Demissão dos Secretários poderá afectar Saúde Pública


Vamos lendo e ouvindo que enquanto, para uns, a coisa não mereceria tamanho estardalhaço, para outros, isto é tudo um bando de corruptos, mas tenho para mim que nem uma coisa nem outra. É verdade que acho estes pedidos de demissão muito tardios, mas, simultaneamente, não vejo mal algum que um governante aceite brindes de empresas privadas, desde que se demita antes!
Sim, por mais simbólico que o brinde seja, não deve um funcionário ou representante do Estado aceitá-lo, não por desmerecimento, mas por princípio e regra de vida, embora saiba que essa coisa de princípios é coisas caduca e muito fora de moda.

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No entanto, a decisão de constituir como arguidos, que se advinha por parte do Ministério Público, poderá acarretar uma razia avassaladora entre os profissionais de medicina, colocando em sério risco todos os sistemas de saúde pública aquém e além fronteiras!
A fazer jurisprudência em caso de condenação, o que irá aconteceràqueles abnegados médicos que, em prol da ciência e da saúde, dão inúmeras conferências por todo o mundo, têm acções de formação por todo o planeta, muitas vezes, coitados, obrigados a levar a família com eles, aviam milhares de ensaios clínicos valiosíssimos sobre químicos mais que testados e internacionalmente aprovados nos seus pacientes, sempre, mas sempre, sob o alto patrocínio da indústria farmacêutica?
Com temor vos digo que estas demissões poderão arrasar com o nosso sistema de Saúde Pública, a não ser que o Estado providencie, mui atempadamente, a deslocação das unidades de saúde públicas e privadas, de cuidados paliativos e continuados, para os estabelecimentos prisionais!

Comments

  1. ganda nóia says:

    só lamento que outros sujeitos, que são deputados e mesmo líderes de grupos parlamentares, não sigam pelo mesmo caminho.

  2. Rui Naldinho says:

    A celeridade com que este processo se desenrolou, um ano para constituir arguido meia dúzia de pessoas, três políticos e dois agentes económicos, por causa de uma pretensa viagem à borlex, ao Euro em França, deixa antever um fim trágico aos outros processos mais pesados.
    Já estou a imaginar Sócrates, em 2030, completamente careca, trôpego, de bengala na mão, com dentes postiços, vulgo placa dentária a bamboar nos maxilares, lentes bifocais, aparelho amplificador de som nos ouvidos, com o seu advogado, o novo, que o velhote já era, “paz à sua alma”, na enésima sessão do seu julgamento, arrolando a centésima testemunha de defesa. O juiz Carlos Alexandre entretanto jubilou-se, e foi para Mação caçar pokemones.
    Oliveira e Costa morre nesse dia, coincidências, no Hospital Prisão de Caxias, com cerca de cem anos, enfiado numas fraldas de incontinência, calcanheiras nos pés, deitado numa cama guarnecida com um colchão anti escaras, uma sonda na boca para o alimentarem, e garrafa de oxigénio. Um padre no quarto tentava dar-lhe a extrema unção, na expectativa de o salvar, para que ao menos ele cumprisse um terço da pena.
    Marcelo, que entretanto foi reeleito para um terceiro mandato não consecutivo, já com 90 anos, é obrigado a abandonar o cargo depois de ser acusado pelo MP de ter excedido o número de viagens permitidas por lei a Pedrogão Grande, no primeiro mandato.

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