Call centers, a escravatura do séc. XXI

Reportagem da RTP2 sobre a subcontratação das empresas de call center, as quais subcontratam empresas de trabalho temporário.

Comments


  1. tudo verdade…
    receber subsídios em duodécimos e ter um banco de horas em que o ‘colaborador’ fica por contrato obrigado a trabalhar até mais 2h diárias se lhes for solicitado, sendo que as horas só lhes são permitidas gozar quando há disponibilidade de serviço (p ex sair 15 ou 30 m mais cedo quando eles deixam [e é uma sorte]), são já práticas comuns nesses centros.
    Eu cheguei a acumular o equivalente a 10 dias de trabalho em banco de horas…

  2. Konigvs says:

    Há qualquer coisa de muito tortuoso quando uma jovem com mestrado, a determinado momento da reportagem diz que é um “privilégio” estar num “call center” e ganhar 500€/mês. Que puta de lavagem cerebral.

  3. Konigvs says:

    Um trabalho que deve deixar a pessoa ao fim do dia com a cabeça em água visto que têm objetivos e mais objetivos que mudam constantemente, são repreendidos e insultados como referiu a senhora de 48 anos que estuda gestão, estão emparedados por biombos com espaço de 1m2 cheio de barulho de fundo num ambiente completamente saturante para a visão sem luz natural, e ainda são tratados como se estivessem numa creche com joguinhos idiotas e todos eles referem o “bom ambiente de trabalho”. É, é mesmo uma verdadeira lavagem cerebral ou então o poder da negação, ou os dois juntos.
    E a determinado momento lembrei-me do Manuel Pinho que dizia que Portugal era um país muito competitivo na Europa. É interessante que até nesta merda de trabalho, aqui ao lado em Espanha pagam o dobro daqui.


  4. Trabalhei num e é realmente horrível. Chegamos ao final do dia derriados e sem vontade de ouvir ninguém. Os ordenados são horríveis e todas as condições que nos dão são do pior. Ao ponto de se houver lista de espera de clientes para ser atendidos, não podermos ir a intervalo e por isso chegarmos a estar cheios de fome e sem poder ir à casa de banho. A única vantagem que tinha era flexibilidade de horários e o ambiente de trabalho. Mas não compensa. O pior é que as pessoas que iam chegando depois de mim, iam tendo cada vez piores condições (contrato e salário) e a lavagem cerebral era bem maior. Na altura tive de estudar história do 12º ano e reparei que aquilo eram as condições das fábricas do tempo do estado novo.

    • Konigvs says:

      Quando ouvimos na reportagem que até para cagar ou mijar é preciso pedir antecipadamente e ir para lista que já tem folhas de outras dezenas de inscritos quer dizer….
      E as pessoas aceitam isto e acham que é uma ótima oportunidade. Já diz o povo “quanto mais nos curvamos mais se nos vê o rego do cu”. É por estas e por outras que eu ainda ontem escrevia aqui que a “aventadora” Sarah é uma sonhadora. Eu não vejo isto a mudar, muito pelo contrário, vejo sim as pessoas cada vez mais adormecidas.
      Para uma pessoa com mestrado em arqueologia dizer que é um “privilégio trabalhar num call center e ganhar 500€ e recebê-los certinhos ao fim do mês”….
      O que a maioria das pessoas pensará que é um privilégio termos o filho da puta que temos a governar e a roubar as pessoas e a meter o dinheiro no cu da banda e dos amigos, e é um privilégio porque ele ainda não nos mandou fuzilar a todos.


  5. Estou a estranhar o silêncio do Miguel… Ainda deve estar a “pensar” na simples pergunta que lhe fiz!!!!

    Mas razão tem o Miguel… (A escrever para mim… Escravo que sabe que o é!)

    “Você bate mal. É escravo próprio só pode. Se nao esta bem, tem a liberdade de sair e procurar a sua felicidade. Nao é fácil, mas nenhum escravo tem essa possibilidade.

    Há comunidades que vivem alegremente sem o sistema monetário. Felizmente é livre de ir para lá. Nao tem é net para vir ao aventar.”

    Escravos 😆 😆 Isso não existe!

    SOMOS TODOS LIVRES

    Abraço 😉

  6. Antonio says:

    Não será bem assim!
    Incutiram-nos a ideia de que somos todos livres. Na verdade pensamos que sim. Mas na verrdade não somos nada disso. Antes uns prisioneiros da formatação que vem sendo feito desde há 30 anos.
    Antonio

  7. Ana Meneses says:

    Call Centers, uma tortura! Deveria haver uma lei a proteger os operadores. Não temos direitos e ainda temos que suportar a incompetência dos supervisiores que nos tratam como deliquentes juvenis.

    A


  8. Call Centers, uma tortura! Deveria haver uma lei a proteger os operadores. Não temos direitos e ainda temos que suportar a incompetência dos supervisiores que nos tratam como deliquentes juvenis.

    A

    In

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  1. […] ir para a escola era perder de amealhar umas arrobas de batata e milho, uns carros de pão. Dócil o gado e os filhos assim educados para o trabalho. No final de cada temporada, o servo da gleba entregava ao senhor […]

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