Vhils: escavando a superfície

Farto de pintar em paredes ilegais, o seu próximo alvo foram os posters de publicidade espalhados pela cidade. “Pintei-os de branco e comecei a escavar a camada gigante de anúncios que se tinha acumulado ali ao longo dos tempos. É quase como um processo arqueológico.” Ao criar retratos nos cartazes, Vhils queria “criticar a influência que a publicidade tem sobre as pessoas, nos seus sonhos e naquilo que querem.” Depois disso, saltou para as paredes, onde viria a alcançar sucesso.
“Um dia, quando estava a escavar posters, toquei na parede e pensei: ”Se posso fazer isto nos posters também posso fazer na parede.” E experimentei.” Um martelo pneumático e um martelo normal são suficientes para a escavação. Antes disso, Alexandre marca na parede, com spray, a figura que quer esculpir. Para terminar o trabalho, usa materiais tão invulgares como lixívia, produtos de limpeza, ácidos corrosivos e até café “para pintar”. “Estivemos fechados tanto tempo com a ditadura que depois do 25 de Abril tudo aconteceu na rua”, diz Alexandre. “Em 30 anos, com os muros políticos, o boom da publicidade e o graffiti, as paredes engordaram 20 centímetros e o que faço é pintar com essas camadas de história.”

de uma entrevista ao I

O Expresso e a coerência

O Expresso resolveu fazer uma parceria com a OpenLeaks para divulgar informação vinculadas por fontes anónimas. Nada contra.

Podiam era começar por cumprir o que se haviam proposto fazer quanto aos telegramas da Wikileaks, onde optaram por os divulgar censurados, depois prometeram a respectiva publicação integral para, finalmente, deixarem o assunto cair em esquecimento. Pelo caminho, divulgaram uma linha editorial com uma pseudo-explicação para a falta de coerência.

Uma visão curiosa quanto ao que se dá a conhecer das coisas que chegam ao jornal. Mas agora com a OpenLeaks é que vai ser. Das preferências gastronómicas do Ronaldo à vida social da Tátá-Belinha, não há-de haver importante assunto que não venha a público.

E afinal o que é um blogue plural?

Por causa disto, responde-me o João Monge de Gouveia:

Anda aqui uma pessoa preocupada em ter um blogue plural e depois vem a saber que o apelidam de “mais ou menos plural”.
Olha que esta!!!!
E já agora o que é o mais ou menos?

Eu explico. Plural é o Aventar, que tem gente do BE ao CDS, uma maioria que vota onde lhe apetece, republicanos e monárquicos, agnósticos, ateus, católicos e um muçulmano, em comum apenas uma manifesta heterodoxia onde quer que se encontrem. Ou o Delito de Opinião, por exemplo, que anda lá perto.

Um militante do PS, um simpatizante do PSD e uns 20 do CDS fazem do Senatus um blogue plural do CDS, ou seja, têm mais que um militante do CDS mas menos que um largo espectro político, e não são singulares. Nada contra, mas não é bem a mesma coisa.

Entendido?

Novas músicas portuguesas: Jahztá – E Então?

Querida Mamã

imagem de mãe

 Ensaio de Etnologia da Infância

o que meu próximo neto, que deve nascer a 13 de Agosto, diria a sua mãe, minha filha Camila Iturra de Isley

Querida mamã

Ensaio de Etnologia da Infância

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Raúl Iturra

1. Nascimento·
Sou teu. Tiveste-me no teu corpo. Sou teu. Desde dentro de ti, ouvia. Ouvia e sentia. Ouvia as palavras, os murmúrios, as conversas. A [Read more…]

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