Boa onda

Pelo aspecto, parece ter ido buscar a foto do cartão de estudante, do tempo em que as fotos de retrato ainda eram a p&b.

De resto, está um cartaz bem conseguido. Tem muito boa onda.

Adenda: segundo informações de última hora, o lifting correu mal e as rugas passaram do retrato para o pano. 

Hamburgo, 7 de Julho de 2017

© Boris Roessler/dpa, via Süddeutsche Zeitung (Facebook)

Eu gostava ter umas férias.

Mas a Assunção deixará?

Parrachita à presidência!

Maria Vieira, actriz portuguesa de créditos firmados que dispensa apresentações, decidiu recentemente envolver-se em profundas discussões politico-filosóficas nas redes sociais, causando um imenso frenesim entre as massas, o que é revelador do seu impacto na sociedade portuguesa. Ficamos a saber, entre outras coisas, que se posiciona ideologicamente na fronteira entre o conservadorismo radical e a extrema-direita e que admira fervorosamente o ícone maior do nacional-socialismo moderno mais populista, fanático e estupidificante de que há memória, Donald Trump. Como é seu direito. [Read more…]

Um cheirinho a oposição

Goste-se ou não, com o roubo de Tancos houve finalmente oposição a este governo. Duvido que a fase da azia tenha sido ultrapassada. Mas se tiverem juízo, engolem o sapo e dedicam-se a escrutinar a acção governativa, em vez de perpetuarem as teses auto-justificativas na linha do “connosco estava tudo bem e estava a resultar”. 

Ninguém quer o passado, nem os rostos e as soluções que o marcaram. As sondagens mostram-no e só quem se alapa ao poder é que não o vê. Aparentemente, Montenegro, ao abandonar o cargo de líder da bancada parlamentar, vi-o. Mantendo-se nos cargos, o trabalho do governo fica super-simplificado, bastando apontar-lhes o que eles próprios fizeram e que agora procuram fazer de conta que ninguém disso se lembra.

É fundamental uma oposição forte e capaz de escrutinar o governo, seja ele qual for. De outra forma, a governação fecha-se na sua redoma, sem ouvir o país, e basta um pequeno passo para os negócios ruinosos se repetirem. Os sucessivos artigos na comunicação social sobre as sondagens sorridentes ao governo e alguns tiques de arrogância de governos maioritários já se notavam no executivo de Costa.

Livrem-nos de maiorias absolutas. Por isso, gente da direita, deixem-se desse papel de oposição incompetente e façam o vosso trabalho. É para isso que os vossos ordenados de deputados servem.

As férias dos governantes

António Costa: perito em mergulhos enquanto a situação está explosiva (cuidado com o súbito aumento de granadas no espaço público).

Assunção Cristas: craque a assinar nacionalizações de bancos falidos, entre duas piña coladas, ao sabor relaxante da rebentação.

Aníbal Cavaco Silva: não leitor de jornais, inclusive em períodos aborrecidos enquanto se andava pela Casa da Coelha.

Pedro Passos Coelho: aquele que afirmou  “se fosse necessário” interrompia férias devido à crise no BES. Ora, era o que faltava uns milhares de milhões se intrometerem na estadia na Manta Rota.

Paulo Portas: férias, sim, mas só depois de uma demissão irrevogável com direito a promoção

Mas, já se sabe, agora é mau e dantes era justificável. Um par de estados nesta gente toda era pouco.

Pergunta para um milhão

Porque é que dois jornais espanhóis entraram no jogo político da direita ibérica?