Era uma vez uma proposta pelo Banif que o anterior governou escondeu

MLA VF

Correndo o risco de ser meramente redundante e eventualmente abalroado por um marido violento em fúria, uso novamente este espaço para informar o país que Maria Luís Albuquerque mentiu ao país. E não, não estou a falar de swaps, da sobretaxa que ia ser devolvida ou do BES que não teria custos para os contribuintes. Desta vez o assunto é o Banif. Parece que não há matéria de relevo que envolva esta ex-ministra que não venha manchada de aldrabice. [Read more…]

Mais do mesmo?

Anunciado o próximo Secretário de Estado da Juventude e Desporto. Mais do mesmo outra vez?

Paraíso fiscal

offshore

Se o paraíso fiscal existe, então também existirá o inferno fiscal, do qual teremos um vislumbre durante este mês ao entregarmos a declaração de IRS. A propósito, de acordo com o que tem sido noticiado, o processo tem laivos de via sacra, tendo como estações declarações mal pré-preenchidas e bugs no software de suporte.

Mas voltando à tese inicial, a semântica associada à expressão usada para classificar os bordéis onde se pratica a fuga ao fisco pode se alargada de forma extensiva. Quem são o deus fiscal e o diabo dos impostos? E os anjos, os demónios e os santos? Cada qual não terá, certamente, dificuldade em atribuir nomes a estes cargos. Mas há casos complicados. Por exemplo, aqueles que agora se mostram chocados, como Junker, que foi primeiro-ministro de um desses paraísos, são judas fiscais ou madalenas que atraem pecadores?

Por outro lado, não sendo claro quem seja o papa fiscal, representante do deus fisco na terra dos capitais, já a existência de bulas fiscais é factual, chamado-se, apropriadamente, perdão fiscal.

Falta saber se as declarações de vários apóstolos sobre fecharem os paraísos fiscais são para ser tomadas a sério e se, simultaneamente, os infernos fiscais também são para acabar. Mas, mais importante ainda, sobra a grande questão: há vida para além do fisco?

Bilhete do Canadá

Grande tem sido o alarido na comunicação social por causa da prestação gratuita que Diogo Lacerda Machado tem dado a vários dossiers quentes da economia, a pedido do ministro António Costa.

Para tudo é preciso sorte, até para andar na política.

Que o diga Passos Coelho, entronizado secretário geral do PSD pela diligência (proclamada) de Marco António Costa, e que levou para o governo Miguel Relvas quando subiu a primeiro ministro.  Marco António tem um farfalhudo rabo de palha na Câmara de Gaia e Miguel Relvas, para além de ter vigarizado uma licenciatura, tem rabos de palha vistosos em vários sectores do país, do Brasil e de Angola.

Que o diga, também, Paulo Portas que, depois de tantas trapalhadas que arranjou pela vida fora, é agora vice-presidente duma organização representativa dos industriais, diz que de borla. Como se essa corista da política, que só aceita trabalhar em palácios, vivesse do ar.

Em nenhum dos dois casos houve alarido na comunicação social nem deputados apareceram a exigir provas.

Moral da história: Pedro Passos Coelho e Portas são uns sortudos, porque a comunicação social é uma lástima e o parlamento um pátio.

De uma panela

No vídeo seguinte, um suposto político denúncia casos de corrupção envolvendo todos os partidos. Mas, ao polícia que o ouve, só lhe importa um dos lados, encontrando em jogos fonéticos as razões para as prisões que queria realizar.

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