “que o Governo vai recorrer a quase 600 milhões de euros de receitas extraordinárias para cobrir novos buracos com o BPN e Madeira.” (i)

Acelere-se então o aumento do IVA na electricidade e gás. Alberto João delapidou mais 277 milhões de euros, ficará impune, e quanto a isso batatinhas, é o regime que temos, mas passo a ser adepto da independência da Madeira. Quem vota sistematicamente no homem (pese que a democracia local daria vontade de rir se o caso não fosse para chorar) também já não me merece grande respeito. Fiquem lá com o offshore, façam um campeonato de futebol sozinhos (convém não esquecer que todos nós sustentamos o Nacional e o Marítimo), divirtam-se, mas com o vosso dinheiro. Só tenho pena por causa das Selvagens, único local do arquipélago onde se deve respirar alguma liberdade.

As guerras do canal de distribuição e das moedas (2)

(segunda e última parte desta  divagação)

É quase um lugar comum afirmar que o cavalgante custo do dinheiro emprestado resulta de uma guerra das moedas. Nesta perspectiva, um conjunto indefinido de pessoas e corporações agiriam de uma forma consertada para fazer dinheiro à conta dos que precisassem de pedir emprestado. Sem duvidar que isso acontece, esta explicação confunde a consequência com a causa, já que este cenário só ocorre porque quem se endivida não tem outra solução que não seja essa.

Mais do que bramar contra os moinhos de vento, interessa perceber como é que aqui se chegou. É neste contexto que entra em jogo aquilo a que chamo de canal de distribuição e que constitui o grupo dos que fazem as pechinchas orientais cá chegarem para serem vendidas a preços  ocidentais.  [Read more…]

Novas músicas portuguesas: Uxu Kalhus – Bretónia/Linda Falua

Etnopsicologia da infância e observação participante

malinowski

Malinowski na Kiriwina

 

São dois grupos de conceitos que precisam de uma explicação. Parece ser o meu hábito começar pelo fim. Em 1986, editado e coordenado por Augusto Santos Silva e Fernando Madureira Pinto, publicamos um livro, escritos por vários de nós, das Universidades do Porto, Clássica de Lisboa, Coimbra, UTAD, Nova de Lisboa e o ISCTE, um texto de 315 páginas, intitulado Metodologia das Ciências Sociais, Afrontamento, Porto. [Read more…]

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