Baza que isto aqui não é um filme boy

Pedro Passos Coelho quer ir embora, largar aquele barco de Borges e de Gaspar, ser libertado da missão danada que chamou a si (e chamou-lhe histórica, imagine-se). Bastou ver como ontem se enervou no Parlamento (noutras circunstâncias, não seria o PS sem Norte de Seguro que haveria de irritá-lo assim) por causa do tema das eleições antecipadas, para sentir a insegurança, o medo que lhe cresce por detrás daquele tom autoritário, a exasperação a evidenciá-lo. Repare-se como ficou transtornado, como precisou de invocar a maioria absoluta, reclamando o mandato até 2015 no matter what – como se a governação democrática não requeresse diálogo, como se um Governo que dá cabo de um povo pudesse eternizar-se no poder em nome de uma legitimidade que desde logo (se não bastasse a intenção absurda de reformar o Estado orgulhosamente só no decurso de um par de semanas) a abstenção de mais de quatro milhões de eleitores torna nula. E as recentes “sugestões” de cortes do FMI serão a gota que fará transbordar a indignação dos que resistem. A execução orçamental de 2012 e demais resultados da acção governativa criminosa desta coligação inesquecível vão dar uma ajuda. Pois apesar do seu discurso sobre o regresso aos mercados (enquanto o povo definha, maldito sejas rapaz), Passos Coelho bem sabe que entrou na recta final, e que vai ter de se Mudar para outras paragens, forçosamente longe do povo e do País que está a destruir a mando do FMI, sem melhores resultados hoje do que há seis meses.


«Baza, baza/vai pr’a casa/abre a pestana/isto aqui não é um filme, boy»
Boss AC

Comments

  1. luis says:

    No Norte dizemos:
    “Põe-te no caralho!”

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