Avaliação dos alunos

Tiago Brandão Rodrigues acaba de fazer chegar às escolas um documento – modelointegradoavaliacao – que é verdadeiramente espantoso. E, escrevo, pela positiva, pois claro.

Há de facto um tempo diferente, há alguém que é verdadeiramente Ministro da EDUCAÇÃO e não apenas um secretário do Ministro das Finanças e com uma visão salazarenta da escola. A Avaliação serve para melhorar as aprendizagens e não para encostar a um canto (cursos vocacionais) alguns alunos. Feliz por este sinal.

Comments


  1. As primeiras medidas já conhecidas hoje são medidas bem vindas e inteligentes.

    Espero que o novo ministro da educação se rodeie de bons assessores que estejam por dentro da realidade das escolas. A calendarização das provas de aferição e dos exames é um bom exemplo disso mesmo. Este ano as escolas deixam de atafulhar exames e mais exames em Maio, com alunos sem aulas e professores em aulas e vigilâncias contínuas.

    O acabar-se com os testes PET de Cambridge é outra boa notícia, dado o modo pouco transparente com que foram implementados e os problemas levantados daí decorrentes.

  2. Camaradas says:

    A avaliação é fascismo todos os alunos deviam de ter nota 20.


  3. Para o proximo post agradeço a informação das medidas para tambem poder avaliar da sua bondade.

  4. Fernando Costa says:

    Não me dou muito bem com estes fóruns, breves e de eficácia duvidosa, porque repentinos, muitas vezes literais e circunstanciais na sua semântica. Mas a retórica tecida por ti, leva-me a não ficar indiferente, mas claro, também podendo cair em algum imediatismo verbal. Não me parece que se tenha, ainda, falado muito de educação, mas sim, somente em provas de aferição. Ora tal, é, apenas, uma pequena parte do problema, porque, como bem deves saber, estamos perante um sistema e que deve ser entendido como tal. Assim, dever-se-ia ir mais longe, mas também, compreendida que um mês de governância não dará margem para mais. Mas tu é que te adiantaste, sabe-se lá porque razões. Não estou na posse de toda a informação, mas substituir exames por provas de aferição e tecer análises, somente, à volta disso, parece-me muito pouco. E para mais, provas de aferição às mesmas disciplinas… Mas como disse, será necessário mas informação. Enganas-te quando afirmas que o debate sobre educação, já, começou e até misturas política com futebol e educação. Talvez por deformação profissional… Ainda não ouvi nada acerca de regiões curriculares, mudança dos currículo, controlo do currículo pelos manuais escolares, alteração à gestão escolar, que tantos problemas tem dado, pela inoperância e impreparação de alguém directores, geografia educativas etc, etc, etc. Do que tu falas é, apenas, de retórica e utiliza-la nos piores dos sentidos. Não estou seguro das vantagens da substituição, agora, decidida, também, não me são simpáticos os exames, mas será necessária uma abordagem mais atenta, mais alargada, menos literal e mais significativa. Caso contrário, estaremos diante da mesma situação, quando num qualquer futuro, houver novo governo que deixa, novamente, pelos exames. Tenho contribuído para está discussão, através de teses, de inúmeros artigos científicos, juntando novas ideias, reformulando pressupostos, na certeza de que falar de provas de aferição, não é o bastante, para se falar de educaçáo. Continuarei no caminho da prescrição e não do da descrição… Este é, apenas, um comentário, sem artifícios, de pouca retórica e sem preconceitos, que eu diria de, pequeno burguês…
    Um abraço do colega e amigo,
    Fernando Costa

Trackbacks


  1. […] de terem passado algumas horas da divulgação da proposta do Ministério da Educação, parece-me que a crítica mais consensual é sobre o modo e não tanto pelo […]

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.