Com que direito se decreta a perversidade?

Mulheres afegãs assistindo a um evento no dia mundial da mulher. Foto: AFP

Foi noticiado hoje:

As raparigas e mulheres jovens no Afeganistão estão proibidas de cantar em público. O Ministério da Educação afegão decretou que mulheres jovens e raparigas com mais de 12 anos não podem cantar em público – nem sequer o hino nacional.

A decisão do Ministério da Educação é vista como uma concessão aos Talibãs, que, de acordo com um novo plano de paz que recentemente se tornou conhecido, deverão estar envolvidos num próximo governo.

As mulheres vão pagar um preço brutal pela paz com os Talibã. Não poder cantar em público pode ser apenas o início das muitas violações de direitos humanos que se vislumbram.

Onde nasce e de que se alimenta todo este ódio às mulheres?

Comments

  1. Daniel says:

    Igreja católica?!

  2. Paulo Marques says:

    Com o direito de ter a força, infelizmente.
    Onde nasce? Frustração sexual.

  3. JgMenos says:

    O caso faz-me lembrar que ouço as feministas falar muito em quotas, mas muito pouco em Islão!

  4. Filipe Bastos says:

    Pois o Jg lembra o óbvio: o Islão está curiosamente afastado das preocupações de feministas e da esquerda identitária.

    Criticam sempre as sociedades mais abertas e tolerantes, nunca a ‘religião da paz’. Estranho, não é? Quase como se…

    É verdade, Paulo, pergunta genuína: os muçulmanos são mais frustrados do que os cristãos? Como, em que sentido?

    • Paulo Marques says:

      Não, pá, são os homens. O Afeganistão não é o Islão. Quem o ouça até parece que não há mulheres trans islamitas. Ou islamistas radicais de esquerda. É uma religião, dá para tudo.

    • Filipe Bastos says:

      O problema são os homens? Então porque não criticam os homens muçulmanos? Porquê sempre e só os ocidentais?

      Um polícia americano mata um negro americano, cidades europeias explodem de fúria. Centenas de alemãs são abusadas numa única noite, ou um país oprime todas as mulheres desse país… grilos. São ‘diferenças culturais’.

      Um conselho de administração tem mais chulões homens do que mulheres? O horror! Grooming gangs muçulmanos prostituem centenas de miúdas? Calma. Não generalizemos.

      A sério que não vê o free pass da ‘religião da paz’? Ou a hipocrisia caviar de feministas e identitários em geral?

      • Paulo Marques says:

        Já lhe disse, não foi por um americano ter sido assassinado brutalmente. Se quer ser redutor, ao menos diga três numa semana.
        As construções sociais são os que as pessoas fazem com elas.Tanto há pacifistas islâmicos como há cristãos e judeus genocidas. Uma coisa não tem nada a ver com outra, porque as pessoas até da sua própria religião têm visões diferentes.
        E, espante-se, até há racistas que não querem matar ninguém.

      • Filipe Bastos says:

        Nada a ver? Como não, se é a religião a causa?

        Os muçulmanos que oprimem as mulheres no Afeganistão, na Arábia Saudita ou no centro de Londres não o fazem (só) por serem umas bestas: fazem-no pela sua religião, ou no mínimo usam-na como pretexto.

        Os muçulmanos que se explodem, que matam pessoas a tiro e à facada ou que as atropelam pela Europa fora não o fazem por recreação pessoal ou porque perderam uma aposta: fazem-no pela religião. Querem obrigar os outros a respeitá-la e querem expandi-la agressivamente.

        Essa de não generalizar também tem piada vindo de um identitário. Então os homens brancos não são todos uns racistas, sexistas, islamofóbicos, homofóbicos, transfóbicos do pior? Ou só com eles se pode generalizar?

        • Paulo Marques says:

          E os não-muçulmanos “que matam pessoas a tiro e à facada ou que as atropelam pela Europa fora não o fazem por recreação pessoal ou porque perderam uma aposta”, já não fazem por religião? Ou, como diz, é um pretexto, só que em maior percentagem porque mais fundamental como elemento cultural?
          Quanto ao seu fantasma sobre o homem branco, é só isso, um fantasma. Tente ouvir primeiro.

  5. Elvimonte says:

    Conclusão: a autora do post é islamofóbica, xenófoba e racista, pelo menos.

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