Da manipulação da opinião pública

UPNRS

E era isto. Boa noite!

via Uma Página Numa Rede Social

Comments

  1. Ana Moreno says:

    Esse enviesamento é grave, grave, grave. Manipula a opinião pública e anestesia Portugal. É subversivo, é antidemocrático, é inimigo da sociedade civil. Usa a receita de Salazar, a de alimentar a ignorância. É uma pena não haver maneira de o desmantelar.

  2. José Gonçalves says:

    1. Não é obrigatório aplaudir? Não, claro que não. Mas seria uma bofetada de luva branca, um gesto de fair play, sobretudo vindo de quem lutou (e bem) pela legitimidade democrática da actual solução governativa.

    2. No dia da tomada de posse, aplaude-se a figura do Presidente, não a sua encarnação momentânea. E o Marcelo também tem legitimidade democrática.

    3. Finalmente, se sabemos que existe enviesamento, mais uma razão para não darmos à direita pretextos para embandeirar em arco. Essa do “vocês também não respeitam o «nosso» Presidente (o da AR)” é um argumento fraquinho, que não faz mais do que perpetuar o ambiente de crispação. Alguém havia de elevar os padrões e eu esperaria que fosse a esquerda.

    • Ana A. says:

      Eu tenho uma opinião diferente, sobre os aplausos, e neste caso em particular, a sequência da acção seria esta:
      – Discurso de tomada de posse – (expectativa);
      – Discurso de despedida – (aplauso ou vaia), consoante o caso.
      É que, “As palavras voam e os escritos ficam” que é como quem diz – as acções!


  3. Claro, respeito institucional!

    Veja-se a eleição do Presidente da Assembleia da República, e os fortes aplausos de pé das bancadas Pafiosas à eleição de Ferro Rodrigues e ao seu discurso, sem sequer pôr em causa a sua legitimidade ou nada que se pareça. E a Comunicação Social atenta a ver se os deputados Pafiosos batiam palmas? Veja-se igualmente o modo respeitoso com que se dirigiram, na sua tomada de posse, ao primeiro-ministro apoiado por uma maioria parlamentar, e portanto eleito democraticamente, com termos da mais absoluta reverência e respeito democrático como “usurpador de poder” ou “primeiro-ministro, vírgula”.

    Veja-se o modo digno como tratam a Constituição da República Portuguesa, e o Tribunal que zela pelo cumprimento da mesma, e como “nunca” em quatro anos desceram o nível, nem puseram em causa esse órgão de soberania, no modo como reagiram às suas decisões, que por algum motivo (vá-se lá saber), eram sempre sistematicamente contrárias às intenções dos Pafiosos.

    Mas há que dar a mão à palmatória, beatas na missa a ver quem não faz o sinal da cruz ou quem na Assembleia não está a aplaudir o discurso do Sr Dr. Prof., nisso são imbatíveis.

  4. Helder P. says:

    Quem gostar de ver unaminismos e ovações entusiastas com cheiro a naftalina, tem bom remédio. De certeza que a RTP tem em arquivo as sessões da Assembleia no tempo da União Nacional. O espiríto de concenso era magnífico, até mesmo em torno de um tal Marcelo.

    Em democracia, não. A democracia prima pela diferença, pela rejeição do pensamento único.