As árvores ou a vida

arvores
Há qualquer coisa de belo e essencial numa velha oliveira. Quem está atento sabe que, pelo nosso país, as há com mais de dois milénios. Sempre vivas, sempre oferecendo os seus frutos aos humanos que transitoriamente junto a elas habitam.

Elas mergulham as raízes nas lonjuras da história. Estiveram na ascensão e queda do Império Romano, eram já antigas quando Cristo terá andado pela terra, são como uma linha de continuidade em que se enleia a nossa identidade como povo, geração após geração. Por isso inspiram a tantos de nós uma espécie de respeito, uma quase veneração.

Mas agora, os selvagens descobriram-nas. Enfastiados do último capricho, procurando novos e exóticos luxos, viraram-se agora para a compra de oliveiras milenares. Vendidas por dezenas de milhares de euros, elas vão partindo. Há uma profunda tristeza em tudo isto. E sordidez no tom de orgulho com que se noticia esta emigração vegetal.

“As nossas oliveiras milenares têm muita procura e vendem-se a abastados compradores dos países Árabes e da Alemanha” dizia, mais palavra menos palavra, uma notícia ouvida há pouco. Não quero julgar os que, quantas vezes em desespero de causa, as vendem, já que não encontram ajuda nem outro caminho. Mas não consigo evitar esta sensação de que alguém, em nosso nome, está a vender-nos a alma ao diabo.

Comments


  1. É incrível como neste momento tudo se vende no nosso país. Até as consciências, em muitos casos.


  2. A Oliveira foi introduzida em Portugal pelos Gregos como a pesca foi pelos Fenícios de que reta (restava) um porto integro em Sines que conheci pois ati trabalhei E quanto a oliveiras consta que as mais antigas – segundo Hermano Saraiva – as da minha terra – santarém tendo 3600 anos – vivi entre elas – mas o “animal” de eis presidente de Santarém que é mais do que ignorante deu cabo de muitos olivais – como qualquer autarca dos que há agora por aí que urbanizam não importa onde e deram cabo da riqueza agrícola que venderam com a PAC (1986) – Diz o Emir de Lisboa que os santos óleos são o olive oil de oliveira sendo ainda o melhor o das oliveiras de Trás-os-Montes – o que lhe ouvi dizer em 2013 na TV – Mas em governo anterior os espanhóis compraram o maior latifúndio de olival do Alentejo da fronteira – a Herdade dos Machados – nem sei para fazer o quê mas se é para fazer olival baixo de transgénicos como fizeram no Guadalquivir não quero sequer dar opinião – nem o solo já pertence ao país mas aos eis invasores e ocupantes de mais de 70 anos postos na rua em 1640 mas “estão a voltar” e não contentes fecham fronteiras no Norte impedindo os TIR de ir para frança e Alemanha inventando greves além de que no tejo internacional UNESCO por falta de espaço implantarem 2 centrais nucleares que não conservam nem limpam e deitam resíduos p+ara o Tejo – em Almeria claro + as estufas de agroquímico com trabalho escravo para rapazes portugueses de fronteira – basta ir à NET e ver as imagens das estufas e do cuidado com que fazem tudo – nem sei se a chuvada de ontem encheu barragens de espanha que foi VAZADA no norte e inundou de ´água e lama e lixo as casas dos portugueses que mais uma vez foram afectados não pekla chuva mas pelos gestos inenarráveis dos amigos e dos portugueses que como Marcello mesmo agora elogia e diz fazerem-nos “falta” – é preciso muita ignorância e maldade e calar e pior, dizer a não-verdade – país governado por vendilhões e escravos ministeriais e ministeriáveis – odiosamente mentirosa e não sabe quem não quer pois tem acesso à informação nos lugares onde eu a obtive se quizer – mas não quer pelos vistos – não metam mêdo aos gajos que reivindicam as Ilhas Selvagens – e as cagarras – vá dêm-lhes de presente de casamento

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