Se João Soares tem a confiança política de Costa?

Era a questão que ouvi hoje na Antena 1. E, também, deve ser nova causa da direita. Por isso, vejamos. Em primeiro lugar, não é uma questão de confiança política, mas sim de (mau) carácter. Em segundo, se se insiste na confiança política, é de sublinhar que tendo Relvas  se aguentando no governo de Passos quase três anos, apesar das palhaçadas (e outras coisas menos sérias) que fez, então Soares tem todas as  condições para continuar.

Mas isto é argumentação para chamar à atenção esses paladinos da pureza, que agora guincham por sangue e que têm telhados de vidro muito mais fino do que os de Soares, apesar de antes terem ficado calados e, até, feito os possíveis por defender a sua donzela.

Eu cá acho que Soares é parvo, o que não chega para demissões. Já a forma como conduziu o boy Summavielle ao CCB é algo vergonhoso e devia ser suficiente para correr com ele do governo. Isto é o que devia ser o padrão de comportamento quanto a cargos públicos. Se tivesse sido seguido ipsis verbis no governo anterior, é de sublinhar que não haveria governo passado alguns meses, a começar pelo idiota que foi primeiro-ministro, o qual teve a lata de falar daqueles que perderam o emprego como alguém que tinha uma oportunidade pela frente e que precisava de sair da sua zona de conforto. Perceberam, ó laranjinhas ululantes?

Comments

  1. Ana Moreno says:

    Sem detrimento para a vergonhosa questão da “forma como conduziu o boy Summavielle ao CCB”, um ministro da Cultura NÃO pode dar erros na sua pág. de FB e muito menos prometer pancada. É inadmissível.

    • j. manuel cordeiro says:

      Creio que já estou a baixar a fasquia, Ana. Por exemplo, li a porrada no sentido metafórico, daí a ter enquadrado no capítulo da parvoeira. Já os erros ortográficos são algo endémico, comparável a um governador do banco central ter falhado no seu papel de regulação (Costa), ou a um ministro da educação ter trazido o caos ao arranque do ano lectivo (Crato), ou a uma ministra da justiça ter colocado a justiça em pantanas com uma reforma mal planeada (Paula Teixeira da Cruz), ou a um ministro dos negócios estrangeiros pedir desculpas a outro país por processos de justiça a correr em Portugal (Machete), etc. Tudo razões para que titulares dos cargos tivessem abandonado, por sua iniciativa, os lugares que ocupavam/ocupam.

      • Ana Moreno says:

        Bem compreensível Jorge, uma pessoa para sobreviver acaba por perder a sensibilidade às “inadmissibilidades” 🙂
        Pelo menos o sr. foi obrigado a pedir desculpa, vá lá: Pedido de desculpas formal de João Soares: “A minha intenção não foi ofender. Se ofendi alguém, peço desculpa”.
        https://www.publico.pt/politica/noticia/costa-pede-desculpa-a-colunistas-e-avisa-que-ministros-tem-de-ter-cuidado-com-o-que-dizem-1728477
        O que este sr. não percebe mesmo – e isso é um indicador do seu “estilo de compadrio, prepotência e grosseria”, é que ofendeu o país inteiro e o nosso mal é que uma pasta importante como a da Cultura lhe esteja entregue. E a gente que ainda tinha esperanças de melhoria!!!

        • Nascimento says:

          Melhoria ?Em relação a que aspeto?Kolturra?So se for sacar outra vez o Carrilho. Depois dele só apareceu a finíssima flor de entulho.Compradio? Na Kolturra?Por onde tem andado? Mas desde quando não se tomam opções? Olha o Mega Ferreira .Posto a andar por um merdoso F.J.Viegas, para dar o cargo ao VascoG. Moura.Tantos são os exemplos.Santa “ingenuidade”, tudo bate no peitoral e tem suores frios…. ui, a Pátria Ofendida, ui que nunca mais começa o Verão, ui…

          • Nascimento says:

            Oh,já sei.No caso do Francisco, primeiro “avisou-se” os merdias… depois? Depois foi rabiscado uma cartinha, “educadinha”… assim sim, isto são modos !!!

  2. Rui Silva says:

    A sua análise sofre do problema do relativismo moral.
    Como pensa que um elemento de outra ideologia diferente da sua fez algo muito muito condenável, e o individuo que goza da sua simpatia só fez algo condenável, então está tudo bem. Só não estaria caso também fizesse algo de muito muito condenável ou muito muito muito condenável. Mas sabe qual o problema deste tipo de raciocínio ? É a classificação. É a escala de valores. Que cada um usa a sua. Logo é muito difícil este tipo de defesa. O seu poucochinho condenável pode ser para os demais muito, muito, condenável.
    Já agora , haverá algo mais desqualificativo para a ocupação de um cargo politico de alguma responsabilidade que ser parvo ? Eu diria ( opinião pessoal, criticável portanto) que será pior ser parvo que mal educado. Eu preferia um ministro mal educado e competente que um ministro parvo. E muito menos parvo e mal educado.

    cps

    Rui Silva

    • Nascimento says:

      Largueza… vá, vá lá comer bolinhos e beber cházinho.Seu tontinho. Aposto que está desejoso de apanhar umas bofetadas com amor , levezinhas,não é? Pois. Seu maroto…ai, ai, já nã há Omes como antigamente, senão, Brasileira , bengaladas, e fórró …e tudo bem. Siga||

    • j. manuel cordeiro says:

      A sua argumentação tem por pilar algo que não é factual e por aí cai. O João Soares não é da minha simpatia.

      • Rui Silva says:

        Até o próprio dr.João Soares compreendeu que não tinha competência para ocupar o cargo.
        Acabo de ver na tv mais um “naco” de “cóltóra” do referido. Ao sair de casa e com alguns jornalistas a colocarem perguntas respondeu:
        “Amanhã falo com vocês” .
        Ganda menistro…

        cps

        Rui SIlva

        • j. manuel cordeiro says:

          Alguma vez teríamos que estar de acordo 🙂 na volta, ser parvo deve ser motivo para demissão. Suspeito que passaremos a ter dificuldade em formar governos.

        • j. manuel cordeiro says:

          Ainda quando à sua argumentação e o relativismo moral, simplesmente não considerou que escrevi “Já a forma como conduziu o boy Summavielle ao CCB é algo vergonhoso e devia ser suficiente para correr com ele do governo.”. Os casos que enunerei no post e em comentário anterior são todos bem mais graves do que uma nomeação. Não se trata, portanto, apenas de relativizar as situações, usando uma escala moral. Trata-se, sim, de aferir o impacto da governação no país. Só para repetir um exemplo, o caos trazido por Crato ao arranque de um ano lectivo não tem mais impacto no país do que a nomeação do boy Summavielle? Ou, mesmo, do que a oferta de um par de estalos? E no entanto, essas pessoas ligadas a esses cargos não se demitiram. E o Rui Silva defendeu a demissão deles? Não sei. Tenho dúvidas que o tenha feito e poderá, de facto, haver relativismo moral, mas do seu lado.

          • Rui Silva says:

            Concordo consigo no que respeita a este facto concreto do dr.João Soares.Mas o meu ponto é que o caso deverá ser criticado como um caso independente de outros casos. Cada caso deve ser criticado no seu tempo e tendo em conta as suas circunstancias. Ao fazer a comparação com outros casos por muita razão que o Jorge tenha, dá a ideia de que pretende desculpabilizar.
            Mas entrado no “jogo” a que eu chamei de relativização queria dizer que este caso é para mim muito mais importante que os “impactos da governação” do país que citou. Mas incomensuravelmente maiores, não é um bocadinho !
            Porque o que o dr.Soares exibe tão espalhafatosamente é uma maneira de ver o mundo:
            “Eu estou na posse da Verdade e do lado do Bem, e em nome da liberdade devo silenciar o mal , tenho o dever de o fazer, é uma missão que me foi confiada.
            Nessa visão do mundo o eleito promovido a governante e que está a fazer o bem e a orientar o súbdito (normalmente coitado, desprovido de inteligência suficiente para tomar decisões boas para si mesmo) , não pode ser impedido desse grandioso objectivo. O que se atravessar no caminho para a justiça e liberdade supremos será aniquilado”.

            Estes tiques, destes governantes e muitos intelectuais passando pelos Media no nosso país, são responsáveis por um ambiente intelectual de pouca liberdade que tem impacto no nosso desenvolvimento , e que nos faz dos países mais atrasados da Europa.

            cumps

            Rui