Porque é que o PSD já não é social-democrata?

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O historiador Rui Ramos escreve um artigo de opinião em que para responder à sua pertinente pergunta que dá título ao mesmo deveria primeiro explicar aos leitores o que é a social-democracia.

Entendo que para um historiador não fica bem escrever um artigo de opinião desta natureza sem o enquadrar de uma forma intelectualmente honesta numa perspectiva ideológica, histórica e politica. Isto não é opinião é desinformação.

Eu, ao contrário do que escreve Rui Ramos, entendo que hoje o PSD ja não é social-democrata devido a uma deriva radical, não propriamente de Pedro Passos Coelho, mas sobretudo dos seus homens mais próximos que passaram a ter uma influência crescente nas suas decisões e intervenções públicas.

A generalidade dos militantes do PSD nao imagina, nem sonha o que pensa e como actua a ” entourage ” mais próxima  que acompanha Passos Coelho desde que chegou à liderança do PSD. Mas também considero que já faltou mais tempo para os militantes do PSD saberem quem são na sua verdadeira génese estas pessoas.

Este muito restrito ” in circle ” que acompanha Passos Coelho conseguiu, durante estes quatro que o PSD esteve no poder disfarçar, pelas mais diversas razões, a sua verdadeira essência.

Porém agora desespererados ao sentirem o poder a fugir-lhes do seu controlo deixaram vir ao de cima a sua falta de ética política, a falta de urbanidade e o desrespeito pela democracia.

Estas são as verdadeiras razões para o facto de o PSD ter deixado de ser social-democrata. Nada tem a ver com os momentos em que o PSD governou o País, mas sim com os dirigentes que tomaram o poder interno do Partido, nos últimos anos, a que acresce a coligação de governo e pré-eleitoral com o Dr. Portas.

Estou convicto que um dia quando se escrever a história a razão estará do meu lado.

Comments


  1. Sá Carneiro:

    Origem Familiar[editar | editar código-fonte]
    Nascido no Porto no dia 19 de Julho de 1934, cresceu no seio de uma família católica da alta burguesia do Porto. Era filho do advogado José Gualberto Chaves Marques de Sá Carneiro, natural de Barcelos, e de Maria Francisca Judite Pinto da Costa Leite, natural de Salamanca, filha do 2.º Conde de Lumbrales. Era sobrinho materno do professor João Pinto da Costa Leite.

    Francisco José Pereira Pinto Balsemão nasceu a 1 de setembro de 1937 em Lisboa.[1]

    Filho de Henrique Patrício Pinto Balsemão (Guarda, 9 de Setembro de 1897 – ?) e de sua mulher (Lisboa, 21 de Maio de 1922) D. Maria Adelaide van Zeller de Castro Pereira (Sintra, 11 de Agosto de 1897 – ?), neto materno de D. Rodrigo Delfim Pereira, filho do Rei D. Pedro IV e da Baronesa de Sorocaba, e primo em segundo grau de Teresa Patrício Gouveia, António Patrício Gouveia e Alexandre Patrício Gouveia.[2]

    Manuela Ferreira Leite é bisneta de José Dias Ferreira, lente de

    direito da Universidade de Coimbra, maçon[1] , várias vezes Ministro dos Negócios da Fazenda, entre 1868 e 1893, e que chegou a presidente do Conselho de Ministros na última fase da Monarquia Constitucional; neta de José Eugénio Dias Ferreira, que foi lente do ISCEF (antes disso, a sua reprovação no doutoramento em Direito na Universidade de Coimbra fez espoletar a Greve Académica de 1907), filho natural de seu pai e de Eugénia Henriqueta Alves Travassos Valdez, 1.ª Condessa de Penalva de Alva, razão pela qual na sua descendência se uniram os nomes José e Eugénio, e de sua mulher Júlia …; filha do também advogado Carlos Eugénio Dias Ferreira (Lisboa, 18 de Maio de 1908) e de sua mulher Julieta Ferreira Teixeira Carvalho; e irmã de Júlia Dias Ferreira de Almeida Flor (professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), de José Eugénio Dias Ferreira (advogado, militante do PSD), e de Margarida Dias Ferreira. É prima em 5.º grau de Pedro Miguel de Santana Lopes e parente de João Brandão.[2]

    Acha mesmo que o partido alguma vez foi SOCIAL DEMOCRATA ?

  2. Caramelo says:

    Já para não falar na multidão de ressentidos por não terem tido acesso ao pote.

  3. Henrique says:

    O PSD nunca foi social-democrata a menos que se classifique um partido pelo seu nome ou pelos programas que em tempo tiveram. É que nem um nem outro – o nome e o programa – corresponderam nunca à prática do partido referido ou dos seus dirigentes.

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