José Sócrates e o despacho de acusação do Ministério Público: fraudes e fiascos

We’ll try to stay blind
— Duran Duran “Come Undone

Thomas: Excuse [ˈskjuːz] me, you don’t know who I am.
Johanna: Yes, I do.
Thomas: Do you?
Johanna: You’re the boy who follows me. You’re also Ethan’s son.

— The Only Living Boy in New York

***

Foto: Carlos Manuel Martins/Global Imagens (http://bit.ly/2kOGAC4)

Não sei se o advogado João Araújo já teve tempo para ler as mais de 4000 páginas da acusação deduzida pelo Ministério Público, no âmbito da Operação Marquês. Marques Mendes não teve. Quando João Araújo tiver tempo, pode recorrer às directrizes que aqui exponho — infelizmente, só me chegou às mãos o documento facultado pelo CM —, com um apanhado aparentemente semelhante ao do recente exercício orçamental, mas efectivamente diferente: 

p. 616

p. 618

p. 672

p 677

p. 678

p. 732

p. 750

p. 751

p. 790

p. 791

p. 793

p. 794

p. 1020

p. 1040

p. 2843

p. 2934

Expostas as directrizes (aliás, uma pequena amostra: há muito mais à disposição dos interessados), não querendo interferir na estratégia de defesa e não tendo posição sobre o fundamental da contenda, recomendo que os representantes dos arguidos impugnem esta acusação. É inadmissível o Ministério Público poder deduzir, produzir ou aduzir seja o que for contra seja quem for, recorrendo a este papaguear de fatos e contatos em português dito europeu, imitando aquilo que se passa no sítio do costume.

A jornalista Sandra Fernandes Pereira perguntou recentemente ao advogado Artur Marques se “este caso será estudado nas universidades portuguesas”. Efectivamente, essa possibilidade existe: daqui a muitos anos, no Mestrado em Linguística Portuguesa Histórica, na unidade curricular dedicada a fraudes e fiascos.

Comments


  1. Acho que foi nessa entrevista que o Jeff Bridges contou a experiência no tanque de privação sensorial do John C. Lilly. Daí o PA-PA-PA PA PA PÁ PÁ PISCINA, claro.

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