Antropofagia mental

macacos1

Brindou-me o professor do ensino básico mas não colocado que antes foi astronauta não colocado Vítor Cunha com um artigo em resposta a um comentário meu, feito nesta casa. A “argumentação” é a do costume ou os tratamos bem ou os investidores fogem, e eles é que criam emprego, os beneméritos, há que erguer estátuas, tão bonzinhos que eles são, patatipatatá.  No meio compara o gasto em putas, carros e automóveis topo de gama com o dispêndio de quem vive do salário mínimo em necessidades básicas, mas quanto a isso estamos habituados, e hoje não me apetece repetir o vai viver com o salário mínimo durante seis meses e depois falamos.

Pareceu-me uma boa ideia, isto de ir aos comentários,  e mais uma vez me inspira, mas como já é tarde limito-me a republicar o que escreveu, a minha opinião ficou no título:

Permita-me tornar isto mais claro: eu teria usado o exemplo de um antropólogo no post se este tivesse mais utilidade que uma mulher de limpeza. Optei pelo segundo caso porque há mesmo um mercado para mulheres de limpeza.

Porém, um antropólogo também tem utilidade: lembra-nos que pagamos impostos por motivos superiores, uma espécie de banco alimentar contra os condenados pelas “ciências” sociais.

Deve ser duro uma pessoa sentir-se sobredotada para depender de uma estrutura social de contribuições para validar a sua utilidade ou, em alternativa, ver que no mundo real não subsidiado a caixa do Continente é um excelente veículo para o nosso brilhantismo incompreendido.

Comments

  1. Trinta e três says:

    O que o vitorcunha escreve, não é para levar a sério. Ele próprio não leva. É uma espécie de agit-prop governamental tipo Cerelac: é só acrescentar água.

  2. soudefaro says:

    Duvido muito que o Vitor Cunha exista…


  3. Eu confesso que não resisti a comentar naquele blog, mas quase que o lamento porque é gente sem nível absolutamente nenhum. Enfim, aqui fica: “O vitor esforça-se sim, mas engana pouca gente. A resposta que dá a outra das suas obsessões (desta escapaste Daniel) é de uma arrogância tão vergonhosa que evidencia total falta de valores e ética, e sobretudo muita ignorância O vitor gosta de se por em bicos dos pés em relação a muita gente e porquê? Passará por essa cabeça que tal comportamento é próprio de gente rasteira com necessidade de afirmação? Para mim está mais que apresentado, as restantes ovelhinhas que aqui andam que aplaudam.”

  4. jojoratazana says:

    O mês de Abril é lixado, põe os cunhas e cia, a espumar de raiva, olhos injectados de sangue, ranho escorrendo das fossas nasais, distúrbios mentais, assim como visuais.
    Em suma os derrotados de Abril, e seus capangas.
    Grunhem,grunhem, mas que se pode fazer deixemos-los grunhir à vontade.

  5. Vigilante says:

    Excelente artigo. Se tirarmos os dois primeiros parágrafos, o título, o autor e deixarmos os três parágrafos finais, é do melhor que alguma vez o prof. João José Cardoso produziu. Espero que o use como material lectivo nas suas aulas de propaganda e revisionismo histórico.


  6. Adoro, mas adoro tanto, fará no final deste mês uns 40 anos, e tanto e tanto, quando se deixam expor na imagem e exuberância dos papás:
    http://1.bp.blogspot.com/_ezaUKpkJ4Tc/TQzhY1SrYPI/AAAAAAAAP8Q/m0nE4lhDd-I/s400/Pide25Abril.jpg


  7. Sevilha ole ole ole, Sevilha ole ole ole 🙂 🙂 🙂

Trackbacks


  1. […] esforço-me, a sério. No entanto, tudo que o professor Cardoso tem a acrescentar é um post divertido com macaquinhos, assumindo-se como o Homer Simpson da blogosfera, disparando […]


  2. […] que discordo do José João Cardoso e também do Vítor Cunha. Um e outro têm estado entretidos a esgrimir argumentos económicos contra e a favor o aumento do salário mínimo ou até a necessidade da sua […]

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