A enorme farsa chamada governo em três palavras: irresponsável, irrevogável, inconstitucional

Juros 10 anos, 2013_C

Este é um artigo que não carece de desenvolvimento. Bastam três pequenos parágrafos para desmontar a enorme farsa em que se transformou este governo. Três palavras, até: irresponsável, irrevogável, inconstitucional:

  • Ontem, Portas inventou uma comparação que mete o Tribunal Constitucional, “irresponsabilidade financeira” e, consequentemente, os juros da dívida no mesmo saco.
  • Mas como é factual, foi ele mesmo um dos irresponsáveis que fez disparar os juros da dívida com a sua demissão irrevogável. Foi há um ano apenas.
  • E como se não bastasse, o único período com melhor desempenho económico nestes três anos deveu-se a um dos cortes do TC, os quais trouxeram um pouco de poder de compra aos portugueses.

Além da criançada que ocupa o lugar de ministros, há ainda a jarra decorativa que assobia para o lado a cantiga do “não sou pressionável”, enquanto assistimos impotentes ao maior ataque à separação de poderes dos últimos 40 anos. E o dito maior partido da oposição? Brinca às democracias. Há mais partidos e, no presente contexto, só se não tiverem habilidade política é que não serão incapazes de se constituírem como alternativa à alternância.

[imagem]

Comments


  1. Não foram eles que pediram por diversas vezes para a oposição alinhar toda no seu discurso porque as situações de instabilidade política seriam altamente penalizadoras nos mercados?

  2. Ferdinand says:

    O governo não se tornou em farsa, o governo nasceu farsa!

    E a continuação da farsa explica-se pelo o contexto internacional, também ele uma farsa.

    Desde a falência do sistema financeiro em 2007, agora a ser sustentado pela “austeridade”, temos assistido a contínuos golpes de estado recorrendo não às armas de fogo mas a muito paleio moralista. A aristocracia financeira com os cúmplices do Centrão conseguiu impor a farsa de que o cidadão comum andou a viver acima das possibilidades, e isto para esconder a corrupção, os esquemas ponzi, a fraude dos produtos “inovadores” financeiros, as manipulações de mercado, etc.

    Não há menos dívida, não há uma economia sustentável, contudo, a política neo/não-liberal não é um falhanço, é um sucesso pois o objectivo final do “neo-liberalismo” é a substituição de uma sociedade capitalista regulamentada por uma sociedade feudal…

    As sociedades vão ter que fazer escolhas, é inevitável, se querem um futuro miserável, onde a escassez deliberada é uma forma de controlo social por parte da elite, ou se querem uma sociedade próspera e livre, e essa sociedade não se alcança com tecnocratas/ ditadores…


  3. Bravo Ferdinand!

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.