Publicidade agressiva com pele de jornalismo

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A publicidade convencional, por vezes, não chega para a encomenda. Vai daí, os jornais inventaram uma nova forma de compensar as quebras de receita e servir os seus clientes, para quem um banner ou um irritante pop-up não é suficiente. E como se faz isto? Publica-se uma “notícia”, sem qualquer referência ao facto de se tratar de publicidade pura e dura, e bombardeiam-se os leitores em todas as frentes, das páginas online dos jornais às redes sociais, para que o nome do anunciante seja devidamente martelado. 

O exemplo em cima, de uma ampla campanha da Remax que cobriu a imprensa generalista, económica e desportiva, vendeu ao leitor a ideia de que a imobiliária teria colocado 3000 imóveis no mercado, com descontos que chegariam a 70%. Uma oportunidade a não perder! Acontece que, como bem explicaram os hereges d’Os truques da imprensa portuguesa, em bom rigor, a Remax não coloca imóvel nenhum no mercado, visto tratar-se de um intermediário entre os proprietários e os potenciais compradores e não de um proprietário propriamente dito. Mas isso não interessa nada. O que interessa é vender um conteúdo enganador, como se da última coca-cola do deserto se tratasse, ao melhor estilo da Black Friday. Há sempre alguém que engole.

Montagem via Os truques da imprensa portuguesa

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Já agora, podiam por a cara da Cristas.
    Assentava-lhe bem, depois de encher o depósito do carro e de ter feito a triste cena da TV que vi. Isto é claramente o “vale tudo”.

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