CTT, o ex-líbris das privatizações

Quando a fome de lucro fácil, talvez alimentada pela possibilidade de futuros ganhos pessoais, ditou o caminho das privatizações das empresas públicas, o principal argumento usado pelos sacerdotes da mudança era o da eficiência da gestão privada. No entanto, assistimos, por exemplo na EDP, a um monopólio ser transformado noutro monopólio, com os preços a manterem o mesmo rumo de crescimento.

No caso dos CTT, além desta realidade, ainda se assistiu à degradação da qualidade do serviço, sem sequer ter existido a promessa de melhores ou mais baratos serviços. Privatizou-se porque o negócio dava lucro e era preciso dinheiro para os bancos.

Desde que essa infalível gestão privada chegou aos serviços postais, a empresa passou de caso de sucesso para um mar de reclamações, num mercado a crescer exponencialmente com o comércio electrónico. Como se tal não chegasse, os CTT foram apanhados pela ANACOM a mentir quanto ao volume de reclamações.

É o que poderemos esperar quando as razões da mudança são apresentadas em forma de camaleão (sem ofensa para os bichos).

Comments

  1. JgMenos says:

    OS BANCOS!

    O abono maior da inanidade esquerdalha.
    Falem-me das acções que a frente esquerdalha já pôs em acção quanto aos bancos para além de atrasar dois anos a comissão de inquérito sobre a CGD.

    • Paulo Marques says:

      Não põe, infelizmente, limitar a banca aos empréstimos vai contra a Alemanha.

    • j. manuel cordeiro says:

      Que comentário palerma jgmenos. Completamente ao lado do tema Vejo que não lhe interessa.

    • ZE LOPES says:

      Pois! Os esquerdalhos ficaram, ingenuamente, à espera que a Direita interviesse para moralizar os mercados, repor a ética empresarial e tal e coisa, já que foram apenas uns desviositos de bancos pequenitos, os banqueiros são gente muito séria e tal, foi apenas um pequeno entorse na ordem liberal e tal.

      Mas acabaram a pedir a intervenção do Estado e a “mão invisível” deslocou-se do alívio matinal dos banqueiros para os bolsos dos clientes, contribuintes e tal.

  2. Carlos Rosa says:

    Espero que da próxima vez que o Passos Coelho vá para o Governo privatize tudo menos a Tropa, a PSP, a GNR e a P.Judiciária.
    CHEGA de xulice!
    Fosca-se.

    • j. manuel cordeiro says:

      Não vejo porque é que esses ficariam de fora. As privatizações têm corrido tão bem.


    • Parece excelente ideia privatizar os tribunais (que não constam da lista de exclusões), mas porque não privatizar também “a Tropa, a PSP, a GNR e a P.Judiciária”, seu esquerdalho?

    • ZE LOPES says:

      Apoiado! Privatização de tudo! Estamos todos fartos de pagar a pintura do Marquês de Pombal, a ração do cavalo de D. José e a conservação da campa do Salazar!

      Aliás, Salazar, teve esse projeto. Não lhe deram foi tempo suficiente de governo para o conseguir fazer! Maldito povo!

    • Paulo Marques says:

      Pois, pagar o dobro à Fertagus ou até 58x mais em medicamentos é que é eficiência.

  3. Luís Lavoura says:

    assistimos, por exemplo na EDP, a um monopólio ser transformado noutro monopólio

    Não diga disparates. A EDP não é um monopólio. Há muitos fornecedores e muitos produtores de eletricidade. Eu, por exemplo, não tenho nenhum contrato com a EDP.

    • ZE LOPES says:

      Depois de dar tempo a V. Exa. para dar de comer ao unicórnio e acabar o merecido repasto de gambozinos, talvez dê para debater o caso.

    • Daniel says:

      Quanta ignorância!…

    • j. manuel cordeiro says:

      Se não não é um monopólio, então não havia necessidade de a privatizar.

      E, já agora, bem-vindo ao clube do jgmenos, dos que optam por ignorar o tema.

      • ZE LOPES says:

        Sim, bem-vindo á Associação dos Amigos dos Unicórnios e á Confraria do Gambozino. Ambas presididas pelo JgMenos.