Uma “convulsãozita”. Com facas

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via O Inimigo Público

Foi assim que Rui Rio se referiu à novela mexicana no interior do grupo parlamentar do PSD, protagonizada por Fernando Negrão e por uma rebelião de deputados, munidos de catanas afiadas, que humilharam o ainda assim eleito novo presidente da bancada parlamentar do partido. Que acusaram Rio de traição e Negrão de comportamento “autoritário e fascizante”. Que aceitaram integrar a lista de Fernando Negrão para a bancada parlamentar, apesar de não lhe terem dado o seu voto. Que acusaram a nova direcção do partido de “desrespeito institucional grave”. Ainda bem que Negrão não cumpriu a promessa. Seria uma “convulsãozita” interessante de se ver. A capa d’O Inimigo Público diz tudo. Não terá sido à toa que o novo líder do PSD esperou quase três semanas para se reunir pela primeira vez com o grupo parlamentar.

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  1. […] Rui Rio, contudo, não recuou. Nem parece interessado em seguir a via da confrontação com o governo, via essa que já deu provas claras da sua absoluta inutilidade, manifestando inclusive disponibilidade para trabalhar com os socialistas (e até com bloquistas e comunistas) em algumas matérias, nomeadamente na área dos fundos comunitários. Internamente, a notícia não foi bem-recebida pelo sector ressabiado, que alucina com Estalines e se masturba com Pinochets. De pouco lhes adianta, pelo que já deu para perceber. Para Rio, os restos do passismo, em bicos de pés e aos berros, mais não são do que a expressão de uma “convulsãozita”, apesar das facas longas. […]

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