Como se esquivar à CPI do BES, ao MP e ao DIAP de Lisboa. E ainda ter tempo para ir ao barbeiro

Jose Gui

O simpático senhor que podemos ver nesta fotografia do Jornal de Negócios é José Guilherme, uma espécie de caloteiro grego que nos deve 121 milhões de euros via BES e que, qual fanático da extrema-esquerda, pretende uma reestruturação da sua dívida.

Empresário da construção civil, com certeza do lote daqueles que nunca corromperam um político – algo que como sabemos não existe – para conseguir aquele negocio ruinoso da praxe, trata-se do amigo de Ricardo Salgado que lhe ofertou uns míseros 14 milhões de euros, possivelmente imunes a impostos que os pobrezinhos da Comporta precisam de comer, a mesma pessoa que, quando convocado para prestar declarações na Comissão de Inquérito (CPI) ao caso BES, não pôde estar presente por estar doente e fora do país, motivos que não o impediram de passar no estabelecimento do senhor Aurélio Robalo, em Lisboa, para cortar o cabelo.

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Euro divergência

André Serpa Soares

Convergência. Esta é a palavra-chave que sempre me fez acreditar que é bom estar integrado na União Europeia.
Convergência no desenvolvimento e em tudo o que ele implica: educação, saúde, apoio social, qualidade de vida, poder de compra, aprofundamento da democracia, civismo, cultura, infraestruturas, livre circulação de pessoas e bens… Convergência.
A Europa partilha um espaço geográfico comum que, como se costuma dizer, vai do Atlântico aos Urais, da Escandinávia às ilhas mediterrâneas.
Partilha também, supostamente, uma tradição comum, histórica e filosófica, de ética e de valores.
A antiga Grécia, o Império Romano, o cristianismo, são pilares identitários comuns à maioria dos povos europeus. No entanto, existe na Europa uma enorme diversidade cultural, étnica e religiosa, aumentada pelos fluxos migratórios de outros povos e continentes, e esse multiculturalismo e abertura ao mundo é também um dos seus valores
A II Guerra Mundial e a separação do “velho continente” em dois blocos políticos (e sociais) não foram suficientes para abrir fracturas tão permanentes que impedissem a criação e desenvolvimento de uma consciência e de um “espaço europeu”, alargado ao longo dos anos.
E foi este desenvolvimento da consciência e do “espaço europeu” que levou os povos a transferirem parte da sua soberania para cinzentos “eurocratas” que nos conduziriam a todos, europeus, a uma convergência. [Read more…]

Carta do Canadá: Por quem os sinos dobram

A maratona negocial de Bruxelas, que teve a Grécia por motivo, trouxe-nos ensinamentos dolorosos e perguntas que magoam. E saldou-se por um acordo punitivo,  odioso, vingativo, a que se chegou por meio de chantagem: ou os gregos aceitavam o garrote da penúria ou seriam  mandados morrer de fome fora do euro.  E que servisse de exemplo a quem ousasse contrariar  as imposições da Alemanha, os interesses da Alemanha, a mente quadrada da Alemanha.  Deitou-se mão de tudo para espezinhar e humilhar os gregos, na pessoa de um Alexis Tsipras que, por amor ao seu povo sofrido,  se vergou sem estar convencido e já sem ilusões acerca das injúrias que iria ouvir dos que, se estivessem no lugar dele, teriam feito o mesmo.  Um homem jovem que, tendo sido obrigado pela manobra hitleriana da actual União Europeia  a aceitar o contrário do que havia prometido e até sublinhado pelo referendo, teve a hombridade de o declarar ao seu país e ao mundo, em discurso claro e sem rodeios.  Não foi nenhum farsante que prometesse a lua aos eleitores e depois, de rabo entre as pernas, fosse além  das troikas e baldrocas com que os  não eleitos de Bruxelas andam  a tirar dos pobres para dar aos bancos dos países ricos.  A Grécia teve a postura  dum país milenar, hoje servido por uma geração de jovens políticos  inteligentes e academicamente bem preparados, perante a arrogância ignorante dum país recente que mais não é do que o agregado de territórios feudais, qual deles o mais abusivo, que veio a desaguar numa comunidade que, no espaço de um século, tentou destruir a Europa e levou a guerra ao mundo todo.  Quando começaram as queixas contra Varoufakis, o ex-ministro das finanças grego, que só com o olhar perfurante tresmalhava aquele formigueiro malsão,  o primeiro ministro Tsipras teve a elegância de substituir o seu companheiro de governo.   No entanto, quem tudo manda em Bruxelas teve o topete de reconduzir o presidente do Eurogrupo,  o detestável Dijssolbloem  que, com a sua expressão  desvairada de gato castrado, humilhou e maltratou quanto quis a delegação grega. [Read more…]

Parece que é preciso repetir, repetir, repetir, repetir,

Schaeuble my precious

No passado domingo, Schäuble dizia que havia um problema de confiança com a Grécia. E colocou como condição para a apoiar que um fundo luxemburguês administrasse 50 mil milhões de euros dos gregos.

Mas…

Entretanto soube-se que esse fundo era administrado pelo banco estatal alemão KfW, cujo chairman é Schäuble. Nessa altura deu-se uma inversão nas negociações e começou-se a desenhar um acordo. Isto poucas horas depois de Merkel assumir publicamente que não haveria acordo.

Portanto…

Não havia problema de confiança nenhum, o que se passava é que

Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos.

Durante 6 meses nunca houve acordo quanto à Grécia porque  [Read more…]

Por acaso, ideia do fundo grego foi do PM holandês

É no que dá a gabarolice.