Terrorismo liberal-fascista ao serviço da destruição da natureza

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A Grande Barreira de Coral sofreu um “colapso catastrófico” nos últimos anos. É o que afirma um grupo de cientistas em artigo publicado na revista Nature, suportado por um estudo iniciado em 2016, que dá conta do aquecimento do mar, fruto das alterações climáticas, que matou cerca de um terço dos corais na zona norte do recife, com impacto directo em toda a flora e fauna marítima daquele santuário natural. E os danos são irreversíveis.

Entretanto, nos EUA, mas também na Europa, grupos de lobby multimilionariamente financiados continuam a pregar a palavra do capitalismo selvagem, que nos assegura a todos que as alterações climáticas provocadas pela acção do Homem são uma teoria da conspiração criada por esquerdalhos maléficos. Milhões são investidos em propaganda desonesta pelos suspeitos do costume, que inclui as mais importantes organizações terroristas afectas ao liberal-fascismo, como a Heritage Foundation ou o Cato Institute, financiadas por inimigos da humanidade como os irmãos Koch e outros Abus Bakr al-Baghdadis da indústria petrolífera e financeira.

Apesar das todas as evidências, não faltam amibas humanas a achar que trumpices destas são mais fiáveis do que o conhecimento científico. É triste, muito triste, mas não surpreende. Com tanto futebol para ver, mamas e six packs no Google, reality shows e a vida dos outros para falar, para quê perder tempo com algo tão desinteressante como as alterações climáticas?

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    Mendes, sei que não gostas dessa canalhada, mas tem calma, caso contrário nem o tempo que te foi dado para viver na Mãe-Terra vais gozar.
    Mas olha que nessa questão, que tem a ver com o clima e com o ambiente, temos duas vertentes. Uma, a que independentemente daquilo que se faça, pouco há a fazer – são as que têm a ver com a vida e características da própria Terra, porquanto planeta enquadrado num sistema. Aqui só para dar uma ideia da pouca influência que o homem poderá ter, lembro a última glaciação – certamente não se pensará que o homem de então poderia tê-la evitado, acendendo mais fogueiras!
    A outra vertente, tem a ver mais com o ambiente e, aqui sim, a actividade humana tem algo a dizer ou a fazer. Mas contrariamente ao que se apregoa, não são apenas os que negam isto que são culpados do que está a acontecer, também todos os outros que, mesmo pregando, continuam a nada fazer. Quem são esses? Todos nós, sem excepção.
    Continuamos, numa ânsia de consumo e atitude consumista, a servir-nos da Mãe-Terra como se esta fosse um mero recurso e, podemos ter a certeza, apesar do que esses de que falas pensam e fazem, apesar das ideologias e teologias – grandes fontes deste mal de percepção e actuação – que alimentam as suas pretensões -, a Terra não é, nem poderá continuar a ser vista como mero recurso. É uma entidade viva e, como tal, tem de ser mantida saudável.
    Só para dizer Mendes que, não são apenas aqueles que negam que são os culpados, mas todos nós – porque a atitude consumista está generalizada e afecta-nos a todos.

  2. Os outros says:

    pt.wikipedia.org/wiki/Mar_de_Aral

    Sem + comentários…

  3. Bento Caeiro says:

    Suponho que o que “Os outros” e, com razão, disse, foi que a culpa, em termos de ideologia, é uma grande puta: daí ele ter indicado o que indicou, que é: (Desculpe-me o “Os Outros”)

    “O mar de Aral é um lago de água salgada, localizado na Ásia Central, entre as províncias de Aqtöbe e Qyzylorda (ao norte), e a região autónoma usbeque de Caracalpaquistão (ao sul). O nome (em português, mar das Ilhas) refere-se à grande quantidade de ilhas presentes em seu leito (mais de 1500). Este já foi o quarto maior lago do mundo com 68 000 km² de superfície e 1100 km³ de volume de água, mas tem encolhido gradualmente desde os anos 1960 após projectos de irrigação soviéticos terem desviado os rios que o alimentam. Em 2007 já havia se reduzido a apenas 10% de seu tamanho original, e em 2010 estava dividido em três porções menores, em avançado processo de desertificação.

    A outrora próspera indústria pesqueira foi praticamente destruída, provocando desemprego e dificuldades económicas. A região também foi fortemente poluída, com graves problemas de saúde pública como consequência. O recuo do mar também já teria provocado a mudança climática local com Verões cada vez mais quentes e secos, e Invernos mais frios e longos.

    Está em curso uma iniciativa no Cazaquistão para salvar e recuperar o norte do mar de Aral. Como parte desta iniciativa, foi concluída uma barragem em 2005, e, em 2008, o nível de água já havia subido doze metros em comparação ao nível mais baixo, registado em 2003. A salinidade caiu, e os peixes são encontrados em número suficiente para tornar a pesca viável. No entanto, as perspectivas para o mar remanescente do sul permanece sombria, tendo sido chamado de “um dos piores desastres ambientais do planeta.”

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