Politicamente incorrecto

O genial Ricardo Araújo Pereira, em entrevista ao Diário de Notícias.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Ora bem, em geral é mesmo assim, e tem havido histórias a comprová-lo: mais depressa se mudam o mundo falando com as pessoas do que ostracizando-as e aumentando os seus medos e preconceitos.
    Dito isto, não sinto grande pena da cara dos neo-nazis que vão levando murros por aí.

    É uma discussão e um amudericimento que chega ainda mais tarde cá, mas que vai sempre a tempo, até porque a cultura leva tempo a mudar.

    • Paulo Marques says:

      E falta dizer… a questão esquerda/direita é uma questão de economia social, não tem nada a ver com ter ou não ideologia liberal, humanista, etc. É complicado ser de esquerda sem o ser, mas são coisas diferentes.

  2. Bento Caeiro says:

    A questão que sempre ponho é por que razão as pessoas, e mesmo as nações, se submetem ao politicamente correcto, acabando mesmo por ser chantageadas em termos de consciência e mesmo de interesses, levando-as a pactuar com situações com as quais, em consciência, não concordam e, não fora isso, até combateriam?
    – Porque são – ou têm uma certa ideia – de esquerda ou mesmo de direita que julgam ou se vêm obrigados a seguir?
    – Porque se sentem inseguras e têm necessidade de serem tidas e vistas como pertencendo ao bando?
    – Porque a defesa dos seus interesses a isso as obriga?
    – Porquê, a dificuldade de dizer que o rei vai nu?

    Há a respeito disto, ou também tendo a ver com isto – já de antes da moda do politicamente correcto – algo que sempre tenho abominado e que francamente, pela forma como usualmente é colocado, me revolto, que é o princípio, frequentemente enunciado e repetido, do respeito devido às ideias e opiniões dos outros:”temos de respeitar as ideias e as opiniões dos outros” . De uma forma geral, replico: não, nada disso. Devemos tão só respeitar o direito que os outros têm de expor as suas ideias e de expressar as suas opiniões; tendo cada um de nós o dever e a obrigação de, não estando de acordo com aquelas, manifestar o nosso desacordo e, porventura, pela sua gravidade e alcance, combatê-las.

    Ora esta não aceitação – oposição e combate -, porquanto cidadão desta nação e país, tem de ser feito em todas as frentes, apesar de e, mesmo, contra o politicamente correcto. Seja no campo dos costumes, da politica e acção social, da educação e ensino, mesmo das artes. Porque não dizer:
    – Que os ciganos se estão a servir do ambiente criado em torno da etnia para obterem benefícios que de outra forma não conseguiriam?
    – Que os sionistas se servem da má consciências de algumas nações para criarem um sentimento de impunidade em torno das suas acções?
    – Que certo tipo de ideias feministas são tão ou mais ostracizantes que as posições machistas vigentes, nomeadamente a ideia de obtenção de um cargo ou lugar apenas pelo mecanismo de quotas?
    – Que o ensino politécnico não satisfez os fins para que foi criado e quer ser apenas universitário, de mestrados e doutoramentos, à procura de estatuto?
    – Que o rei vai nu – não fora estar coberto pelas rendas de uma certa artista -, pelo que a arte contemporânea é uma treta e uma farsa, para papalvo ver?

    • Paulo Marques says:

      “A questão que sempre ponho é por que razão as pessoas, e mesmo as nações, se submetem ao politicamente correcto, acabando mesmo por ser chantageadas em termos de consciência e mesmo de interesses, levando-as a pactuar com situações com as quais, em consciência, não concordam e, não fora isso, até combateriam?”

      Porque houveram, e continuam a ser norma, fortes descriminações contra os vários alvos. E sim, as cotas (por exemplo) são mesmo a única maneira de muita, mas mesmo muita gente engolir a igualdade pela garganta abaixo e ser obrigada a ter contacto com pessoas diferentes e as suas capacidades. Basta ter contacto com esta gente na internet para o perceber, o que não é difícil porque adoram mostrar a sua superioridade moral.

      • Bento Caeiro says:

        As quotas – mormente as do universo político – caro Paulo, mais não são que uma forma encapotada de prosseguir com a atitude e comportamento que, alegadamente, diziam combater e se pretendia reverter. Mais não é que uma forma de privilegiar a incompetência e o arrivismo de alguns, ditados pelo seu protagonismo e influência, elevando a lugares pessoas que de outra forma – pela sua competência -jamais conseguiriam atingir.

        • Paulo Marques says:

          Vendo a competência dos homens que atingem, não me convence.
          Aliás, basta ver a diferença de tratamentos para casos iguais, ou como o BE é o partido das histéricas.

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