Para o mentiroso mais bem pago de Portugal isto no BES está uma chatice porque o governador do Banco de Portugal não aparece a garantir que está tudo bem. O potencial buraco é no máximo metade do que já se sabe. Quer dizer, há uma crise no BES mas não há bem uma crise no BES, e o banco vai salvar-se, o resto do império é que está mais complicado.
Esta defesa, tímida, é certo, que a coisa vai correr mal, não mereceria uma linha, estamos habituados ao Marcelo, mas teria merecido uma frase, a velha declaração de interesses, coisa pouca, que informasse os telespectadores sobre o infímo detalhe de a sua namorada, Rita Amaral Cabral, ser a presença feminina que foi reforçar o conselho de administração do BES em 2012. Não sei se lá fica, nem me interessa, nem com quem dorme Marcelo, com quem passa férias Marcelo, nada temos que ver com a vida privada do Marcelo, mas já com a ética profissional da própria TVI que o permite já temos um bocadinho. Que diacho, isto de um gajo ser enganado em directo por um vendedor de banha da cobra escusava de ser durante um espaço noticioso, sérios a sério foram logo a seguir Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira que juntos e ao vivo nem sequer largaram uma boa piada.






“A crise não é do BES (banco)”
esta justificação não é falsa, mas é incompleta. A crise que o grupo BES (banco incluído) está a passar não é apenas a crise de um grupo específico da aristocracia financeira, é uma crise de todo o sistema financeiro global assente na financeirização da economia em vez da economia produtiva.
Não se deixem enganar, há muitos BES neste mundo. O BES pode até ser alienável e o sistema financeiro falido sobreviver um pouco mais, mas vamos assistir novas crises em outros bancos, e estareis cá para pagar cada cêntimo real, ou imaginado. E os comentadores da treta muito bem pagos, como o Marcelo, estarão cá para vos fazer acreditar que não há alternativa…
mas o marcelo não é todo católico e papador de missas (como revela todos os domingos)?
os católicos já podem catolicamente fornicar fora do matrimónio?