Está farto de telenovelas vendidas como notícias às 20h?

terceiro resgate grego

É tempo de mudar de canal. Euronews, também em português.

O acordo é meu! Não, é meu!

patoConfesso: não gosto de humor inteligente. O humor inteligente obriga as pessoas a esperar demasiado tempo para se poderem rir, porque é preciso ouvir a piada, pensar sobre a piada, debater a piada com os amigos em tertúlias demoradas e, dois dias depois, rir da piada, já sem muita vontade, porque quem muito pensa ri pouco.

Por isso, uma das minhas anedotas preferidas é uma daquelas que qualquer cidadão de qualquer país pode usar para fingir que é superior ao de uma nação vizinha. Reza assim: um  espanhol e um português andavam à caça e dispararam, simultaneamente, contra o mesmo pato. Discussão, caído o bicho, o pato é meu, el pato es mío, e é meu, es mío, e torna e deixa. O português propõe: “Sodomizemo-nos um ao outro. Quem gemer perde o pato!” (Não tem piada nenhuma contar anedotas por escrito, especialmente em blogues respeitáveis, com crianças ainda acordadas. Como devem calcular, nunca ouvi nem utilizei o verbo “sodomizar” em anedota nenhuma.) O espanhol aceita e, com valentia, suporta sem um ai. Quando se preparava para exercer o contraditório, o português afastou-se, dizendo: “Ó pá, eu nem gosto de pato!” [Read more…]

Jar Jar Binks, o estadista que teve uma ideia

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“Quer dizer que até tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema”, disse Passos Coelho. Todos os que já fizeram noitadas de trabalho sabem que há a hora siga!, aquela onde interessa mais despachar o assunto do que nele propriamente pensar. Não sei se terá sido o caso, mas não vejo onde esteja o motivo de orgulho quando é aceite uma sugestão de enterrar na banca metade dos 50 mil milhões de euros de um fundo.

Depois do bloqueador activo, eis o suposto desbloqueador.

Assim de repente lembra-me a personagem Jar Jar Binks no filme “O Ataque dos Clones”, quando, ao procurar as luzes da ribalta no Senado Galáctico, toma como sua uma conversa que ouvira, dela fazendo o discurso que daria ao Chanceler Palpatine vastos poderes de emergência, os quais ultimariam o domínio deste sobre o Império Galáctico.

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Alex Tsipras resumiu numa frase, “a situação é má, mas a alternativa seria pior”. Isto é um aviso à navegação, o referendo acabou por ser uma vitória de Pirro que retirou qualquer margem negocial ao governo grego, após recusar as propostas da U.E., acabou por ser obrigado a apresentar propostas e ceder em toda a linha. Importa agora acompanhar os próximos dias em Atenas, havendo já quem avance com a possibilidade de antecipar eleições. A conclusão a retirar é que a melhor alternativa à austeridade é manter as contas em dia, evitando políticas economicamente expansionistas que levem ao endividamento excessivo.

Referendo, grexit e orthographexit

Βρισκόμαστε σε μια κρίσιμη καμπή που αφορά το μέλλον του τόπου.

Αλέξης Τσίπρας

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Aqui em Bruxelas, há reuniões que duram 17 horas e nas quais se procura encontrar uma solução para resolver um problema.

Aí em Portugal, nem 17 minutos são dedicados à resolução de um problema denunciado há muito tempo e criado pelo poder político.

A solução, neste caso, é mesmo a saída.

Post scriptum: Curiosamente, lembrei-me de orthographexit, no mesmo dia em que Jérôme Godefroy cunhou o termo. Há dias assim.

dre 13072015

Portugal não é a Alemanha

Porque teima, então, o governo a ela se colar?

Com que então era uma questão de confiança

“Eurogrupo quer transferir activos gregos para banco de Schäuble e Gabriel”, lê-se no ionline. Soma-se a ganância à sede de poder que imaginei.