A fragmentação da União Europeia segue dentro de momentos

Le Pen

Xenofobia, eurocepticismo, populismo, anti-emigração e pró-pena de morte. Parabéns União Europeia! Depois de anos de ditadura dos mercados, austeridade fanática, corrupção generalizada, apoio e participação em guerras e invasões ilegítimas que nada têm que ver connosco e muito medo à mistura, eis o teu primeiro conseguimento: uma França de extrema-direita. Se achavas o Tsipras radical, prepara-te para o que aí vem. Pode ser que aprendas, tal como os peões da direita ressabiada portuguesa, o verdadeiro sentido da palavra.

Comments


  1. Não vejo mal nenhum na Frente Nacional, antes pelo contrário, tratam-se de patriotas exemplares que contra tudo e contra todos, defendem a sua Pátria dos sovinas marxistas e liberais que andam à décadas a tentar destruir a mesma.

    Oxalá que rebentem com a União Europeia de uma vez por todas, seria para mim a concretização de um sonho.

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Não caro João Mendes.
    A re-entrada em cena dos fascistas não é o primeiro conseguimento. É já um enésimo passo de práticas constantes do que se chama falta de identidade.
    A União Europeia abdicou de tudo, a começar por um exército. Deixou que a NATO tomasse a preponderância e a partir daí passamos a estar na mão dos americanos e a não ter palavra em nada que fosse militar, execepto na disponibilidade das bases, que emprestamos para as brincadeiras e experiências Americanas para cá do Atlântico.
    Depois, a Europa abanou a cabeça à entrada dos Americanos que aqui vieram resolver um assunto que nos competia (refiro-me ao conflito das Nações da antiga Jugoslávia).
    A criação de uma moeda única sem se ter em conta outros pilares de sustentação da cultura europeia (refiro-me à língua, por exemplo), foi outra machadada que só serviu para que nos alinhássemos mais e continuassemos a lamber as botas do tio Sam.Os “mercados” como cá apareceram, assentes na filosofia Americana (com a qual eles tão bem vivem, mas para a qual a Europa não está preparada, pois nada tem a ver com o seu natural desenvolvimento), foi o passo natural seguinte, a que se juntam esse estrelato de financeiros seguidoras dos princípios da Bolsa de Nova York, que infestaram e infestam os governos dos países que constituem esta confusão a que se chama Europa.
    Em conclusão, esquecemo-nos porque razão Hitler tomou conta do poder. E isso foi apenas ontem…


    • Ernesto Martins V Ribeiro,no que escreves-te em muitos pontos ate te dou razao…Mas cometes-te um erro muito grande ao escreveres que Americanos que aqui vieram resolver um assunto que nos competia (Referes-te a Guerra da Jugoslavia…!!!)…E eu pergunto-te qual ou quais problemas se nao tivesse havido a interferencia e intervencao militar dos Americanos e dos seus aliados Europeus da NATO e da EU para destruir e acabar com uma Uniao de Republicas Socialistas,porque se nao fosse a interferencia estrangeira os Jugoslavos viveriam em paz como sempre tinham vivido…???


      • Caro cacao estrelino.
        O que eu disse – e penso ter sido claro – é que os americanos só cá entraram com o beneplácito de uma Europa sem identidade, sem uma estrutura militar federada e o que é mais triste, um deixa andar irresponsável. Misturar nisto a URSS ou a Rússia, é aquele exercício do agitar fantasmas, de que muitos gostam para desviar as atenções.
        O que é inegável é que a Europa hoje deixou cair a posição cultural que deteve durante centenas de anos, entregando-se a novas experiências, por acaso (ou não) vindas do outro lado. Perdeu identidade, perdeu rumo, não tem objectivos (excepto os financeiros e mesmo estes …) e não passa de um reactor de experiências.
        E se hoje a extrema-direita (eu prefiro chamar-lhe fascismo, depois de ouvir o ex dirigente da Frente Nacional chamar ao Holocausto um “detalhe da história” … Lembra-se?) tem a subida que se vê por quase toda a Europa, é porque as portas foram mais que franqueadas. E isso, queira ou não queira, goste ou não goste, é a resposta à crise que o capitalismo selvagem criou, tal como a conquista do poder por Hitler se deveu à crise económico.financeira dos anos 30 na Alemanha.
        A história, repete-se. Parece-me é que a classe política é demasiadamente ignorante para perceber o que daqui pode sair.


        • A troca cultural europeia, e nao só, tem a ver com quem detém verdadeiramente os meios de comunicaçao.
          Até há um par de décadas, até à popularizaçao da Internet, eram os ingleses quem tinha a melhor, a mais eficiente, rede de telecomunicaçoes. Isso permitiu-lhe criar o Império que criou.. Hoje o monopólio é estadunidense.
          E vamos continuar a levar com as Gagás e com o Hip-hop, a nova forma de cultura popular mundial.


    • Bem dito!

    • Nightwish says:

      Só espero que com isso não queira dizer que os Americanos resolveram bem o problema na Jugoslávia.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Não sei se o caro Nightwish dirigiu a mim esta questão.
        Se não, peço-lhe desculpa.
        Se sim, leia o que eu escrevi porque tenho a certeza que compreenderá.
        Cumprimentos.


    • Verdade Ernesto. Fui demasiadamente simplista querendo referir-me ao momento actual. O que queria destacar é o facto de está vitória da FN marca um momento de viragem em França. Mas subscrevo, obviamente, as suas palavras.

  3. carlos brandao says:

    Bem….aqui está a consequencia obvia das politicas europeias. Desengane se quem acha que é possivel a utopia de uma Europa em União tipo States..somos demasiado diferentes e já outros povos tentaram e jamais conseguiram. Não dá ! Não é possivel uma politica comum, relações externas comuns, exercito comum..não é apenas possivel, ponto final.

    O que mais me espanta é sentir uma direita democratica na Europa caladinha a ver passar a banda. Mas afinal os valore de democracia servem a quem? Os arautos ressabiados da pretensa direita portuguesa têm aqui uma oportunidade de ouro para se demarcarem. Não o farão pois quando acusam um PS/Bloco/PCP de sede de poder estão a ver se ao espelho. Eles não sabem ser es estar na oposição. Vejam-se exemplos de PPC Big MAC, Portas..não se sabe de onde vêm, têm percursos de vida publica e politica manifestamente dubios e são eles que berram a plenos pulmoes que lhe doi serem oosição.

    Assim, parece me a mim que ontem foi aberta mais uma caixa de pandora, onde o momento alto da campanha de Le Pen foram os atentados de Paris, tendo capitalizado votos em barda. Etu suposta e democrata Europa que farás agora?

  4. Antonio Santos says:

    Hail Marine!


  5. Penso que o autor deste quereria escrever fragmentação e não desfragmentação. Veja, por favor:
    https://www.priberam.pt/DLPO/desfragmentar
    https://www.priberam.pt/DLPO/fragmentar

  6. john says:

    Muito bem, João Mendes, e assim Ernesto Martins Vaz Ribeiro, na resposta que cabia .

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  1. […] apesar dos palermas com aspecto sinistro que vão reforçando as suas fileiras. A xenofobia e a fragmentação da União Europeia seguem dentro de […]

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