As palavras de Passos Coelho são completamente inadmissíveis.
“Se aqueles que querem governar na nossa vez não querem governar como golpistas ou como fraudulentos, deveriam aceitar essa revisão constitucional e permitir a realização de eleições” [Passos Coelho, 12/11/2015]
Alguém que governou depois do programa eleitoral fraudulento de 2011 e que por 20 vezes tentou dar o golpe à constituição não tem ponta de legitimidade para vir dar lições de moral. E, pior, nem sequer tem razão, pois a vitória que teve nas eleições legislativas não lhe deu maioria parlamentar.
Tudo têm feito para destabilizar o precário equilíbrio económico a que chegámos graças à actuação do BCE. Tiveram azar, o alarido que fizeram não assustou a DBRS. Mas percebe-se que não desistiram e esta golpada da revisão constitucional é apenas mais um passo.
Quanto a Cavaco, está novamente a dar tempo à PAF, tal como fez na marcação das eleições legislativas, para que, quando o terrorismo económico der resultados, possa dizer que terá que manter o governo em gestão.
Diz que também esteve em gestão. Tadinho. E os tempos eram os mesmos, não eram ó senhor professor? A sabedoria de belém é tanta que deu origem a uma sucessão de hilariantes correcções àquilo que Cavaco dissera. Normalmente, isso só acontece uns dias depois, com os cavacólogos a explicarem os discursos do Cavaco e, até, com Cavaco a explicar os discursos de Cavaco. Agora bastaram umas horas.
Notícia corrigida às 18:25, com substituição da referência a 2004 por 2011, após esclarecimento da Presidência da República.
Num primeiro momento (que deu origem à versão inicial do artigo), fontes de Belém esclareceram que o Presidente se referia, além do caso de 1987, ao Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Santana Lopes, tendo, por lapso, referido 2009 e não 2004.
No entanto, as mesmas fontes retificaram, ao final da tarde, que Cavaco Silva se quis referir, afinal, a 2011, quando o então primeiro-ministro socialista José Sócrates se demitiu. [TSF]
Ó senhor professor, pegue lá na sebenta onde estudou todas as situações possíveis, arranque-lhe uma ou duas páginas, embrulhe o sapo que não quer engolir e verá que assim escorrega melhor.






“Se queres conhecer o vilão põe-lhe o bastão na mão.”
Golpe, e bem grande, foi o que permitiu, contra a Constituição e as promessas eleitorais, atirar para o desemprego mais de um milhão de trabalhadores e para empregos precários outros tantos, obrigar a sair para o estrangeiro cerca de 500.000, cortar salários, pensões e direitos laborais e sociais, provocar a falência de milhares de empresas, colocar na pobreza mais de 20% dos portugueses, desbaratar uma parte importante do património nacional, fazer Portugal regredir a nível social, económica e civilizacional para o principio do século ou até para o século passado.
É para esconder essa enorme fraude que, agora, desesperados, os seus artífices gritem fraude (!) contra o normal funcionamento das instituições.