A maior Offshore do mundo

É a “Cidade” de Londres, um Estado soberano, o ninho da civilização ocidental.

Sondagens que aborrecem a direita radical

Can

Pois é, as coisas não correm de feição para a direita acantonada na extrema. Segundo o mais recente estudo da Eurosondagem, revelado hoje pelo Expresso, os partidos que suportam o actual governo continuam a reunir o apoio de mais de metade do eleitorado (52,3%), António Costa é o líder cuja popularidade mais cresce e dois em cada três portugueses acreditam que a aliança dos partidos de esquerda se irá manter até ao final da legislatura. Em Dezembro, apenas 40% dos inquiridos acreditava que o governo cumpriria o seu mandato. Hoje são 65%. Pobre direita radical, nem com 10 jornais manipulados e 30 blogues de propaganda consegue fazer o serviço.

Imagem via Vargas@Twitter

Bilhete do Canadá: Clube dos Abutres

De há semanas para cá, todos os dias a comunicação social veicula, numa pressa prazenteira, uma insinuação venenosa acerca dum membro do governo. Onde é que eu já vi este filme? Porque tenho a sensação de estar a ver um filme repetido.

Foi assim com José Sócrates, não foi?

O Clube dos Abutres não desarma, tece intrigas dia e noite.  Quer lá o Clube saber de Portugal! Quer lá saber do povo que atirou à pobreza! O que verdadeiramente interessa aos Abutres é destruír reputações, anular o governo, porventura deitá-lo abaixo, porque vive na ânsia boçal de voltar a enfiar o focinho no pote e lambuzar-se.

Numa situação parecida, Guerra Junqueiro chamou a isto “uma enxerga podre cheia de percevejos”. É o que parece. Nem mais nem menos.

A Goldman Sachs e os Panama Papes_adenda

No “post” publicado ontem sobre este tema, faço referência a um artigo da Wikipédia, entretanto alterado, de cuja leitura resultava a conclusão legítima, pois de outro modo seria desnecessária a alteração do próprio artigo, de que a Goldman Sachs era o investidor que havia suportado a compra do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, responsável pela divulgação dos Panama Papers. Aparentemente foi o Der Spiegel que reportou o alegado erro ao autor do texto da Wikipédia, que o corrigiu há cerca de 14 horas atrás.

Apresento as minhas desculpas aos leitores do Aventar por os ter, eventual e inadvertidamente, induzido em erro. Não deixo, contudo, de sugerir que os interessados no assunto se mantenham atentos a ulteriores desenvolvimentos.

 

 

 

 

 

O princípio

corrupçãoFoto: DR

Meia volta, pessoas conhecidas ou amigas falam de casos de corrupção miúda, tipo haver oficiais a cobrar maquias para não levantarem ondas, digamos, quando se quer fazer uma simples obra num muro do quintal. De cada vez, a minha incredulidade em relação à existência desses rapinas só é ultrapassada pela incredulidade em relação à inevitabilidade da cedência aos mesmos. Por muito que me expliquem que, por serem as leis tão complicadas em Portugal, às vezes não há escapa, não aceito que não haja outra maneira, legal, de resolver os problemas. Dá mais trabalho? Dará. Mas quem embarca na facilidade pactua, é bem claro. Vem isto a propósito da notícia “Rede de corrupção nas Finanças foi denunciada por um contribuinte“, da qual consta: “O homem disse que não e foi apresentar queixa na Polícia Judiciária.” Ora aí está, é esse o segredo, basta dizer que não e proceder em concordância.

Caso contrário, porquê tanta admiração em relação aos grandes embustes? É só uma questão de escala? Não minha gente, é mesmo o princípio, a par de coragem civil.