Da importância dos filhos

Acabo hoje de descobrir a verdadeira e incrível importância dos filhos. Eu, cega, limitada nos meus conhecimentos e experiências, pensava que os filhos existiam para sentirmos um amor único,  absorvente, vibrante, totalmente infindável. Para nos darem ternuras imensas e prazeres inimagináveis com as suas brincadeiras e travessuras ou só pelo facto de existirem. 
Eu, que tão levianamente assim pensava, acabo de descobrir que os filhos podem também ter uma importância extrema na nossa felicidade tecnológica. 
Estou a ser pouco clara nas minhas palavras? Vou, então exemplificar com um modelo real:
Cerca das 11 da manhã de um dia muito soalheiro. Uma estação de superfície do Metro. Muito sol. Já bastante calor. Uma família de quatro pessoas: dois adultos e os filhos,  pirralho com cerca de 4/5 anos e pirralha com uns 7/8. Ambos os progenitores de tablet e iphone. As crianças pedem encarecidamente, choramingam, quase começam birra. Querem jogar um bocadinho. Levam ameaços de «um estaladão»,  «uma chapada», um «biqueiro no cu». De repente, o menino coloca-se à frente do pai para ver o jogo. 


Feliz, numa alegria contagiante, o pai exclama, enquanto ajeita o puto para melhor lhe tapar o sol que bate no tablet: – É isso! Ó filho, põe-te aí, não te mexas! 
Claro que quando a criança se afastou um pouco, já farto de estar ali, sem fazer nada, ouviu novas ameaças…
A partir de agora, novos horizontes se me abrem. O meu pequeno mundo passa a ser mais vasto pelas possibilidades recém-descobertas do uso infantil. 
Amanhã vou sair de casa sem chapéu. Levo uma das filhas comigo. A mais pequenina, que pesa menos.

Comments


  1. É PRECISO DIZER A VERDADE:
    – Com o declínio do Tabú-Sexo (como seria de esperar) a percentagem de machos sem filhos aumentou imenso nas sociedades tradicionalmente monogâmicas.
    Mais, por um lado, muitas mulheres vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas [nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos]… e… por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais ‘dóceis’] oriundas de outras sociedades… ora, todavia, no entanto, recusar este caminho… deve ser um legítimo Direito ao qual os machos devem ter acesso!
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    ANEXO:
    Eu não sou o cassete-carvalhas… todavia, no entanto (pela ‘n’-ésima mais uma vez)… vou continuar a insistir em reivindicar um DIREITO que considero importante:
    o Direito à Monoparentalidade em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas.
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    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    – No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!… De facto, analisando o Tabú-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente MONOGÂMICAS) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver o blog «http://tabusexo.blogspot.com/».
    .
    Concluindo:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos; no entanto, todavia, as Sociedades Tradicionalmente MONOGÂMICAS têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!… Assim sendo, nestas sociedades, deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer para que os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!

    F.Rui.A.R.


    • Percebeu-se porque razão as fêmeas o rejeitam. É que para os chatos há quem use lindane, mas o mais eficaz é a distância.

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