Diplomacia, demagogia e hipocrisia: o caso Skripal e o oportunismo político

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Indústria petrolífera à prova de sanções diplomáticas. Fotografia via CBS

Percebe-se o desespero de Fernando Negrão e a necessidade de se pôr em bicos de pés para tentar marcar a agenda mediática com declarações como as que proferiu ontem, que de resto mais não foram do que uma espécie de retweet parlamentar das declarações proferidas no dia anterior por Paulo Rangel na SIC Notícias. Ou não estivéssemos perante um líder parlamentar desorientado, cuja primeira linha de oposição que enfrenta está no interior do próprio grupo parlamentar que tenta, sem grande sucesso, dirigir. Um líder parlamentar fragilizado, em sintonia com uma direcção partidária enredada em casos que se sucedem, sob fogo cerrado da imprensa afecta ao passismo. É natural que recorra ao facilitismo deste tipo de subterfúgio. [Read more…]

O diabo subiu à Terra sob a forma de juros da dívida

Fizemos orelhas moucas aos profetas que nos tentaram alertar. 365 dias de pragas sancionatórias depois, o tal resgate deve estar mesmo aí à porta e não haverá nada que nos livre do triste e inevitável destino dos nos transformarmos na Venezuela europeia. Corram, corram para os supermercados!

In other news: na passada semana, a República Luso-Soviética da Geringonça emitiu 1100 milhões de euros em bilhetes do Tesouro Português a 12 meses, a uma taxa de juro de -0,349%, e 400 milhões a 6 meses, à taxa de -0,400%. Em teoria, X investidores pagaram para nos emprestar dinheiro. Em teoria, que aquilo que se passa nos mercados é crime organizado, e o criminoso, em particular aquele que prima pela organização, nunca fica a perder.  [Read more…]

BCE ameaça de novo Portugal

Constâncio não regula bem.

Vladimir Putin, o novo presidente dos Estados Unidos da América

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Segundo a revista Forbes, Vladimir Putin é, pelo quarto ano consecutivo, o mais poderoso do mundo. Senhor absoluto do seu país, resistiu à farsa das sanções, financiou movimentos de extrema-direita um pouco por toda a Europa e é admirado, dentro e fora do país, onde continuará a dar cartas até que outro Putin lhe tire a tosse.  [Read more…]

O fim (não) está próximo

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A Geringonça, qualquer pessoa de bem sabia, não chegaria a acordo para o primeiro orçamento de Estado. Não duraria um mês um ano. Nunca se entenderia para um segundo orçamento. A implosão era inevitável. O drama, a tragédia e o horror espreitavam ao virar da esquina.

Portugal, que até ia ser uma das 10 economias mais competitivas do mundo se seguisse o caminho traçado por Passos, não tinha outra alternativa que não fosse apostar nos baixos salários. Na reversão de direitos laborais. Porém, sem que ninguém o pudesse antecipar, os custos do trabalho subiram mas o desemprego desceu. E continua a descer. E o salário mínimo continuará a aumentar.  [Read more…]

Confirma-se, foi só para prejudicar um governo não desejado

Comissão aceita OE e não propõe suspensão de fundos a Portugal“. Embrulha, Schäuble (e súbditos portugueses, por arrasto).

Ainda não é desta, Belzebu

belzebu

Nem vale a pena perder tempo com os profetas da desgraça, que, tal como haviam feito quando o alarme das sanções soou pela primeira vez, em resultado do não atingimento das metas do défice que o (des)governo Passos/Portas a todos proporcionou em 2015, voltaram a espetar-se violentamente contra uma parede de betão. Não só não vale a pena, como é muito divertido assistir aos números de circo com que alguns fanáticos da direita radical nos vão presenteando, dia após dia, enquanto as suas organizações partidárias predilectas se vão afundando em sucessivas sondagens. Depois de quatro anos e meio de governação danosa e doses industriais de propaganda, entreter-nos com exercícios de palermice e figuras tristes é o mínimo que podem fazer.  [Read more…]

Indignações selectivas da clique neoliberalóide

JSH

Não é amnésia Jorge. É mesmo aquela cara de pau a que muitos destes tipos já nos habituaram. E não se resume a esta situação, que como o teu post explica, e bem, não melhorou com a extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pela clique neoliberalóide de Pedro Passos Coelho.

Mas se vamos falar sobre notícias que poderiam ser capa há um ano atrás e sobre o efeito que teriam, que dizer dos números do desemprego, que no primeiro semestre recuaram para níveis de 2009 e que no trimestre passado desceram para o valor mais baixo dos últimos cinco anos? Quantas capas teriam o Sol, o I ou o Correio da Manha dedicado ao tema e quão inchado estaria o peito dos distintos deputados? E o que dizem eles agora? Nada.  [Read more…]

Marques Mendes elogia António Costa

MM

No seu espaço de spin na SIC, o barão do PSD afastou o cenário de crise política artificialmente criado pela direita parlamentar e elogiou António Costa pela forma como conduziu a polémica questão das sanções. Marques Mendes destaca aquilo que considera ser uma “tripla vitória”: em primeiro lugar, o facto de estar definitivamente afastado o cenário de sanções, não havendo sequer, na sua opinião, danos de reputação para o país. Em segundo lugar, o facto da Comissão Europeia ter “suavizado” a meta do défice imposta ao nosso país, que longe dos habituais 3%, passou da exigência dos 2,2% para os 2,5%. Em terceiro e último lugar, Marques Mendes destaca o facto dos custos da recapitalização da Caixa não entrarem nas contas do défice para o ano corrente. Uma “tripla vitória” de António Costa, partilhada, no entendimento do comentador, com Marcelo Rebelo de Sousa, que elogia o entendimento constante e coerente entre os dois governantes: [Read more…]

Dijsselbloem desapontado com cancelamento de sanções, dizem os jornais

Dijsselbloem desapontado

Este sujeito com cara de gato capado com óculos, é um inimigo declarado do povo português. É para o lado que dormimos melhor, mas sempre é bom que as pessoas lhe fixem a fuça para o caso de ele um dia poder armar em “amigo”. Nem a banhos na Manta Rota o queremos em terra portuguesa. É poluente.

Bruxelas e as sanções: governo de Costa safa Passos Coelho

Há tempos, um dos argumentos da oposição era que Costa não tinha defendido o anterior governo com suficiente veemência e, portanto, essa era a causa das eventuais sanções. Foi um tiro de quem disparava para todo o lado, desde se pretender que essas sanções não eram devidas à governação da PAF, até esta tese sobre uma suposta deslealdade entre governantes.

Agora que a Comissão Europeia desfez o , para continuar a apertar o garrote da pressão política sobre o governo não desejado, pode-se afirmar que, afinal, Costa defendeu o legado de Passos, seja lá o que isso for, e que, portanto, o  safou do ónus de uma multa por não ter atingido a meta com que se comprometera.

Uma nota também para a Direcção Editorial do PÚBLICO. Na passada segunda-feira, esta escrevia que a “Espanha estará, assim, a salvo [das sanções] ou quase. Portugal, por sua vez, arriscou argumentar. ” Afinal, quem arriscou foi o PÚBLICO, o qual apostou que haveria sanções, nem se dando ao trabalho de publicar um desmentido sobre uma notícia, falsa, como se constata, que as dava como certas. Ter opinião parcial é legítimo, mas não pretendam que não tomam posição.

Por fim, estou curioso para ver como é que a oposição vai transformar uma notícia assim-assim, com potencial para ser até uma boa notícia, numa má notícia. Vá, vocês conseguem. Mas parece que não vos melhorará as intenções de voto. Afinal de contas, os portugueses querem soluções, em vez de carpideiras ressabiadas.

Passos Coelho e o «bode expiatório para lavar as mãos»

bode2Pedro Passos Coelho é um homem ocupado, já se sabe, e é, portanto, natural, que nem sempre tenha tempo para pensar naquilo que diz, até por falta de hábito. Nos últimos tempos, o ex-governante está demasiado “focado”, para usar um verbo que está na moda, em repetir a ideia de que as possíveis sanções por défice excessivo não se devem ao facto (repito: facto) de que o seu governo deixou um défice excessivo, mas sim à falta de competência do actual governo que ainda não pôde gerar défice excessivo. Passos Coelho é como as criancinhas que partem uma jarra e culpam outro menino que tinha acabado de entrar na sala.

A repetição de ladainhas embota ainda mais o cérebro de quem a reproduz e uma pessoa acaba por baralhar as referências. Há uns anos, Assunção Esteves pôs Beauvoir onde deveria estar Babeuf. Passos Coelho conseguiu misturar numa mesma frase o Antigo e o Novo Testamento e, ao querer acusar o actual executivo de atirar culpas para a burocracia eurocrata, declarou que o governo procura «um bode expiatório para lavar as mãos.» [Read more…]

O fumo, o fogo e o PÚBLICO

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Capa do PÚBLICO de 24/07/2016 (ontem), a destacar uma notícia que já tinha sido desmentida

A direcção editorial do Público pergunta “Bruxelas e Portugal: há fumo sem fogo?“. Nós não sabemos mas este diário parece ter um fósforo na mão.

“No sábado, uma carta assinada pelo vice-presidente da Comissão Europeia, o finlandês Jyrki Katainen, gerou uma onda de afirmações e desmentidos”, lê-se no PÚBLICO, sendo que este jornal apenas deu eco às afirmações. E regista que a carta “cumpriu o objectivo: manter a pressão e instalar um clima de nervosismo” e que o “cumpriu”. E, concordando com a observação, é legítimo acrescentar que o jornal foi um dos instrumentos primários dessa pressão. [Read more…]

Festival Eurovisão da Sanção

100589474-Jeroen-Dijsselbloem-dumbfounded-gettyp.1910x1000Não faltará quem diga que o título é um trocadilho engraçadinho e que o autor tem a mania que tem piada. É tudo verdade e outras coisas piores que queiram pensar.

Contudo, a realidade também tem alguma culpa nesta facilidade em descobrir frases que parecem apenas louras burras, mas que, no fundo, são relativamente inteligentes e algumas nem sequer são louras, como se sabe.

Na distante Bruxelas, capital de um Árctico sentimental, há um coro que canta “sanções” e, pelo mundo fora, outros existem que vão na cantiga. Passos Coelho é, além de barítono de créditos firmados, autor (in)voluntário de sanções que ficam no ouvido dos mais distraídos. Curiosamente, ao contrário de outros compositores, Passos Coelho recusa a autoria, mesmo quando se sabe que foi ele que esteve sentado quatro anos a compor, ao lado de Maria Luís, grande artista do pimba financeiro (Maria Luís tem, aliás, uma versão do sucesso de Emanuel, em que o refrão é “E se eles querem um salário ou um direito, nós pimba, nós pimba!”). [Read more…]

Jornal PÚBLICO optou por não publicar desmentido sobre as sanções de Bruxelas

Ontem, o jornal PÚBLICO deu grande destaque às supostas sanções de Bruxelas. No online, teve direito a ser o artigo mais destacado durante a tarde:

Público - Sanções 1

Destaques online do Público às supostas sanções de Bruxelas

E foram, também notícia na edição impressa de hoje:

Público - Sanções 2

Artigos na edição impressa de 24/07/2016 do Público

Acontece que a notícia teve um desmentido, mas o PÚBLICO decidiu não o publicar. Sendo ambas as fontes (da carta e do desmentido) oficiosas, pelo que ambas de validade questionável, seria prudente dar o mesmo destaque às duas.

O desmentido foi publicado por diversos jornais, tal como o Expresso, perto das 8 da noite de ontem. O PÚBLICO teve, portanto, tempo suficiente para o publicar, tanto no online, como na edição impressa. Não o tendo feito, este diário dá mais uma machadada na sua isenção jornalística. Assim se vai desistindo de um jornal que se seguia e comprava há umas décadas.

“Comissão Europeia desmente suspensão de 16 fundos estruturais em Portugal”

Com este artigo no Expresso, eis desmontado o que cheirava a esturro.

Volto à questão do post anterior, sobre a motivação de uma fuga de informação destas. Sabemos a quem interessa, falta saber quem a fez acontecer.

Sanções da CE a Portugal: aí está a represália proposta

Jyrki Katainen

Imagem: Vídeo SIC

A senda contra Portugal continua. Sim, Portugal, porque quando há ataques não há governos, mas sim portugueses.

A SIC trouxe o tema para a mesa e a restante comunicação social, via Lusa, repete o bordão.

A Comissão Europeia está mesmo a preparar-se para suspender a comparticipação nos fundos europeus a Portugal. É o próprio vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, quem o assume numa carta ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em que indica desde já 16 fundos ou programas estruturais europeus que devem ser suspensos. [SIC]

Há algumas notas interessantes quanto a este assunto. A primeira, e mais relevante, é que não importa se está o país está a ir mais direito ou mais torto em termos económicos. Ao que parece, e contrariamente ao que a opinião de direita diariamente anuncia, as coisas nem estão melhor nem pior. Vai-se gerindo. É factual que Schäuble não gosta deste governo e está actuar para lhe dificultar a vida.

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Para os distraídos que ainda não perceberam e para a escumalha que continua a manipular os restantes

PPC

No caso de Portugal, a Comissão enviou para o Eurogrupo, em 7 de julho, um documento de cinco páginas cuja essência se resume ao seguinte: o governo português, na altura liderado por Passos Coelho, não cumpriu as recomendações dirigidas a Portugal, que a Comissão propôs ao Ecofin, e que este aceitou, endereçando-as a Lisboa em 21 de junho de 2013. É de uma confrangedora desonestidade intelectual continuar a escutar as afirmações do anterior primeiro-ministro e da sua ministra das Finanças negando o óbvio: o país vai ser sancionado pelo desempenho do seu governo. Sejam as sanções nulas, mínimas ou pesadas, o pretexto não reside na ação do atual governo, mas no desempenho da coligação PSD-CDS. O sinal negativo que vai ser dado aos investidores, mesmo com sanções nulas, à DBRS, a única agência de rating que nos liga ao cordão umbilical do BCE, prende-se com a conduta orçamental de um governo que acreditava na austeridade mas não o suficiente para arriscar perder as eleições. Nessas circunstâncias, a bra- vata e o autoelogio dos anteriores governantes são uma indignidade e um insulto ao direito que os portugueses têm à mais elementar verdade factual.

Viriato Soromenho Marques, As regras da Alcateia (DN)

A ler

Bombardeamento preventivo, com target look nas soluções não autorizadas.

A inspiração socrática da direita radical portuguesa

JSPPC

Enquanto os porcos triunfam, a direita radical portuguesa e o seu ministério da propaganda vivem um momento histórico. Uma vez mais inspirados pelo percurso ímpar de José Sócrates, milhares de fanáticos procuram provar ao país que um delírio mental e a realidade dos factos são uma e a mesma coisa. Tal como os socráticos, passistas e marcoantonistas criaram uma narrativa que iliba a sua governação de responsabilidades relativamente à ameaça de sanções pelo incumprimento das metas do défice no período 2013-2015. A única diferença é que os socráticos enfrentaram uma crise financeira sem paralelo desde 1929, o que de resto não apaga ou sequer minimiza os estragos causados por anos de despesismo e má gestão socialista. Mas não deixa de ser enternecedor ver a forma como a casta passista recorre e copia os piores métodos do seu antecessor. É o que dá virem todos da mesma escola e serem liderados (oficialmente) por alguém tão básico e em permanente estado de negação. Não existem coincidências.

Filhadaputice é isto

EU defict wall of shame

Seis países não cumpriram as regras do pacto de estabilidade em 2015

Disse-se que houve unanimidade entre os ministros das finanças europeus, que formam o Ecofin, na aplicação de sanções a Portugal. O que é falso, logo em primeiro lugar.

Durante a reunião não houve votação. Portugal e Espanha manifestaram-se contra as sanções, mas os restantes países não levantaram objeções dando luz verde à decisão. [Expresso]

Nem houve votação. Assim se confirma, novamente, que a “europa” é o projecto de um país, capaz de impor aos restantes o seu domínio.

Mas quem cala consente. Seis países ficaram em procedimento de défice excessivo em 2015. Croácia, França, Grécia, Reino Unido (se ainda conta), Portugal e Espanha.

A Croácia calou-se. A França calou-se. A Grécia calou-se. Filhadaputice é assobiar para o lado enquanto as chamas do vizinho não chegam ao palheiro. Mas lembrando Brecht

Actualização: a Grécia opôs-se às sanções.
Vivemos um tempo em que a contra-informação domina a informação. Neste caso, passámos de unanimidade para vários protestos. Mesmo assim, não chegou a haver votação. Grande europa.

Euro 2016

transferir (1)Não é bonito apontar para os erros dos outros, quando nos chamam a atenção para os nossos. Não há cantilena mais embirrante do que a lamúria do pois toda a gente faz o mesmo e eu é que sou condenado.

Em princípio, portanto, estaria pronto a criticar o facto de Portugal ser um desses queixinhas que apontam para os défices alheios com o fito de desculpar o próprio.

A verdade, no entanto, é que há números que dão que pensar e que podem facilmente transformar um queixinhas num queixoso com razão.

De acordo com o Institute for Economic Research, já houve 114 violações das metas estabelecidas e, neste momento, apenas Portugal e Espanha estão sujeitos a possíveis sanções. Essas 114 (por extenso: cento e catorze) violações não foram levadas a cabo apenas por Portugal e Espanha: o país que mais vezes falhou neste campeonato foi a França, mas Juncker já explicou por que razão a França não pode ser castigada.

Note-se, ainda, que as possíveis sanções são consequência do défice deixado por Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque. Relembre-se, também, que os vários falhanços das metas estabelecidas foram sempre considerados sucessos pelas mesmas instituições que hoje ameaçam um governo que ainda não falhou as previsões. Percebe-se: com Passos, o país continuaria a retirar direitos e dinheiro aos trabalhadores, que os PIIGS querem-se pobrezinhos e prontos a pegar nas bandejas com bebidas exóticas.

O verdadeiro Euro 2016 é este, o campeonato em que há jogadores que são árbitros e que, por isso, podem distribuir porrada à vontade, porque são os donos do apito. Todos sabem que as metas do défice não são alcançáveis, mas usam-nas como instrumento de pressão, para ajudar multinacionais e bancos, à espera do prémio.

Isto já está a dar maus resultados e a União Europeia não é união e nem sequer se pode dizer que seja europeia, porque a ideia de Europa deveria ser outra, especialmente depois de tanta História.

Para os radicais de direita que saibam ler:

orange glasses

“Além disso, estima-se que o esforço orçamental acumulado empreendido por Portugal no período entre 2013 e 2015 tenha ficado significativamente aquém do recomendado pelo Conselho, o que leva a concluir que a resposta de Portugal à recomendação do Conselho não foi suficiente.” (EU Press release)

Será preciso fazer um desenho para os restantes?

O triunfo dos porcos

TdP

É oficial: a hecatombe governativa a que PSD/CDS-PP nos sujeitaram atingiu o zénite e foi punida no Ecofin, que acaba de aprovar a abertura do procedimento que poderá levar às sanções defendidas pela Comissão Europeia, liderada pelo amigo da direita incompetente que por cá temos e que, como qualquer terrorista liberal que se preze, se bate pela promoção da evasão fiscal e outros tipos de gatunagem legal.

Tenha cuidado: uma série de palermas, fundamentalistas, terroristas financeiros e restante seita, deliberadamente ou apenas por serem parvos, vão tentar convencê-lo de que o que está a acontecer é fruto da acção do actual governo, o que em teoria é tão verdade como as cores do equipamento do Benfica serem o azul e o branco. Na prática fará algum sentido na medida em que o facto do actual governo não sentar, rebolar e dar a pata aos ayatollas de Bruxelas como o anterior teve como consequência uma manobra mediática absolutamente desonesta e demagógica, que responsabiliza António Costa pela porcaria feita por Passos Coelho e restantes compinchas além-Troika. Contudo, importa reforçar para quem ainda esteja sobre o efeito da propaganda neonacional-socialista, as sanções dizem respeito aos valores do défice de 2015, durante o qual a clique do Portugal à Frente repetiu a façanha do incumprimento. Importa também referir que, tal como Portugal e Espanha, os dois únicos e inéditos potenciais sancionados, também a Croácia, a Grécia, o Reino Unido e a França violaram as metas estabelecidas. Mas nesta espécie de união com “u” minúsculo, impera a iniquidade. Dois pesos, duas medidas.

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O ultimato azul

O palerma disse que a sua preocupação era Portugal e bateram-se palmas.

Para a banca europeia ou para o DB?

O alemão Deutsche Bank é a instituição financeira que atualmente mais riscos coloca sobre a estabilidade mundial enquanto fonte potencial de choques externos, alertou o Fundo Monetário Internacional (Dinheiro Vivo)

E soma-se ainda a esta farsa o papel do cherne local em funções numa cadeira azul.

O ultimato está na mesa. Em tempo de guerra procuram-se aliados 

Sabemos o que disseste em Maio passado

O líder do PSD mostrou-se “genericamente” a favor da ideia defendida pelo Partido Popular Europeu sobre aplicação de sanções aos países que falhem os objectivos de estabilidade e crescimento. (TSF)

Atendendo a quem falhou em 2015, estamos perante um caso de masoquismo.

O (decadente) Estado da Nação

EdN

O Ministério da Propaganda deve andar possidónio. O take da Reuters cujo nome a imprensa afiliada à direita radical não pode mencionar passou mais um atestado de estupidez à propaganda do velho regime. Chega a dar dó.

Não há volta a dar: a responsabilidade pelos valores do défice alvo desta manobra terrorista dos engenheiros sociais ao serviço da decadente ruling elite que habita em Bruxelas é mesmo do anterior governo. Em tempos ficaria pasmado com o nível de absoluto patético a que aqueles que optam por negar a realidade em nome de ideologias fanáticas ou financiamentos para negócios mil se sujeitam. Até o mais recente escritório dirigido por David Dinis fez notícia sobre o esclarecimento que a Comissão Europeia fez ontem, por hora do início do debate no Parlamento. Passos nem piou. É o estado a que isto chegou.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

O plano de Schäuble

Este exercício à volta de uma epístrofe teve o propósito óbvio de sublinhar um truísmo. Outros o complementam, tais como:
– A sanha das sanções não se deve ao que aconteceu até 2015 (objectivos orçamentais sucessivamente falhados), mas sim ao facto de não ter sido eleito o governo escolhido por Schäuble.

– A Comissão Europeia, pau mandado do ministro das finanças alemão, não vai decidir aplicar sanções a Portugal no imediato, pois estas incidiram sobre as políticas do governo “certo” e, que chatice, os números oficiais da economia (reparem no sublinhado) não justificam tal tomada de posição.

– Ainda pela anterior razão, a decisão será sucessivamente protelada até que exista um pretexto para tal acto. Até lá, o clima de suspeição, prejudicial ao país, será sucessivamente renovado.

– É uma questão de tempo até que a actividade económica, em queda desde 2015, produza impacto suficientemente negativo que gere as condições para justificar as desejadas sanções. As quais vão prejudicar ainda mais o país.

Assistimos a um ciclo onde se criam dificuldades até que o actual governo caia, abrindo caminho à concretização do plano de Schäuble: uma Europa comandada por tanques que disparem controlo económico, no lugar de projécteis.

Maria Luís Albuquerque: o que os jornais não contam

30102230919002Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.

Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.

Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento. [Read more…]

da Premeditação

Foto: Miguel Pereira da Silva/Lusa

Foto: Miguel Pereira da Silva/Lusa

Prossegue a táctica da chantagem sobre Portugal e a instalação definitiva de um verdadeiro clima de guerra nesta União Europeia. Desta vez é um Comissário de nome impronunciável que despeja num jornal alemão mais um conjunto de ameaças, fazendo tudo isto parecer exageradamente premeditado.

Jamais viremos a descobrir, contudo, se também foram premeditados os 0,2% de défice excessivo deixados pelo anterior governo.