Viva o Partido Comunista Português!


Se não fosse o PCP a defender a propriedade privada, o que seria deste país!

Comments

  1. Sobre a votação das propostas da chamada Reforma Florestal
    19 Julho 2017
    […]
    5. Relativamente à proposta de criação do Banco de Terras, o PCP não admitiu nunca o voto favorável, pelo que ele representa de opção de alienação por parte do Estado das suas responsabilidades de gestão florestal e do seu património, da sua entrega a prazo aos interesses privados, bem como de caminho para a concentração fundiária nos grandes proprietários.
    […]
    http://www.pcp.pt/sobre-votacao-das-propostas-da-chamada-reforma-florestal

  2. Mário Reis says:

    Pensei que o Orlando estava a dar vivas ao PCP pela coerência, mas não. A estrutura fundiária da floresta portuguesa é um problema. No Norte e no Centro predominam os pequenos e muito pequenos proprietários (1 a 5 ha) e (menos de 1 ha), onde existem sobretudo pinheiros e eucaliptos. Há múltiplos fatores seculares responsáveis por esta dimensão e sistema da propriedade. Perto de 20% da área do país está abandonada e sem dono conhecido. Portugal é o país da Europa com menor área florestal pública. Na Europa a área sob propriedade e gestão pública é de 58,65% da sua área florestal, em Portugal menos de 2%. Mais de 85% das propriedades florestais em Portugal são inferiores a 5 hectares. 12% da propriedade florestal nacional é gerida sob um regime comunitário de baldios.
    Em vez de o Estado assumir a responsabilidade o que faz: após décadas de demissão, e à pressa, inicia um processo que conduz, como o reconheceu João Galamba, num curto horizonte não muito distante a uma “privatização” das terras com a entrega da sua gestão e apropriação de extensões de floresta à fileira da celulose.
    Mas é extraordinário que se caricature este assunto (como faz o Orlando na linha de outros) e passem ao lado de pelo menos duas perguntas: Por que votaram PS e BE contra as leis de PSD/CDS/Cristas da Bolsa de Terras e das Terras sem dono conhecido? E por que votaram, agora, o PSD e o CDS contra o Banco de Terras do PS e BE?
    A leitura dos estudos e ideias não inspirados por celuloses seria aconselhável pelos achismos de tantos sabichões.
    Há várias coisas certas. Perdem-se milhares de milhões de euros com incêndios e má gestão da floresta e podiam manter-se dezenas de milhar de empregos. As celuloses disseminaram direta e indiretamente por largas extensões de floresta de forma desregrada e intensiva o eucalipto. Da maneira como as coisas estão estruturadas o risco de negócio da plantação de eucaliptal recai sobre as populações que habitam essas regiões. Esse risco tem aumentado e vai materializar-se no futuro com os cenários de alterações climáticas conhecidos. Quando chega a hora das tragédias, é o Estado, somos todos nós a ser chamados a acudir e a pagar a fatura. Devia chegar como exemplo a experiência “a competência” demonstrada na gestão da banca privada.
    Se não fosse a irresponsabilidade, o que podia ser este país?

    • Malhadinhas says:

      Escreve-se “fatores”, “directa”, “indirectamente” e “factura”, cornudo acordista.

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