Os bancos porcos

Ou porquinhos-banqueiros, como preferirem.

Rua dos Fanqueiros, Lisboa

victor melo - rua dos fanqueiros - lisboa

Victor Melo

Basicamente, é isto:

panamá

Eis como um país rico pode ser pobre

Angola pede assistência financeira ao FMI. Aguarde-se, sentado, que as contas dos Santos entrem em acção.

Pelo Direito à Estupidez

pedro_arroja
O misógino Pedro Arroja na vanguarda da modernidade, sempre.

Intenções, palavras gastas, folclore

Santana Castilho*

Na penúltima semana de Março, o Governo falou ao povo. A 24, Tiago Rodrigues deu-nos a conhecer o resultado de um Conselho de Ministros dedicado à Educação. São cinco as epígrafes que sintetizam outras tantas políticas definidoras do rumo para a legislatura:
1. “Sucesso escolar”, com o anúncio de mais um Programa Nacional (este não é “integrado”) visando envolver toda a gente, menos, significativamente, os alunos e recuperando os mais gastos e vulgares lugares comuns sobre a matéria.
2. “Orçamento participativo”, isto é, demagogia primária e gongorismo cívico, que consistirá em atribuir, no dia do estudante do próximo ano (desta feita Marcelo não poderá invocar falta de previsibilidade), aos alunos do Secundário e do último ciclo do Básico, uma verba adicional, que será gasta segundo decisão deles, em prol da escola, entenda-se.
3. “Formação de adultos”, ou seja mais um programa, este “integrado”, como manda o prontuário de serviço, que recupera e elogia as Novas Oportunidades, de má memória (adiante fundamentarei).
4. “Educação inclusiva”, decidindo-se nesta sede a criação de um grupo de trabalho para reorganizar leis (como se o problema não fosse cumpri-las) e juntar aos diplomas dos graus não superiores um suplemento que ateste o que os titulares fizeram em contexto extra-curricular (admitindo eu que torneios de caricas não sejam elegíveis).
5. “Parcerias”. Sim, parcerias. Uma com o Ministério da Saúde, para habilitar os alunos do 10º ano com competências em Suporte Básico de Vida. A outra, com o Ministério da Economia, a cargo de estudantes do Ensino Artístico, tratará da “animação turística” das ruas das nossas cidades.
Aos que achem que estou a ser sarcástico em excesso, peço que leiam o documento com que o ministro comunicou com o país. Confiram a linguagem redonda, as formulações gastas, a pobreza de frases sem sentido. Reparem nesta, que explica o Programa Integrado de Educação e Formação de Adultos (PIEFA): [Read more…]

Lembram-se daquele Guião da Reforma do Estado, em corpo 16, a 2 espaços, que não saiu do papel?

Se Passos aponta o dedo aos powerpoint de Costa, é bom não esquecer que quem aponta tem 3 dedos a apontar para si mesmo.

Buckminster Fuller: sobre a Pirataria e outras especializações

Manual de instruções para a nave espacial Terra, de Buckminster Fuller. Um livro muito aconselhável.

Pura propaganda, no Jornal de Negócios

O Jornal de Negócios traz hoje uma peça titulada “O programa de ajustamento de Portugal em cinco gráficos“. Olhando para os gráficos incluídos, para os títulos para eles escolhidos e para as respectivas legendas só se pode  concluir que o dito programa de ajustamento e, consequentemente, o anterior governo, se coroaram de sucesso. Deve ser o tal país que está melhor, apesar das pessoas estarem pior.

Esta peça, ao apresentar números sem contexto, martelados até, é uma obra de propaganda, à semelhança de outras que este jornal tem feito sair em prol das políticas de direita.

Vejamos brevemente o que está em causa.

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244 empresas portugueses envolvidas no caso do Panamá

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É o que indica Brian Kilmartin, do Irish Times (via). O Expresso tem acesso aos materiais, mas continua sem divulgar nada de jeito. Limita-se à auto-promoção. Lêem-se neste jornal algumas banalidades, justificadas por, dizem, ainda estarem a investigar.

Entre esses nomes, cujas ligações o Expresso ainda está a investigar, estão beneficiários últimos, acionistas das sociedades offshore, intermediários e clientes. Grande parte dos nomes não são figuras públicas, mas entre eles estão vários empresários e gestores nacionais.

A questão que se coloca é porque é que continua o segredo. Lembram-se do que fez o Expresso com os telegramas do Wikileaks, dos quais o jornal adquiriu o exclusivo de divulgação? Para quem não se lembre, o que se passou foi o seguinte:

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