O retrato oficial

cavaco

TYRONE: (He quotes.) “The fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves that we are underlings”. (He pauses — then sadly). The praise Edwin Booth gave my Othello. I made the manager put down his exact words in writing.

Eugene O’Neill, Long Day’s Journey Into Night

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Este retrato oficial «passará a integrar a Galeria de Retratos dos ex-Presidentes, no Museu da Presidência da República» e é da autoria de Carlos Barahona Possollo.

O pormenor mais interessante do retrato é a caneta que Cavaco Silva ostenta. Aquela caneta, note-se, nunca serviu para adoptar o Acordo Ortográfico de 1990. Efectivamente, aproveitemos este momento para recordar [Read more…]

Crónicas do Rochedo VI – Música

Jesus tinha dois pais, Maria Luís tem dois empregos

MLA

Ora aqui está um cartaz que o Bloco podia fazer. Um cartaz a reforçar junto da opinião pública que significativa parte dos nossos deputados exerce funções paralelas que encerram em si conflitos de interesses. E a política portuguesa está cheia de exemplos desses. Eles são os deputados que integram a comissão de saúde de manhã e que aprovam aquisições de serviços a empresas da área da saúde para quem trabalham à tarde, outros que se sentam na comissão de obras públicas num dia, para no dia seguinte se sentarem no conselho de administração de grandes construtoras, enfim, toda uma festa de promiscuidade que se estende a todas as comissões parlamentares e que explica décadas de danças de cadeiras entre governos, Parlamento, bancos e grandes empresas nacionais e estrangeiras a operar em Portugal. E não se passa nada. [Read more…]

O tamanho do pénis de Donald Trump

Acontece na América.
Há um tipo com muito dinheiro que não tem mãos pequenas e que pode vir a ser próximo e último presidente dos Estados Unidos da América.
Incontestavelmente, um país onde todas as mais fálicas fantasias podem acontecer.

O futuro do Serviço Nacional de Saúde

Um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde não servirá para tratar a doença, mas para impedir que ela se instale. Será para tal necessário que o Estado exerça vigilância séria sobre a indústria alimentar e sobre a indústria farmacêutica, que são, aliás, a mesma indústria.

Os pobres e pouco instruídos

É um bocadinho irritante esta recente mas não original tendência de se dizer que “as pessoas que votam no Trump são pobres e pouco instruídas” (o que deu origem à frase de Trump “I love the poorly educated!”). Não é que isto não seja verdade mas também aposto que há imensos “pobres e pouco educados” (“pouco educado”, um eufemismo que define pessoas que não chegaram às universidades) que votam na Hilary ou no Bernie Sanders – contudo, estes candidatos são vistos como a preferência das “educated middle classes”.

A causa deste conservadorismo bacoco e preconceituoso que tem vindo a ser a cara do Partido Republicano não se encontra na pobreza ou na educação mas sim num sistema que propícia estas situações. O que é que interessa a pessoa ser educada e estar na universidade se cresceu num Estado em que a Evolução não é ensinada nas escolas? Ou num Estado em que a bandeira da Confederação está hasteada em edifícios públicos?

Entristece-me ver parte da esquerda a ir neste discurso dos “pobres” e “pouco educados” sem o questionar, não percebendo que isto é só mais uma forma de demonizar a pobreza.

Maria Arrow Albuquerque

maria arrow albuquerque

Maria Luís: Desculpa!

Escrevi que terias mudado de emprego. Afinal foi só uma mudança de local de trabalho. Peço desculpa pelo lapso.

Portugal condenado a pagar 1,8 Mil Milhões ao Santander

Com base numa análise técnica competente é possível realizar um prognóstico, com elevado grau de certeza, sobre a evolução de uma determinada doença. Por outro lado, é também possível prever, igualmente com elevado grau de certeza, que a prática reiterada de erros alimentares, como beber em excesso, comer muito açúcar ou engolir facas de cozinha, leva ao aparecimento de doenças que colocam a vida em risco. O mesmo se passa com sentenças judiciais. Neste caso, é até possível prever o montante das indemnizações a receber por quebra unilateral de contratos. Chama-se, na língua dos bárbaros, a win-win game.

O mais divertido desta notícia é a tentativa de ilibar o anterior primeiro-ministro e o seu governo, recorrendo à famosa técnica do bode expiatório.

A morte assistida e a carta de Lincoln

Marquis_Warren_Samuel Jackson

Laura Santos

Quando não aguentar mais, vão dizer-me que não reflecti o suficiente?

O último filme de Tarantino, Os oito odiados, situado uns anos após a Guerra Civil americana, começa com uma cena em que, numa tempestade de neve assustadora, um caçador de recompensas negro, Major Marquis Warren (Samuel Jackson) [foto], pede “boleia” a uma diligência, de modo a poder levar no tejadilho os cadáveres de três criminosos à cidade de Red Rock. Dentro da diligência está outro conhecido caçador de recompensas, O. B. (James Parks), algemado a uma mulher que vai levar para a forca na mesma cidade
O.B. identifica o Major como sendo aquele negro envolvido na Guerra a quem o próprio Lincoln teria escrito uma carta de amizade. Devido a esta fama, dá-lhe de facto boleia, pergunta-lhe se leva consigo a carta e lê-a em silêncio. [Read more…]

A estreia de David Dinis como director da TSF

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Filipe Amorim/Global Imagens

David Dinis estreou-se ontem na TSF com um artigo de opinião a comentar o caso de Maria Luís Albuquerque se apoiar nos buracos da lei das incompatibilidades para ir para uma empresa onde, moralmente e legalmente, não devia trabalhar.

Não foi isto que o ex-director do O Observador disse, porém. Para ele, não há problema legal.

Não o digo porque seja ilegal. Olhando para a lei, o facto de ser “não executiva” na Arrow Global provavelmente iliba-a desse ónus.

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Os cofres cheios de Maria Luís Albuquerque

Devem estar agora mais cheios com o tiro certeiro na Arrow. Sem ponta de vergonha nas ventas.