Da profecia da desgraça

PPC

Projecções do Conselho de Finanças Públicas, dadas ontem a conhecer ao país, revelam que o défice orçamental português será, ainda este ano, inferior a 3% do PIB, o que permitirá a Portugal sair do Procedimento por Défices Excessivos na Primavera de 2017, altura em que o INE notificará o Eurostat relativamente ao défice orçamental de 2016. Apesar das reservas, antevendo uma trajectória tangencial, o organismo antecipa mesmo que o défice se manterá abaixo dos 3% pelo menos até 2020, mesmo sem necessidade de recorrer a medidas extraordinárias. [Read more…]

Dano colateral

Salvo raríssimas e bem explicáveis excepções, quem morre nos ataques terroristas é a classe média. O léxico militar chama-lhe “dano colateral”.

A palhaçada

Santana Castilho*

Segundo a Rádio Renascença, o diploma que instituía o modelo integrado de avaliação externa das aprendizagens no Ensino Básico poderia ser vetado. Para o evitar, Governo e presidência da República, leia-se Tiago Rodrigues e Isabel Alçada, terão negociado um regime transitório, que assenta na não obrigatoriedade das provas de aferição e na possibilidade de ressuscitar os exames dos 4º e 6ºanos, ainda que sem contarem para classificação.

O que de mais generoso me ocorre para qualificar este quadro cobarde, gerador de confusão e instabilidade, caracterizado por três modelos de avaliação num mesmo ano lectivo, três, é que se trata de uma deriva de irresponsáveis. A ser verdade o que disse a Renascença, como pode ter passado pela cabeça do Presidente da República vetar um diploma que, por mais sem sentido que fosse (e era) não feria nenhuma disposição da Constituição e leis correlatas? Como entender que Marcelo presidente passe a vetar normativos de governo, porque Marcelo, comentador, os criticou?

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Felizmente tinha uma arma…

Uma boa razão em defesa posse de armas. Espero que a Justiça o absolva, afinal não se perdeu nada, excepto não ter atingido os restantes…

Porquê?

A mediatização avassaladora dos acontecimentos trágicos de Bruxelas, que já tinha ocorrido em Paris, Madrid, Londres e, como ignorá-lo?, Nova Iorque, tem vários propósitos. O primeiro desses propósitos é Comercial, bem entendido, e já aqui começa a fazer-se alguma luz sobre a realidade mais ampla com que nos confrontamos. Mas existe igualmente um objectivo catártico na torrente “informativa”, actuando a mediatização intensiva dos actos de guerra como processo de luto, de mitigação do medo e conversão da morte num objecto artificial, exterior à consciência individual, ritualizado nas velinhas postas no chão, nos monumentos instantaneamente iluminados, no solene protocolo de Estado, no “Je suis qualquer coisa” que logo toma conta dos cartazes e das redes sociais.

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Análise sobre a situação no Brasil

pré-sal

Um vídeo que explica muito sobre o que se passa no Brasil. A ver antes de se teorizar sobre as culpas deste ou daquele.

Armandinho


Da tira do Armandinho. Os comentários valem por si mesmos.

Em Bruxelas como em Bagdad, em Paris como em Cabul

TERRORISMO

Madrid, Londres, Burgas, Paris, Ancara, novamente Paris e agora Bruxelas. O terror em larga escala, com a assinatura dos fundamentalistas islâmicos, insiste fazer parte do quotidiano do Velho Continente.

Não existe desculpa possível para a barbárie. Argumentações exclusivamente baseadas no imperialismo norte-americano ou no apetite voraz do capitalismo selvagem não chegam para explicar o fenómeno, apesar de desempenharem o seu papel. Afinal de contas, por onde circulam os milhões que financiam o terrorismo? Quem vende as armas? Quem lhes compra o petróleo e as obras de arte que não são destruídas para a fotografia como vimos em Palmira? E onde estão os mecanismos para controlar os terroristas de fato e gravata? Existem? Serão eles tão eficientes como a paranóia securitária exportada pelos terroristas de Estado norte-americanos, que parece crescer na exacta mesma medida que o terror? [Read more…]

O que esconde Carlos Costa?

CCBdP

O governador do Banco de Portugal (BdP) insiste em não disponibilizar um conjunto de documentos solicitados pelos deputados no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Banif, que inclui o já célebre e aparentemente secretíssimo relatório do Boston Consulting Group sobre as falhas na actuação do BdP no caso da queda do BES. O BdP argumenta tratar-se de um documento sigiloso, ao qual só o próprio BdP poderá ter acesso, obstruindo desta forma o apuramento da verdade sobre mais uma catástrofe bancária que os contribuintes, representados pelo Parlamento, pagaram e continuam a pagar. Não nos estão a contar a história toda. O que esconde Carlos Costa?