A escola ioiô

IoioUm dia, num futuro muito distante, haverá um ministro da Educação que, entre outras coisas, saberá, finalmente, o que é um ano lectivo. Trata-se de um conceito aparentemente de fácil apreensão, excepto se se for ministro da Educação.

Esse ministro ainda ideal, se tivesse tomado posse, por exemplo, em Novembro de 2015, iria ter o cuidado de não alterar o calendário de provas já estabelecido, dando início à preparação do ano lectivo seguinte, procurando demonstrar as razões que poderiam levar à manutenção ou à supressão de provas finais.

Um ministro prudente, desses que o futuro nos há-de trazer, não iria, para cúmulo, impor a realização de provas de aferição depois de o ano lectivo (ó expressão irritante!) já estar a decorrer. É claro que esse mesmo ministro, necessariamente sensato, depois de impor provas de aferição, não poderia, passados alguns meses, anunciar que, afinal, as provas anteriormente impostas passariam a ser facultativas durante o ano lectivo em curso. Por outro lado, esse ministro por vir não obrigaria as escolas a explicar por que razões optariam por não realizar provas cuja realização era exactamente facultativa, ao mesmo tempo que não lhe passaria pela cabeça declarar que, apesar de serem facultativas, preferiria que se realizassem. [Read more…]

Quem estaciona em cima do passeio é uma besta

DGTF e as PPPs

A DGTF tinha informação sobre as PPPs no seu site. Desapareceu tudo. Felizmente temos o arquivo.pt, aqui está a cópia de 2012.

Da objectividade da imprensa portuguesa

JdN

Ou como tudo muda no espaço de 5 dias.

Via Os Truques da Imprensa Portuguesa

CAOS no PT2020

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Parece que reina o CAOS no PT2020. Reclamam as Câmaras Municipais, as Comunidades Inter-municipais, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, as empresas de Consultoria e que ajudam a montar projetos, as empresas que gostariam de recorrer a fundos, as Universidades, etc.

Quando o programa estava a ser montado, por Miguel Poiares Maduro e Castro Caldas (Ministro e Secretário de Estado do anterior Governo do PSD), e mesmo quando se deveriam ter tirado ensinamentos do QREN, eu fui daqueles que fui avisando para o mau trabalho realizado, para a tendência de meter boyada a gerir fundos e para o desastre que aí vinha. Lamento que aquilo que fui dizendo, e que ninguém quis OUVIR, se tenha confirmado a 100%. Mas é a sina deste país: 5 quadros comunitários depois, 100 mil milhões de euros depois, o país está mais desequilibrado, mais desigual, mais pobre, com zonas de muito baixa densidade demográfica e económica, mas continua sem querer avaliar e responsabilizar quem elege. Continua alegremente sem ouvir.

É hoje

que a DBRS, uma pequena agência de rating canadiana, dá a notação decisiva para Portugal. O Observador está a torcer para que seja de “lixo”, e pergunta: “E, acima de tudo, porque é que os seus cálculos dão um resultado diferente dos das outras agências? Ou não será uma questão de cálculos?” Porque essa é, realmente a questão que lhes  interessa, para poderem dizer “bem feita, ora toma que já almoçaram, ó seus esquerdolas!”

0,8% do PIB para uma Autoestrada FANTASMA

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1350 milhões de euros (0,8% de tudo o que produzimos num ano). Mais uma fatura para o contribuinte pagar. Gastam-se fundos comunitários em autoestradas inúteis, fazem-se contratos de concessão em que o risco está todo do lado do Estado e, depois, os parcos recursos nacionais, que não chegam para a Educação, para a Saúde, para a Segurança Social, etc., são desbaratados com empresas que só sabem viver penduradas no Estado.

Sabem quanto é que o país gasta em ciência? 0,2% do PIB. Sim, de facto esta gente que nos tem Governado é muito séria e muito competente.

Nota: A concessão das autoestradas da empresa Douro Litoral, que engloba a A32, a A41 e a A43, pede uma reposição de equilíbrio financeiro de 1350 milhões de euros.

O contrato de concessão está aqui: https://www.dropbox.com/s/h6snb…/Contrato_douro_litoral.pdf…

Sobre a Uber e os Taxis

uber-fetches-16-billion-in-debt-funding-led-by-goldman-sachs

António Alves

Devo dizer que os taxistas em geral não me são simpáticos e considero que prestam amiúde um serviço de muito má qualidade. Considero também que o sector dos taxis tem em Portugal uma regulamentação anacrónica, quase feudal como os coutos concelhios que não fazem qualquer sentido em grandes áreas metropolitanas como Lisboa e Porto.
Há uns anos atrás, em conjunto com outras pessoas de uma associação que se dedica à defesa do transporte público, participamos numa reunião com a efémera Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto e sugerimos que fossem terminadas as limitações ao serviço de taxi dentro da área metropolitana.
Sugerimos o metrotaxi. Os taxis registados em qualquer concelho da AMP deveriam poder circular, tomar e largar passageiros, em qualquer ponto da AMP cobrando apenas a tarifa mais baixa. Essa simples medida, acabando com as coutadas concelhias, aumentaria a concorrência entre taxistas, mas também aumentaria o mercado de cada um deles e a oferta aos consumidores.
Todos ganhariam. É uma indústria que tem que mudar e modernizar-se. [Read more…]