O estalinista, totalitário, e o fascista dentro do armário

Passei pela Geringonça e trouxe emprestada mais esta bela composição do Luís Vargas, que tendo já um mês de vida continua actual, porque vem precisamente a propósito de um dos grandes flagelos que o nosso país enfrenta, que é a sua estalinização e a instauração em curso de um regime totalitário, que teve início em Novembro de 2015.

Felizmente, e ao contrário daquilo que pretendem alguns messias do fundamentalismo evangélico-militar, este poderoso rolo compressor será sujeito a sufrágio dentro de um ano, altura em que as forças democráticas portuguesas, ou o que resta delas, terão a oportunidade de apear os perigosos comunistas que se apoderaram da nação.

A eleição, claro, será inevitavelmente viciada, prevendo-se que prejudique com particular impacto o PSD, que, apesar do foco e da unidade que actualmente evidencia, está debaixo da mira implacável da extrema-esquerda radical, também conhecida como “tudo o que mexe à esquerda do PSD, incluindo os vegocomunistas do PAN”. As esperanças residem numa nova força que se poderá constituir alternativa, e que muitos esperam que possa contar com os contributos de Assunção Cristas, futura primeira-ministra, de Santana Lopes, ex-primeiro-ministro, a extrema-direita dos conservadores pró-Bolsonaro e de alguns cultos religiosos, que esperam pacientemente pela sua vez na política portuguesa. Ou por recuperar a influência de outros tempos.

Rui Ramos diz que a máquina de fazer fascistas já não funciona. Mas a linha de produção de estalines, lenines, maos e maduros não pára de laborar. E a melhor prova disso mesmo é o “jornal” que ajudou a fundar, e onde se dedica, com o afinco de historiador revisionista que todos lhe conhecemos, a denunciar todos os males que se abateram sobre este país desde que Passos, o messias da nova direita portuguesa, foi deposto por via de um monstruoso golpe de Estado chamado democracia representativa. Todos os motivos são válidos para estalinizar a esquerda, como a indignada intervenção da deputada do PSD bem demonstra, mas aqui d’El rei que alguém ouse colocar o rótulo de fascista em Jair Bolsonaro. Catarina, Costa e Jerónimo são estalinistas, Bolsonaro, Orbán e Trump são conservadores. Até o regime da Arábia Saudita, que manda fatiar jornalistas incómodos no interior de representações diplomáticas, é conservador.

Um dia, quando o nosso messias chegar e Carlos Alexandre for convidado para Ministro da Justiça, a verdade será revelada e todos ficaremos a conhecer o rasto de morte e destruição deixado por esta experiência estalinista e totalitária, que continua a dizimar Portugal sem dó nem piedade. Um rasto cuidadosa e eficazmente suprimido pela imprensa comunista que temos por cá, e que, conjuntamente com outros “inimigos do povo”, continua a denegrir os novos patriotas que lutam por Deus, pela Pátria e pela Família heterossexual. Não são fascistas, seus canalhas esquerdalhos! São conservadores, cristãos e, se houver dinheiro na equação, também podem ser liberais. Haverá algo mais inclusivo?

Comments

  1. JgMenos says:

    Estalinistas nem importa considerar porque levavam nos cornos muito antes disso.
    Agora totalitários são-no de raiz e manifestam-no em todas as oportunidades que se lhes apresentem.

    E quando os palhaços riem e ironizam sobre o assunto, são tudo manifestações do quão longe se acham desse seu objectivo, da imensidão de leis, regulamentos e proclamações que gostariam de ver desabar sobre as massas, que é essa a noção básica que têm da cidadania.

    É toda uma cambada de tiranetes desprezíveis, nem cão e gato escapa à sanha reguladora. PQP!

    • abaixoapadralhada says:

      Só ca faltava o PP. Não o partido da Cristas, mas o partido dos Papistas Pedofilos

    • Margarida Vieira says:

      Oh Sr. Menos ha aqui uma coisa que me faz muita confusao em si. Se nao gosta dos posts deste blog, que diabo vem o senhor botar faladura, sempre a mesma, por aqui??? é que ele ha coisas mais importantespara fazer,parole d’honneur.

      • João Mendes says:

        Simples, Margarida: o Menos é um troll, e o trabalho dos trolls é precisamente o que ele faz. Ainda por cima insiste em não tomar os comprimidos, apesar dos avisos do médico!

    • Paulo Marques says:

      Os capitalistas são uma massa de gente, pobre e maltratada. Ó Menos, passa o charro.

    • ZE LOPES says:

      Mais um admirável salmo do Apóstolo Menos, reconhecido lider espiritual e profeta da Igreja Universal do Reino da Coelha. Impõe-se o seu estudo e exegese, tal a sua importância.

      No concreto, trata-se de um exorcismo anti-esquerdalho contra o Demo Esquerdelho que lhe aparece frequentemente sob a forma de canalizador, padeiro, trolha, gerente bancário, mulher a dias, etc. mas que a suprema capacidade percetiva de Menos imediatamente topa pela pinta, já que, apesar de invisíveis para o comum dos mortais, envergam fatos berrantes e bolas no nariz.

      Importante é também a “punch line”, que denota claramente as influências anglo-saxónico-trumpeiras de JgMenos:

      “É toda uma cambada de tiranetes desprezíveis, nem cão e gato escapa à sanha reguladora. PQP!”.

      É legítima a revolta de JgMenos em relação á nefasta atividade da Entidade Reguladora dos Animais infestada de esquerdalhos,que tem cometido evidentes exageros, nomeadamente a proibição confeção de guisados de felino e de casacos de pele de Rotweiller estragando decisivamente os negócios de imaginativos empreendedores onde se inclui, reconhecidamente, JgMenos.

      Quanto à expressão PQP!,trata-se de uma interjeição cabalística muito usada pelos Apóstolos lá da Igreja da Coelha, especialmente quando os fieis dizem que não têm dinheiro para pagar o dízimo.

  2. Ricardo Almeida says:

    A direita portuguesa, incapaz de se debater no mesmo plano que o resto, entra em pânico e reduz-se ao típico chorrilho de disparates anti… bem, anti tudo o que não seja tão retardado e imbecil como eles.
    Isto não é novo. Desde a criação desta solução governativa que os tolinhos andam à deriva. Tal e qual os parvinhos republicanos do outro lado do Atlântico, que mudaram a sua opinião em relação à protecção de pre-condições abrangidas pelo Obamacare de um dia para o outro, literalmente, a direita portuguesa, caracterizada pela mesma falta de ideias que estes amigos, segue a mesma deriva.
    Esta direita inútil já percebeu que pela força dos argumentos ou ideias não vão lá, algo que é mais do que evidente no clip mas que se tornou óbvio desde Outubro de 2015. A oposição da direita a ideias concretas resume-se ao que se vê no vídeo: insultos e comparações estapafúrdias. Não há contra argumento. Não há ideias alternativas ou até uma sugestão de melhoria. Para a direita portuguesa, oposição consiste em torcer e esticar a espinha dorsal para conseguir encaixar no molde que apresenta resultados no momento.
    E infelizmente para o mundo, esse molde é o do populismo. É o molde da mentira descarada e abusiva… mas fácil de acreditar. É o molde da repetição das falsidades até as tornar em certezas. Inspiração não lhes falta e não falta muito para o Duarte Marques ganhar uma cátedra em Desinformação Avançada e Introdução à Mentira Viral na Universidade de Verão.
    O PSD é aquele puto parvo lá do bairro que teima em querer jogar monopólio com os miúdos bem mais espertos que ele. Como sabe que é impossível ganhar, faz a única coisa que pode: batota. E é isto que se vê neste vídeo: a direita desesperada e encurralada a meter a mão ao banco sem sequer disfarçar com um espirro forçado.
    Para estes broncos a vitória do Bolsonaro foi uma luta justa! Tal como o ranhoso que mete a mão ao banco quando entra em bancarrota pela 7ª vez consecutiva, a direita brasileira precisou de assassinar a Marielle Franco, prender o Lula, impedi-lo legalmente de concorrer, mesmo já depois de preso (porque nem isto chegou para abafar a sua popularidade) e ainda precisou de encabeçar um massacre de notícias falsas para conseguir a maioria. E mesmo assim teve que usar o WhatsApp porque os amigos Trump, Farage e o Boris queimaram o Facebook no seu processo. Tanta treta e tanta marosca e ainda assim precisaram de duas voltas para confirmar o fascista do momento.
    Mas hey, vitória é vitória, mesmo que isso implique tatuar uma tabela de preços no fundo das costas..

    • Paulo Marques says:

      Bem, o WhatsApp pertence ao Facebook, portanto agora é só comprar/criar outra marca nova…
      A pergunta é, quando é que a esquerda aprende com isso?

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