Daqui a doze horas, a Selecção vai defrontar a Seleção.

Doug Pensinger/Getty Images (http://bit.ly/14GWFWR)
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Daqui a doze horas, a Selecção vai defrontar a Seleção.

Doug Pensinger/Getty Images (http://bit.ly/14GWFWR)
[…] de parabéns: trata-se de dois jovens muito promissores e que, obviamente, não podendo jogar na selecção, merecem uma oportunidade […]
[…] O Diário de Notícias entrevistou José Carlos — futebolista que, como se depreende e bem, nunca representou a selecção brasileira. […]
[…] Novidades? Nenhumas. O caos ortográfico está instalado e a culpa, garanto-vos, não é certamente do capitão da Selecção. Sim, da Selecção. […]
[…] “Cobertura do Estádio de Leiria será reparada antes de receber jogo da Seleção“. Sim, da Seleção. […]
[…] O Record diz-nos que foi “revelada a camisola oficial da Seleção [sic] para o Mundial“. Aparentemente, os jogadores da selecção brasileira passarão a envergar uma camisola igualzinha à dos colegas que jogam na selecção portuguesa. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. […]
[…] “Ajude Paulo Bento a escolher os 23 jogadores da seleção nacional”. Seleção? Sim: seleção. […]
[…] ‘táctica’ e ‘tácticas’] para unir os portugueses à Seleção”. Seleção? Seleção. Felizmente, […]
[…] Os bons exemplos devem ser seguidos e a comunidade de Newark é um óptimo exemplo. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’, como tão bem […]
[…] Gaitán chamado à seleção. Sim, “à seleção“. […]
[…] Efectivamente. Seleção. […]
[…] Cristiano Ronaldo, The Guardian. Sim, Cristiano Ronaldo. Exactamente, o Ronaldo da Selecção. […]
[…] Brasil perdeu: “A Seleção Nacional de Sub-20 perdeu“. Convém sempre recordar que ‘selecção’ ≠ ‘seleção’ — por exemplo, há pouco mais de um ano, a selecção jogou com os Camarões e a seleção […]
[…] Segundo a TSF. Efectivamente, como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. […]
[…] Segundo a TSF, Luís Figo é autor de uma afirmação «à margem de uma ação de comemoração». Efectivamente: «ação de comemoração». Contudo, como sabemos, «ação de comemoração» ≠ «acção de comemoração». […]
[…] Segundo o Jornal de Notícias: «Mãe de Cristiano Ronaldo em Fátima a rezar pela seleção». Seleção? Efectivamente. […]
[…] «Seleção é derrotada por 1 a 0» (13/06/2016 0:51). «Ambiente calmo em Saint-Étienne à espera da seleção» (13/06/2016 9:05). Seleção? […]
[…] O Correio da Manhã, por qualquer razão que me escapa, refere-se a Cristiano Ronaldo como capitão da selecção brasileira: “capitão da seleção nacional“. Como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. […]
[…] Por CR7? Por Camões? OK. Siga. […]
[…] efectivamente estranho, mas possível, segundo este título: «Nuno Bettencourt, dos Extreme, foi buscar a bandeira portuguesa de […]
[…] Segundo A Bola (efectivamente: o resistente que se cala), o «capitão da Seleção […] fa[ɾ]tura frente à Letónia». Efectivamente: fartura e *seleção. […]
[…] «Marcelo pede à seleção para “fazer o melhor possível” nas Confederações». Exactamente. […]
[…] Como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’. […]
[…] há redação e seleção. Todavia, enquanto houver Egipto, há efectivamente […]
[…] dessa reflexão e antes do jogo da selecção, vejamos o Diário da República de […]
[…] alturas, aliás, convém sempre lembrar que há uma diferença entre selecção e seleção e é igualmente importante recordar que o AO90 é inútil. Não acreditam? Perguntem ao […]
[…] do Benfica e da Seleção“. Elevou “o patamar do Benfica” e da Selecção. OK? Exactamente. […]
[…] «Posso ajudar a Seleção». Efectivamente. […]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
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Parece-me que há mesmo muita gente sem ter nada que fazer. Especialistas de nada e coisa nenhuma. Lindos posts estes… Já chegou ao número 100 este blogger??
Francisco sabe-me dizer qual é a lógica para que se escreva selecção? Procuro uma razão/explicação da gramática portuguesa para tal, após isso irei verificar se, apesar de existir a regra e a devida explicação a mesma faz sentido.
Pergunto-lhe sinceramente, porque ou de facto tem razão em criticar isto (no caso falo mesmo em selecção e em outros “c’s” mudos) ou o comentário anterior é apropriado.
Creio que terei alguma razão, considerando padrões: -acção/-ecção e a existência de derivados -accionar vs. -acionar ou -eccionar vs. -ecionar.
Repare em ‘corrector’ vs. corretor e coacção vs. coação (v. pp. 97-108 deste artigo: http://ceh.ilch.uminho.pt/publicacoes/Diacritica24-1.pdf).
Cordialmente,
Francisco Miguel Valada
Obrigado Francisco, irei ler, já me tinha questionado sobre a relação entre reacção ou erecção mas nunca entendi os fundamentos desses c’s, em pensamento exagerado achei engraçado imaginar que no início do século em qualquer conversa os portugueses usariam essas vogais e não seriam mudas.
Mais uma vez, obrigado.