Estamos Juntos

luaty

Luaty Beirão e foi condenado a 5 anos e meio de prisão. O autor do livro que motivou a reunião dos activistas, Domingos da Cruz, foi condenado a 8 anos e meio de prisão. As penas dos outros activistas presentes na reunião foram condenados a penas entre os 2 anos e 3 meses e os 4 anos e meio.

Se uma reunião para discutir política e para ler um livro que apela à formação, institucionalização de um regime democrático num país governado por um regime déspota, autocrata, corrupto e incapaz de satisfazer as necessidades mais básicas dos seus cidadãos, é associação criminosa, então podemos dizer que todos nós somos criminosos e vivemos há vários anos de forma criminosa.

O processo político movido contra o grupo de Luaty Beirão é mais uma das múltiplas vergonhas a ruborescer na face rosada de um regime caduco que demonstrou hoje estar, simplesmente, a um passo do fim.

A maior revolta que me dá ao escrever estas palavras, é saber que o governo português nada fez e nada faz pelas suas vias diplomáticas para tentar amenizar a situação porque é de certa forma um governo (país) dependente do capital angolano que foi investido no nosso país. Não podendo ingerir nos assuntos soberanos daquele país (pelo princípio jurídico da igualdade soberana) creio que o governo português poderia ter usado de outras ferramentas para impedir esta injusta prisão, pedindo ao governo angolano pelos seus canais diplomáticos que permitisse o asilo político destes activistas no nosso país. O mesmo comportamento, por exemplo, não acontece quando cidadãos angolanos são acossados pela justiça portuguesa. Bastará portanto ler o que é o pasquim ao serviço do regime (Jornal de Angola) escreveu a propósito das investigações que foram movidas pelo Ministério Público contra o vice-presidente do Estado Angolano Manuel Vicente no caso do Procurador Orlando Figueira ou sobre a audição de Álvaro Sobrinho realizada pela comissão de inquérito parlamentar ao seu envolvimento no buraco aberto no BESA. 

Comments

  1. helena costa says:

    E depois os outros é que são os tais colonos!