Diogo Queirós de Andrade e o jornalismo pidesco

Ricardo Costa deu o mote há uns meses, mas o subdirector do Correio da Manhã Público, Diogo Queirós de Andrade, foi mais longe. Numa das mais abjectas publicações de que me lembro, ao bom estilo da bufaria pidesca, foi à sua página do Facebook denunciar um dos autores da página Os truques da Imprensa Portuguesa. A forma e o conteúdo dizem-nos tudo sobre a pequena e lamentável personagem.

Olha olha. Já se sabe o nome de um dos rapazolas dos Truques da Imprensa Portuguesa. O primeiro a pôr a cabeça fora da toca é o Pedro Bragança Ribeiro, que é também autor do Baluarte Dragão, uma página de propaganda futebolística graças à qual aparece num canal de cabo. Bem mais interessante é saber-se que este moço foi candidato à Assembleia Municipal de Gondomar pelo Partido Socialista – e foi também parte activa dos jovens que apoiaram Sampaio da Nóvoa no SNAP, movimento que serviu de embrião à atual página d’Os Truques. Também é aluno de doutoramento da Faculdade de Arquitetura do Porto desde 2014, na mesma universidade onde já tinha sido gestor da Associação de Estudantes. E já escreveu uns textos para o P3. ;)Claro que este moço prendado e de boas famílias não é o único autor dos Truques, até porque há nomes de Lisboa. Mas agora que o anonimato já foi para as couves, já se pode falar dos Truques como a fachada odiosa de um discurso populista e demagógico que tem como único objetivo desvalorizar a credibilidade da imprensa para proteger uma certa esquerda que está no poder. Finalmente!

Em meia dúzia de linhas, este mau-carácter faz insinuações sobre a vida privada de Pedro Bragança, tenta colá-lo ao PS com mentiras e omissões e acaba com aquilo que realmente o incomoda, a protecção «a uma certa esquerda que está no poder». [Read more…]

Galp, futebol e política

Foto: Lusa

Há quem, legitimamente, questione o sentido de proporcionalidade da actuação do Ministério Público no caso das viagens da Galp, que teve como consequência, até agora, a exoneração de alguns valiosos membros do executivo. Pode, de facto, argumentar-se que o favorecimento de que esses governantes foram objecto não justifica o abalo causado ao governo da República nem a dimensão judicial que ao caso foi atribuída pelas autoridades às quais cabe atribuí-la ou não. Esse argumento poderia até ter acolhimento parcial se vivêssemos num país sem corrupção endémica, ética e deontologicamente preparado para um exercício isento do poder público, onde não imperasse o conflito de interesses e o tráfico de influências. Mas não é o caso.

[Read more…]

Onde estava na OPA da Sonaecom?

À época alinhavam todos, sindicatos, Bava, Salgado, Sócrates & ca. Agora aguentem…

O mal menor

Recorte: Público

Entre responsabilizar um sistema que passou pelas mãos de todo o bloco central, eventualmente chamuscado o primeiro-ministro, e deixar a nu a descoordenação das operações, qual seria a sua opção?