Lisboa

Victor Melo

The Panama Papers

A próxima bomba já rebentou. 12 antigos e actuais lideres mundiais, 128 políticos, desportistas e famosos foram associados por controlo de empresas offshore por parte da maior fuga de informação da história, a “Panama Papers”, numa investigação conduzida por mais de um centena de órgãos de comunicação social mundiais, pelo jornal alemão Suddeutsch Zeitsung e pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Congresso do PSD: Maria Luís Albuquerque e o elogio da mentira

MLA

O Congresso Nacional do PSD começa no dia das mentiras. Imenso poderia ser dito acerca da inepta capacidade de planeamento de Passos & Companhia, mas, aqui, a piada faz-se sozinha. [via Uma Página Numa Rede Social]

A fotomontagem acima e a fina ironia que resulta do congresso do PSD ter começado precisamente a 1 de Abril dispensam desenvolvimentos adicionais. Da avalanche de mentiras da campanha de 2011 ao conjunto de aldrabices que marcaram o episódio do regime de exclusividade de Passos Coelho, a fuga a verdade na corte do líder do PSD é sintomática e a mentira aparentemente premiada. Só vota neles quem quer.

Administradora da Arrow Global é Vice-Presidente do PSD

Só uma mente retorcida e anormalmente conspirativa concluiria que a escolha de Maria Luís Albuquerque, deputada à Assembleia da República e Administradora da Arrow Global, para Vice-presidente do PSD, resulta da estratégia de financiamento do Partido Social Democrata. É claro que isso é um absurdo e até uma ofensa. O PSD jamais engendraria um estratagema desse calibre, que passasse pela cedência de informação privilegiada do Estado português a uma multinacional financeira, a troco de financiamento da sua própria actividade política e partidária. O PSD já deu provas, até recentes, de colocar o interesse nacional acima do seu próprio interesse, além do que esse seria, como é evidente, um procedimento completamente ilegítimo. Na política não vale tudo.

Um dia…

A mente humana está a crescer para além de si própria, num propósito sem outro nexo que não seja a expansão pela expansão. Um computador da Google, provido de inteligência artificial, venceu o campeão de Go. Espantoso, de tal forma, que só se esperava algo semelhante acontecesse daqui a dez anos.

Hoje foi um jogo, amanhã será a sério. Um dia, haverá uma máquina capaz mexer os dedos com a sensibilidade suficiente para tocar um pizzicato com irrepreensível exactidão, à qual se seguirá outra que, querendo-o, o faça com suficiente imprecisão que roce a criatividade. A pele desse ciborgue arrepiar-se-á com a dinâmica de um crescendo sentido, fruto de reacções mistas do seu sistema endócrino artificial e percepcionadas como prazer. Outras máquinas aplaudirão a criatividade e parecerão, elas mesmas, criativas.

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Angola não é nossa

Em que circunstâncias deve um órgão de soberania da República Portuguesa pronunciar-se sobre decisões de órgãos de soberania de outros Estados?