José Sócrates’s Gang

Foto: AFP/Getty Images

O segredo da amizade:

Crime de corrupção que liga Sócrates e Salgado prescreveu, diz Ivo Rosa

«Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti
Não te chega para o bife?
Antes no talho do que na farmácia
Não te chega para a farmácia?
Antes na farmácia do que no tribunal
Não te chega para o tribunal?
Antes a multa do que a morte
Não te chega para o cangalheiro?
Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir»
(‘FMI’ de José Mário Branco)

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    A tiro. Só a tiro.

    Ou à paulada. Como este país precisa dumas pauladas.

    De outra forma não dá. Está provado. Mais que provado.

    • POIS! says:

      Pois mas…

      Algumas pauladas terão de ir parar aos magistrados que preferiram “dar show” a procurar provas , cumprir prazos e qualificar devidamente os crimes de que acusam.

      A opção pelo mega-processo também não foi inocente, digo eu.

      • POIS! says:

        E atenção: isto ainda não acabou. O meu prognóstico é que a Relação vai-se torcer toda para haver, pelo menos, o julgamento de alguma coisa.

        Sim, porque as prescrições dificilmente serão ultrapassáveis. Alguns crimes já tinham prescrito quando começaram a ser investigados…Porque se perdeu tempo com isso?

  2. Paulo Marques says:

    Epá, descobrem que Sócrates tinha uma máquina do tempo para aprovar e conseguir decisões no estrangeiro antes de ser abordado, e não aproveitam para o acusar de cometer os crimes? Devíamos ter atirado mais dinheiro à justiceira.

  3. Avelino says:

    Desde o inicio que nunca acreditei nos Procuradores do MP no processo em causa como outros. Pelo que vou lendo diria que pautam pela mediocridade aliada a uma arrogância sem consequência alguma. Alguma vez o MP revela os processos que ganha ou perde anualmente? Talvez aqui esteja a razão do pensarem estar acima de “tudo”.

    • POIS! says:

      Apoiado a 100%! Ou mais!

      Sim, devia procurar-se o resultado prático da atividade dos Alexandres e Cª. E das opções pelos mega-processos. E dos julgamentos no “Correio da Manha” (a ausência do til não é uma mera coincidência).

  4. Ana Moreno says:

    Não percebo, não aceito, a prescrição deste tipo de coisas. Porque carga de água?

    • Paulo Marques says:

      Certo. Isso é que se devia discutir, mas não se vai.

    • POIS! says:

      Sim, mas…

      Prescrições terá de haver. Imagine-se uma situação em que chega ao conhecimento do Ministério Público um dado facto que configura crime, um pequeno furto, por exemplo. Este não faz caso e não age durante anos. Um dia o cidadão candidata-se a um cargo qualquer e nessa altura “rebenta” o processo.

      Se o Estado não age durante anos, então terá de haver prescrição, a bem da paz individual e coletiva. Um arguido não tem culpa da inação do Estado. E o prazo constitui um referente para que os processos avancem ao seu ritmo, e não o das opiniões públicas justiceiras.

      Outro caso onde se justifica a prescrição é no campo disciplinar. Se um trabalhador, por exemplo, faltar ao trabalho sem justificação, das duas uma: ou o processo avança num prazo curto, ou deve prescrever. É intolerável que o trabalhador esteja sempre debaixo da espada de um possível despedimento, podendo até passar a permitir toda uma série de abusos.

      Mas concordo que as prescrições de crimes de investigação complexa, como são os de corrupção, devem ter prazos de prescrição muito mais alargados e mesmo interrupções legais de prazos quando certas diligências o necessitam.

      E, na realidade, há crimes que não prescrevem. São os crimes contra a Humanidade.

      • João L Maio says:

        Caro POIS!,

        Mas aí, nesse caso (e eu consigo concordar com o que diz), teremos de nos decidir: ou é a Justiça que é lenta (para além do chavão do ser cega), ou o tempo de prescrição é curto.

        Eu optaria pelas duas vias: a Justiça em Portugal é muito lenta, sim, mas para casos de suspeitas de corrupção, um prazo de prescrição de cinco anos (penso ser isso, do que ouvi/li) parece-me curto.

        O que depois acontece, com esse “combo”, é justamente o que está a acontecer. Temos um “mega-processo” que leva anos a resolver, chegando-se a esta fase para se saber que os crimes do qual o arguido é suspeito, e que levaram sete anos a ser investigados, afinal prescreveram ao fim de cinco. Inconcebível.

        • POIS! says:

          Sim! Mas é o que eu defendo! Os prazos de prescrição deveriam ser mais longos, em certos casos. Os casos de corrupção de investigação complexa deveriam ser um desses.

        • Paulo Marques says:

          Os próprios mega processos são um atentado a que haja justiça.

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