Activistas angolanos condenados. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão

Vamos ler um livro em conjunto e discutir formas democráticas de apear ditadores?

Talvez seja melhor não, podemos ser condenados por associação de malfeitores (nós, pugnando por um pouco de decência, não eles – a clique das malfeitorias organizadas e programadas) e por actos preparatórios de rebelião.
Quem quiser compactuar com isto, pode, porque as acções ficam com quem as pratica, mas quem estiver do lado da justiça, da dignidade humana e do direito de participação, deve começar já a denunciar e reagir.
Para já, a quente e sem rodriguinhos, aqui fica o meu grito de revolta dirigido a zedús, generais, judiciais, policiais, jornais e restantes animais aqui envolvidos: PUTA QUE VOS PARIU!

Comments

  1. dora says:

    Há pessoas que gostam de criar ou apoiar revoltas em determinados países. Começo logo por diabolizar os presidentes chamando-lhes ditadores (memo estes tendo sido eleitos e reconhecidos pela comunidade internacional), comprando tudo o que lhes é dito pela imprensa angolana. Depois dizem que não há liberdade de expressão…

    Dizem que nada se fez em Angola, com uma desfaçatez que dá dó.

  2. A. Pedro Correia says:

    dora, tem alguma coisa a dizer sobre as regras de Direito, os direitos humanos e as outras regras que foram atropeladas neste julgamento? E sobre uma condenação que nem sequer constava da acusação?
    Como disse, quem quiser compactuar, compactua, mas poupe-me discursos redondinhos e generalidades bacocas.

    • dora says:

      Todos vimos na televisão, o respeito que os réus (e seus acólitos) resolveram demonstrar perante a instituição Tribunal. Entravam numa casa que requere respeito, descalços, a rir sempre, com mensagens escritas nas costas, enfim! Palhaçadas de gente cujo único objetivo é desestabilizar.

      Os direitos humanos já nem sei o que são hoje em dia. São desrespeitados em tudo quanto é país. Parece-me que, em Angola, aquelas pessoas foram presas, aguardando julgamento, como acontece, por exemplo, em Portugal. Quando o julgamento começou, foram para suas casas. E agora receberam as respetivas condenações.

      A condenação de que fala, deve ter sido a um sujeito que berrou em pleno tribunal: “Isto é tudo uma palhaçada!!” como se estivesse lá na rua dele. Enfim! (Não sei se foi condenado, ou se lhe foi dada ordem de prisão por desrespeito às autoridades.

      • A. Pedro Correia says:

        A primeira condição que se exige a um tribunal, sem a qual este não é merecedor de respeito, é o cumprimento das regras de imparcialidade e a garantia de defesa dos arguidos através dos procedimentos previstos na lei.
        A segunda, essa básica, é não condenar alguém por algo de que não foi acusado, que não consta no processo e que não implicou o exercício de direito de defesa.
        Se lhe parece que este julgamento cumpriu estes pressupostos, estamos conversados…
        Mas faço-lhe um desenho sumário: é o tribunal que tem que começar por respeitar o arguido – que pode, em última análise, ser qualquer um de nós – e não o contrário.

  3. Afonso Valverde says:

    Sim, nós prescrutamos a engenharia eleitoral em angola. E também nalgumas democracias onde os média jogam forte para o lado dos donos.
    O povo escolhe o que escolhe. Aliás, há muito povo por aí…Q delega o que nem sabe, a toco de uns amendoins. Cá é identico.
    Agora a máquina da justiça de angola está coladinha ao poder. Nem dá para argumentar muito quanto à sua autonomia, como deveria ser num Estado Democrático. Cá também temos alguns tiques, mas nda que se comapre de facto.
    O julgamento parece ter saído de uma comédia/tragédia.