O capitalismo é o pior dos sistemas…

À excepção de todos os outros, mas ainda há quem acredite nos amanhãs que cantam…

PAF #2, Agosto 2011

Continuando a percorrer esta excelente recolha, seguiu-se o fecho de 297 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico.

O marau

Ganhar 10.000 por mês para fazer na tv a sua própria campanha eleitoral e a da direita, rezar pela bipolarização – a bem ou a mal, se necessário – do país, queimar em lume brando adversários políticos, promover a proliferação de candidatos – da esquerda e da direita – à presidência da República para que o seu nome vá inchando, é obra só ao alcance de um marau espertalhão. Tem impacto popular? Tem. Como os programas da tarde, os anúncios de calcitrim, as telenovelas, a música pimba (não estou a fazer juízos de valor, estou a comparar estatísticas). Marcelo, repimpado e bem pago, vai fazendo pela vida. Cada vez mais rasteiro, é verdade, cada vez mais demagogo, é verdade, mas fazendo o seu caminho – movido a combustível caro – para Belém com a diligência de uma formiguinha e a elevação moral de uma minhoca.

“Os Condenados” – Peça de Teatro

ESTC - Os Condenados  (c) Filipe Ferreira

foto: ESTC – Os Condenados  (c) Filipe Ferreira

Exercício-espectáculo dos alunos finalistas do Curso de Teatro, Licenciatura, da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). 24 a 26 de Julho, Sala Garret, Teatro Nacional D. Maria II. ENTRADA LIVRE.

Carlos J. Pessoa, encenador e autor do texto, teve inicialmente como ideia para o trabalho de final de curso deste grupo de actores (há outros grupos a trabalharem outros textos/propostas), “Os Cenci”, uma tragédia familiar italiana, na Roma do final do século XVI, na qual Beatriz Cenci, a filha, é decapitada, punição que recebe por ter assassinado o seu pai tirano.

Esta estória, documentada nos “Anais de Itália” (Ludovico António Muratori, 1749), é apenas no verão de 1819 que Percy Bysshe Shelley a cristaliza numa tragédia em 5 actos, a qual é adaptada e levada à cena em 1935 por Antonin Artaud, precursor do Teatro da Crueldade, no qual se pretende a inexistência de distância entre o actor e a plateia. Todos são actores e todos fazem parte do processo.

É precisamente tendo este contexto em perspectiva, que tudo faz sentido para o encenador Carlos Pessoa, ao ver na televisão a execução de um grupo de cristãos coptas numa praia Líbia, pelo auto-proclamado “estado islâmico”, colocando-o em perspectiva para escrever e encenar “Os Condenados”, peça que sobe à cena durante o próximo fim-de-semana de 24 a 26 de Julho. Com ligações pessoais e profissionais a Alexandria, no Egipto, estas realidades/culturas que por vezes nos parecem longínquas, não lhe são estranhas e pôs mãos à obra para aquilo que até poderá ser considerado como um upgrade do Teatro da Crueldade, para o Teatro dos Horrores. [Read more…]

Mudaram as moscas…

Na anterior legislatura os socialistas abespinhavam-se cada vez que se falava nos casos que envolviam o então querido líder, actual prisioneiro 44. Da Cova da Beira ao Freeport, passando pela licenciatura entre outros casos que indiciavam trafulhice, tudo servia para colocar em causa a idoneidade do político que desgovernava Portugal, para deleite das hostes laranja e restante oposição. Nova legislatura, mudança de governo, trouxe pelos vistos mais casos da mesma reles estirpe, com uma única diferença, agora provocam sorrisos no Largo do Rato e simultaneamente irritação na Lapa. É caso para dizer, mudaram as moscas…

Preocupação no Largo do Rato

A continuarem as privatizações, quantos jobs restam disponíveis para os boys?

Portugal a um jogo do purgatório ou do paraíso

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Portugal vai atacar a subida de divisão na sexta-feira, contra a Itália, vencedora do grupo B, depois de termos ficado em segundo no grupo A, atrás do País de Gales. Ou seja, podemos ficar confortáveis com o purgatório ou lutar pelo paraíso!

Capaz do muito bom, mas muitas vezes tentada pelo medíocre, já tivemos de quase tudo neste Europeu: o individualismo em vez do colectivo; as virtudes do colectivo, sublimadas pelas referências individuais; já nos passeámos em campo, na boa, como se fosse um passeio em cada um inventa uma brincadeira para se divertir sozinho; e já divertimos o público como equipa, como grupo, trocando a bola com mestria, rematando com estilo; já esportulámos golos fáceis e já fizemos golos de compêndio. [Read more…]

Desemprego 2011-2015: propaganda ou factos?

A estratégia da coligação do governo consiste em procurar convencer as pessoas de que a austeridade funcionou e para tal precisam de apresentar alguma prova. Não podem usar os objectivos enunciados em 2011 e que justificaram toda a austeridade (baixar o défice para menos de 3% e controlar a dívida pública) porque esses objectivos falharam redondamente e não há como esconder esse facto.

Viram-se para isso para os números do desemprego, mais facilmente manipuláveis, se bem que os incompetentes da coligação o estejam a fazer de forma tão tosca que facilmente são desmascarados. Assim se percebe que Bruno Maçães tenha ficado abespinhado quando O WSJ não seguiu o enredo que a coligação tinha desenhado.

Agora saiu um tempo de antena com a mensagem oficial, cheia de números martelados. Parece que o plano consiste em repeti-los ad nauseam até que os portugueses os assimilem. No fundo, continuam a fazer o que fizeram ao longo de quatro anos.

Desmonta-se a seguir a propaganda do PSD/CDS quanto aos números do desemprego.

wrong “Em 2011, quando o PS deixou o Governo, herdámos um desemprego de 12,7%”
Factos: Em Junho 2011 o desemprego era de 12,1%

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PAF #1, Julho 2011

A primeira estalada deste governo, um verdadeiro PAF das zaragatas do Astérix, foi a sobretaxa extraordinária para o ano de 2011 sobre o IRS, no valor de 3,5% em todos os escalões.

Não tem nada que exigir mas sim aceitar o que for o resultado eleitoral!

Cavaco marca legislativas para 4 de Outubro e exige governo “estável e duradouro” (Expresso)