Alguém se importa de enviar esta tradução à Sr.ª Merkel?

Portugueses trabalham mais 486 horas por ano do que os alemães Portugiesen arbeiten 486 Stunden mehr pro Jahr als die Deutschen
Os portugueses trabalham em média mais 486 horas por ano do que os seus parceiros alemães, o que equivale a um acréscimo ligeiramente superior a 35%. Enquanto na Alemanha, que é o país da União Europeia (UE) onde se trabalha menos horas, a média é de 1371, em Portugal são efetuadas 1857, sendo o sexto país da UE onde se trabalha mais horas, depois de Hungria, Estónia, Polónia, Letónia e Grécia, que é onde se trabalha mais, num total de 2042 horas por ano. Die Portugiesen arbeiten im Durchschnitt 486 Stunden pro Jahr mehr als ihre deutschen Partner, was etwas mehr als 35% höher entspricht . Während in Deutschland, dem Land der Europäischen Union (EU), wo man weniger Stunden arbeitet, der Durchschnitt 1371 Arbeitsstuden ist, arbeitet man in Portugal 1857. So ist Portugal das sechste EU-Land, in dem länger arbeitet, nach Ungarn, Estland, Polen, Lettland und Griechenland, wo man am längsten arbeitet, insgesamt 2042 Stunden pro Jahr.

Em contrapartida, é principalmente em países do Centro e do Norte da Europa que se verificam menos horas de trabalho. Depois da Alemanha, é na Holanda, Noruega, Dinamarca e França, todos abaixo das 1500 horas anuais, que se trabalha menos, segundo as Perspetivas do Emprego referentes a 2014 divulgadas na quinta-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Es ist aber vor allem in Mittel- und Nordeuropa, wo die Arbeitsstunden kürzer sind. Nach Deutschland ist es in den Niederlanden, Norwegen, Dänemark und Frankreich, alle unter 1.500 Stunden pro Jahr, wo man weniger arbeitet, so die Beschäftigungsperspektiven bis 2014, die am Donnerstag von der Organisation für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung (OECD) veröffentlicht worden sind.

Fonte/Quelle: DN (10/07/2015), OCDE/OECD

Já agora, que façam chegar o relatório citado aos dois gestores do protectorado para que fique claro que 4 feriados e 3 dias de férias foi um roubo não esquecido.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Eu quando era miúdo, há já mui(iiiiiiiiii)tos anos lia uma revista de nome “Condor Popular” que apresentava uma imagem de marketing muito gira : “Tamanho não é qualidade”.
    Esta história das horas de trabalho entra nesta imagem.
    De facto eu quero que a Srª Merkel se dane com as horas trabalhadas. Ela refere o facto, porque manifestamente, gosta de escravos.
    O problema está em perceber porque é que eles trabalhando menos horas que nós, mostram performances muito mais importantes.
    E sendo eu uma pessoa que trabalha directamente com todos os povos europeus, americanos e alguns asiáticos, reconheço a capacidade mental dos Portugueses e a sua inteligência que nada, absolutamente nada, fica a dever a qualquer povo.
    Então, em vez de andarmos a “chorar” porque a Srª Merkel diz cobras e lagartos do nosso tempo de trabalho, deveríamos apontar a mira aos nossos governantes e gestores, que criam condições que transformam a nossa massa cinzenta em mão de obra ” a monte”, como se pratica no terceiro mundo. E depois ouço aquela “avis rara” do ministro da Economia, vir falar em “produtividade”.
    Deixem a Merkel uivar e atentem mais aos urros da nossa incompetente classe dirigente e dos gestores “de sanita”, quando se referem à nossa falta de produtividade e organização,

    • j. manuel cordeiro says:

      Com efeito, quantidade não equivale a qualidade. E esta depende muito mais da liderança económica (as tais elites) do que propriamente da maioria dos trabalhadores, estes mesmos que levam roda de moinantes. E é neste aspecto que a quantidade conta, especialmente quando foi argumento para o roubo de férias e feriados.

      • Nightwish says:

        E do investimento em tecnologia, basta olhar para os sites nacionais para ver a pobreza que por aqui anda.

    • Nightwish says:

      É natural, basta olhar para a quantidade de elogios que os portugueses recebem mal passam a fronteira.
      Ou isso ou é do ar, de certeza.

  2. Nightwish says:

    Falta aí a Grécia, também trabalham mais…

  3. Rui Moringa says:

    O sentido do texto e os comentários dizem muito da nossa realidade económica e das nossas capacidades.
    Precisamos para além do trabalho contado em tempo, introduzir propaganda no que fazemos para vender melhor o que fazemos. Claro há mais factores que concorrem para a produtividade e estamos conhecedores dos mais importantes: Educação, Formação, Investigação, Inovação etc.
    Claro, isto vai pela água abaixo se os politicos se aliarem aos nossos concorrentes e colaborarem com eles na nossa exploração. A questão da redução dos feriados parece ser uma macaquice sem pés nem cabaça do ponto de vista económico.
    Tenho sempre presente as palavras escritas por Mário Murteira que cito de memória:
    A nossa burguesia nunca foi uma burguesia nacionalista porque sempre se aliou à burguesia de outros paises concorrentes para nos explorar contentando-se com umas comissões em vez de, com os trabalhodores portugueses se oporem, concorrendo contra a burguesia europeia e outra.

  4. Dora says:

    Quando oiço que uma percentagem enorme de alemães se estão a marimbar para os povos do sul, não acredito.

    O que acredito é que a propaganda do governo alemão é tenebrosa.

    Peoples of the world! Unite!

    • j. manuel cordeiro says:

      Conheço uns quantos, alguns até são meus amigos. Eles acreditam piamente que nós somos uns baldas e não é só por causa da propaganda governamental. Está-lhes nos genes, o que me faz lembrar de uma historieta. Há uns anos, quando lá trabalhava, vivia numa vivenda transformada em apartamentos. Além de mim, num deles morava a senhoria e no outro morava o sobrinho dela. A certa altura, a senhoria foi bater-me à porta porque o lixo não estava separado, e que os homens do lixo podiam chamar a polícia e que eu tinha que separar o lixo. Educadamente, disse-lhe que eu separava o lixo. E analisando o lixo percebemos que era do sobrinho dela. Isto ilustra bem a mentalidade de muitos alemães. Os estrangeiros são um problema.

    • Nightwish says:

      Acredita mal. Ande a ver caixas de comentários e vê lá muitos alemães a falar da sua superioridade e da inferioridade dos gregos.
      A continuar assim, da próxima vez tem que se cortar aquilo aos pedaços com muros no meio.


      • Os comentários na Internet valem muito pouco, se alguma coisa, geralmente é como as claques de futebol e alguns fenómenos de grupo: são muito valentes atrás de um teclado, matam e esfolam mas na realidade ás tantas tem muitos amigos do sul da Europa…

        • Nightwish says:

          E se fosse verdade? Continua a ser racismo e xenofobia.


          • Não era essa a parte que eu queria evidenciar mas sim o não levar muito a sério que a realidade fora do teclado é diferente,
            Se é racismo e xenofobia? é sim e nós portugueses também somos culpados disso…

  5. J.Pinto says:

    Concordo com a maior parte do que se diz nos comentários: qualidade não é quantidade e vice-versa, mas o problema é que muitas empresas da Alemanha são produtivas, muitas em Portugal não são muitos produtivas (nem competitivas).

    Mas não é a redução do número de horas que se traduzirá automaticamente em maior produtividade. Quando muito, maior produtividade poderá traduzir-se em menos horas.

    A produtividade depende de muita coisa (tipo de produto, tecnologia…..), pelo que não podemos resumir a produtividade ao número de horas.

    O problema é que em Portugal há muita gente a dar palpites, e a escrever coisas lindas, mas quando se diz: constitui uma empresa e tenta aumentar a produtividade, eles preferem viver amarrados à teta do Estado.

    Essa é que é essa. Dos que aqui escrevem, quantos é que já constituíram empresas e deram empregos às pessoas com as condições que defendem?

    Nenhum, certo?

    Pois…….

    • Nightwish says:

      Olhe, se calhar não tentaram porque só se sobrevive à conta do estado, como muitos comentadores que vêm elogiar o governo…

      • J.Pinto says:

        Exatamente. E porque o Estado se mete em tudo.

        Ainda há quem pretenda aumentar as dificuldades às empresas e a quem quer investir. E ainda há quem queira mais Estado.

        • Nightwish says:

          Eu pretendo que passem a pagar impostos e a respeitarem os clientes, mas é de ser radical.

          • J.Pinto says:

            Eu pretendo que seja você a investir em vez que criticar os que investem. Mas se investir deixa de estar sob o manto protetor. Ah, e tem de pagar os tais impostos que quer para os outros.

            Já agora, relembro, em Portugal os únicos impostos que, em percentagem do PIB estão acima da média da União Europeia são os impostos sobre o capital (sobre as empresas).

          • Nightwish says:

            Claro que são, claro que são…

    • j. manuel cordeiro says:

      O ponto é que os nórdicos dizem que os do sul são moinantes. E passos Coelho alinhou pelo diapasão ao aumentar a carga de trabalho. Falsidades, como se vê.

      • J.Pinto says:

        Essa é uma guerra que apenas alguns pretendem manter, para distrair atenções.

        Pouco que importa quem alinhou ou não pelo mesmo diapasão.

        Também há muita gente em Portugal, que diz defender igualdades, que defende que alguns funcionários devem trabalhar apenas 35 horas enquanto outros trabalham 40 horas ou mais.

        • j. manuel cordeiro says:

          Distrair atenções? Pouco importa? Tenha paciência mas a mim importa-me muito ter passado a trabalhar mais 7 dias à borla.

          “E porque o Estado se mete em tudo.”

          O estado ou os governantes? Não confunda as coisas.
          http://aventar.eu/2014/04/11/maduro-sacode/

          • J.Pinto says:

            Bem me parecia que é um dos que trabalham pouco e ainda quer trabalhar menos….encontra alguma justificação para que trabalhe menos horas do que os portugueses que trabalham no privado? Será constitucional? Os políticos que aprovaram estas leis não deveriam responder em tribunal? Encontra alguma justificação, a não ser compra de votos com o dinheiro dos impostados?

            Quando vi a hiperligação com o nome Maduro, ainda pensei que se estivesse a referir ao outro Maduro, o que governa a progressista Venezuela…

          • j. manuel cordeiro says:

            “Bem me parecia que é um dos que trabalham pouco e ainda quer trabalhar menos”

            Que é que você acha que sabe da minha vida para vir deitar postas de pescada? Você é tão preconceituoso que até acha que eu trabalho no público. Mas engana-se.

            Já que veio com o seu moralismo da treta, diga lá o que é que faz na vida, só para sabermos se estamos ou não perante mais um hipócrita.

            Não lhe agradou a referência às nomeações da boiada pelo Maduro, pois não? É a vida. Vem para aí destilar ódio ao estado mas não quer ver que é nos seus “amigos” nomeados onde está a incompetência que mina o estado.

            Vá-se catar!

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      O caro J. Pinto queixa-se dos palpites, mas não se coíbe de dar mais um ou dois, sob a forma de pergunta.
      Como fui daqueles que contribuiu para este post, escrevo-lhe para dizer que não tenho necessidade de constituir uma Empresa para saber do que falo.
      Trabalho em Multinacionais há 40 anos e o tipo de recado que envia é claramente de quem não tem nada para dizer, mas tem que dizer alguma coisa.
      Conheço muito bem a realidade das Empresas Portuguesas (em geral obviamente) bem como muitas internacionais e por todo o Mundo. Presentemente estou nos EUA onde visito Empresas que por vezes dou comigo a pensar e a questionar-me se não estarei nos confins da Ásia.
      Respondendo à sua questão: nunca constituí uma Empresa (nunca esteve nos meus objectivos), mas já dei emprego a muitas centenas de pessoas nas condições que a lei impõe.
      E respeito-as, pois não sou nem terrorista nem revolucionário deixando para o meu amigo a tarefa de demover o governo desta aventura de faz de conta em que anda. E com certeza, com o seu ar de crítica tão afirmativo, terá argumentos para o fazer.
      Cumprimentos.


  6. Para quem por trabalho tem que se deslocar a Alemanha ou Holanda e assiste em Portugal ao arrastar de pés por ex. de muitas repartições publicas (finaças, hospitais) quando comparado com rapidez que viu lá fora, percebe como o nacinalizado nosso nos ajudou a manter na cauda da UE. Até no rendimento do trabalho!! como na corrupçao!! como na demagogia barata!!

    • j. manuel cordeiro says:

      É giro vir para aqui com generalizações, que essas não são demagogia barata, claro. Mas se cá existe entropia na AP, a culpa é dos funcionários que estão obrigados a estrita obediência ou é das chefias que lá chegam nomeadas pelo governo? Claro que é mais engraçado vir atirar areia ao funcionário que está atrás do balcão, esse moinante.

    • Nightwish says:

      Quando em Portugal a informatização é ao nível do sitius, mas pago aos amigos dos governos, está à espera de quê?

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