O que é que quer a Alemanha?

Grécia cadente

Há um novo ponto de bloqueio para que se encontre uma solução para a Grécia. Depois do quase acordo antes do referendo, Tsipras apresentou basicamente a mesma proposta na passada sexta-feira. O optimismo instalou-se e, seguramente, muitos europeus deram um suspiro. No entanto, ontem voltou-se à estaca zero depois de a Alemanha, pela voz de Schäuble, ter tornado público que o acordo não servia. Porquê? Porque as pesadas medidas pré-oxi estavam ausentes? Não, a capitulação grega foi clara. Porque os gregos se preparam para um volte-face depois da Europa dizer que sim ao acordo? Não, o acordo tem o aval do parlamento grego e de quase todos os partidos gregos.

[Read more…]

Estou confuso, pronto!

Os jornais não se calam com a famosa proposta elaborada pelo ministro das finanças alemã, o viperino Shäuble, embora omitida, por agora, nas discussões das instituições europeias. Segundo tal documento, o inteligente Wolfgang propõe, para resolver o problema grego, que a Grécia saia do euro por, pelo menos, 5 anos, durante os quais recuperaria a saúde da sua economia e, uma vez superadas as suas dificuldades, poderia regressar. E é aqui que se me agita o espanto. Então sair o euro permite recuperar a saúde da economia e prosperar?! E se isto é verdade, porque raio havia um país querer regressar depois? A Europa é governada por loucos?
Os Antigos diziam que a economia tinha, como alicerce fundamental, a ética e a moral. Pois.

Os alunos que não lêem

semigrejaUm estudo da Universidade do Minho revela que 10% dos alunos do secundário nunca leram um livro até ao fim. Outros dados: 14% das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa, um quarto dos alunos não gostava de ler em criança porque tinha dificuldades em compreender o que lia e o professor como estimulador de leitura aparece em último lugar nas motivações dos alunos para lerem.

A responsável pelo estudo, Leopoldina Viana, fez algumas declarações a propósito destes dados. Sobre a pouca importância que os alunos dão aos professores como fonte de motivação para a leitura, afirmou o seguinte: “Dá-nos a entender que há trabalho a fazer e que o professor tem de ter um papel mais activo nesta área.”

De repente, numa breve viagem pela memória, descobri que não me lembro de ter lido um livro graças ao incentivo de um professor, o que não é necessariamente um elogio para mim ou para os meus professores. Por outro lado, tive vários professores que me ajudaram a perceber e a gostar de livros que fui obrigado a ler. [Read more…]

Paulo, Paulo, porque os persegues?

No Parlamento Europeu e dirigindo-se a Tsipras, Paulo Rangel, qual cachorro abrigado entre os pés do dono, voltou a vociferar, naquela postura que ele julga ser a de um grande tribuno, as propostas que ele pensa devem ser seguidas pelo governo grego. Entre elas – e mais uma vez! – uma das descobertas argumentativas que fez há tempos: a Igreja Ortodoxa tem de pagar impostos na Grécia! Por mim, tudo bem; mas fico à espera que o fogoso deputado proponha o mesmo para a Igreja Católica em Portugal. Ou tem medo de ficar com a alma chamuscada?