Fernando Negrão against the world

JC

Hoje é o dia da estreia de Fernando Negrão nos debates quinzenais com o governo, na qualidade de líder da bancada parlamentar do PSD. Um líder que não lidera todos os deputados da sua bancada, ou não estivesse em curso a tal rebelião com que Negrão não contava, mas que, ao contrário daquilo que o próprio afirmou, não foi suficiente para se demitir do cargo.

Estou curioso sobre como se irá desenrolar o debate de hoje. Aplaudirão os 55 deputados da ala passista/montenegrista/teixeiradacruzista/huguista as intervenções de Fernando Negrão? Votarão com ele? Terão eles a sua própria agenda para o debate? Tentarão aliar-se à perigosa frente de esquerda, criando assim uma super-frente esquerda-direita para abater as tropas de Rui Rio? E os (pelo menos) dois traidores que integram a lista de Negrão, mas que votaram contra ele, será que levaram consigo o facalhão de mato, caso se cruzem com ele num corredor pouco movimentado do hemiciclo?

Não admira que Rio tenha ido a correr beijar a mão ao Costa, remetendo para segundo plano a sua aliada natural do Caldas. O homem precisa de amigos e a coisa não está nada fácil, nem dentro, nem fora do partido. Como é belo, o ressabiamento dos restos do passismo, em particular daquela tralha partidária que vive de tachos desde que saiu do liceu e entrou no ensino inferior da jota, e que vê em risco a sua integração nas listas do novo líder do PSD para as Legislativas de 2019. Pobres parasitas sociais, que vão ter que passar a pagar o almoço do seu próprio bolso. Levar Portugal a sério? Yeah, right…

Comments


  1. O uso da imagem é um insulto à história universal, comparar Negrão a Julio César, francamente…

  2. ZE LOPES says:

    No PSD sentem-se os soares das trombetas! Adivinha-se um futuro montenegro! E um presente bem negrão! Que Sant’Ana lhes acuda, ou no rio se afogarão as esperanças de ir ao pote.

  3. Anónimo says:

    Resultado preverso do sistema eleitoral: o partido (PSD) que ganhou umas eleições legislativas com um determinado programa eleitoral, muda de chefe.
    O novo chefe tráz, por definição, outra (nova) visão política …
    Coerentemente seria obrigatória a substituição, pura e simples, de todos os deputados da ex-visão política -que lhes conferiu o lugar- por uma completamente nova bancada de representantes da visão do novo chefe do partido. Óbvio.

    Ou será que os representantes do ex-chefe, das ex-políticas, vão continuar ali para obterem uma reforma, a qualquer preço?.
    Um sistema eleitoral que fomenta marionetas versáteis me vez de deputados que realmente representem o seu eleitorado?.

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