Monólogo venturoso

Nós somos a favor dos portugueses de bem, somos contra os bandidos, também não gostamos da violência, mas os bandidos deviam era estar presos, somos contra qualquer espécie de violência, mesmo a das espécies mais evoluídas, quando mandarmos vai acabar a bandalheira do twitter, temos um problema com os ciganos, somos orgulhosamente portugueses, temos orgulho na história pátria, a senhora deputada Joacine devia ser devolvida à terra dela, violência é que nunca, somos violentos contra a violência, não é contra as pessoas, tirando os bandidos e os ciganos, que ou não são portugueses ou não são de bem, eu não tiro fotografias com bandidos, prefiro tirar fotografias com portugueses de bem, como os neonazis que estão no meu partido, os políticos deste país são uma vergonha, tirando eu, que cumpri o que prometia, demitindo-me e candidatando-me logo a seguir, numa demissão assim mesmo a sério, somos contra a violência dos nossos partidários de Viseu que agrediram um paneleiro que talvez não fosse homossexual, mas o problema de Portugal é a comunidade cigana, tal como essa gente que vive de apoios, ao contrário dos banqueiros que vivem do Alzheimer.

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    Sim, Nabais, o Ventura é tudo isso e pior. Um aldrabão, um pulha, um facho vão de escada, um lacaio de mamões.

    E no entanto, cresce. Porquê, Nabais? Se qualquer pessoa com um dedo de testa vê a trampa que ele é, a Unipessoal do Tacho que é o Chega, a hipocrisia mal disfarçada das suas tiradas ‘anti-sistema’, o marketing rançoso dos seus cães-de-fila?

    Sim, só apela a descontentes. E porque há tantos descontentes? Para um merdolas como este chegar a 3º força pulhítica do país, que país é este? Já pensou? Quer pensar?

    Que asco pela ‘democracia’, pelos partidos, pelos governos, pelas ‘instituições’, pelo Paralamento, pela ‘Justiça’, pelas leis cozinhadas, pela impunidade crónica, pelos mamões e DDT, pelas chusmas de boys e girls, por esta escumalha toda, que desprezo, que cansaço, que vontade tão grande tem de existir de mudar para melhor, ou para pior, para qualquer coisa, que até o Chega serve?

  2. Filipe Bastos says:

    O Ventura é das ratazanas mais reles já saídas do esgoto desta partidocracia; mas é tão-só um sintoma, um produto desse esgoto que o Nabais e outros – como nas vossas ‘conversas vadias’ – continuam a ignorar ou a relativizar.

    Os aventadores parecem ser tipos civilizados, decentes, com inteligência e cultura para querer melhor do que isto, mas, como todos os ‘moderados’ têm medo; medo da alternativa; medo de atirar fora o bebé com a água do banho.

    Só que neste esgoto nada se aproveita: andam todos ao mesmo, é tudo uma merda. Sim, todos. Sim, tudo. É preciso rebentar com isto tudo; e se com a água do banho for o bebé, a banheira, a casa e a rua, então já devia ter ido. Tem de ir.

    • António Fernando Nabais says:

      Pode dar-se o caso de o Filipe não ler ou de não ouvir com atenção, o que não seria inédito – já muita gente, no Aventar, escreveu e falou sobre as razões para o aparecimento de ratazanas como o Ventura, incluindo o mérito de quem o deu à luz e o demérito de quem o ajuda a crescer (o que inclui os partidos de esquerda). Por outro lado, as ratazanas como o Ventura ajudam-nos a distinguir o péssimo do mau – eu, que sou de esquerda, votaria muito depressa no CDS, se a alternativa fosse o Chega. A ideia de rebentar com tudo é, curiosamente, muito chegana.

      • Filipe Bastos says:

        Sim, Nabais, passam a vida a falar do Ventura – não sou cego nem surdo. Mas quem vos leia pensará que ele e a terrível ‘extrema-direita’ são apoiados por extraterrestres, não por pessoas reais com justa indignação. Sim, justa. Para querer rebentar com isto não é preciso ser do Chega.

        A sua resposta ilustra o problema: v. “votaria no CDS se a alternativa fosse o Chega”. Por que raio teria de votar num deles? Essa compulsão de botar o botinho, a incapacidade de sequer imaginar uma alternativa a esta partidocracia, levam-no a aceitá-la a todo o custo.

        Neste esgoto, após 40 anos de bandalheira e saque, já não há péssimo e mau; só há péssimo. Vocês, como burguesia instalada, querem à força manter isto. Talvez se ria ao pensar em si como ‘burguesia instalada’; mas age como tal.

        As v/ conversas reflectem isto. Falam cinicamente da classe política, da corrupção e compadrio, mas sempre num tom de ‘bom, é o que temos; conformemo-nos’. Estão viciados no mal menor. A vidinha corre-vos benzinho. Mudar para quê?

        • António Fernando Nabais says:

          Mais uma vez, parece-me que é um bocado cego e surdo, mas nem vale a pena debater isso – o Ventura tem apoios claros e é hábil a explorar, por exemplo, a incompetência da esquerda para falar dos problemas de segurança.
          Não me rio ao pensar em mim como burguês instalado, porque é aquilo que sou. Não farei o suficiente para mudar o que está mal? De certeza que não, e não estou a ser irónico.
          Votaria no CDS não por conformismo, mas porque o CDS faz parte do espectro democrático e está no limite ideológico oposto ao meu – o Chega está fora desse limite. Essa é a minha crença.
          A democracia tem virtudes e defeitos. A democracia portuguesa tem as virtudes e os defeitos de quem a tem governado. Votar é pouco? É alguma coisa. Escrever e falar sobre os assuntos é pouco? É alguma coisa. Fazer greves é pouco? É alguma coisa.
          O problema de Portugal está nos últimos 40 anos? Estava melhor antes? Antigamente é que era bom, Filipe? Este Portugal em que vivemos, cheio de defeitos, é o melhor de toda a sua História. É caso para ficar contente? Não. Para o Filipe, no entanto, é tudo para deitar ao lixo.
          A vidinha corre-me benzinho, é verdade. A sua vida está mazinha? O que é que o Filipe já fez para mudar o que está mal? Ou está envolvido numa revolução tão extraordinária que não pode contar a ninguém?

          • Filipe Bastos says:

            Menos mal, Nabais: reconhecer o problema é o 1º passo para resolvê-lo ou melhorá-lo. A menos, claro, que não o considere um problema.

            Como quase toda a gente, confunde democracia com democracia representativa. Está tão doutrinado pelo regime que não consegue ver além dele.

            O Adam Curtis, cujos documentários deve conhecer, chama-lhe ‘hipernormalização’: nós sabemos que o regime e quem manda está podre; que nos mentem; que é tudo fumo e espelhos; mas por não vermos alternativa aceitamos tudo como normal.

            Nesta fruste resignação o nosso cinismo permite-nos manter a sanidade, mas vamo-nos alienando e vendendo. Lembra-se da indignação no Aventar quando o Ivo safou o 44? Lembra-se da vontade de abanar isto? Que aconteceu? Que mudou?

            Não quero parecer o chico-esperto que só critica os outros, o herói da net que julga ser muita bom e saber tudo. Tenho medos, dúvidas e inépcias como toda a gente; se calhar nem tenho razão. Mas pelo menos esbracejo. Vocês parecem tipos capazes. Custa ver-vos tão mornos e tão mortos.

        • Tuga says:

          Filipe Bostas

          “Vocês, como burguesia instalada,”

          Já não me ria tanto desde que o Botas caiu da cadeira

          Mas sobre o Chega uma noticia no Laranja Canal

          https://sicnoticias.pt/pais/2021-10-19-Eleito-do-Chega-em-Moura-suspeito-de-disparar-contra-familia-sueca-renuncia-ao-cargo-312a6c39

          Do texto

          “O eleito do Chega na Junta de Freguesia de Póvoa de São Miguel, no concelho de Moura, suspeito de ter efetuado disparos com arma de fogo contra uma família sueca, renunciou ao mandato, revelou esta terça-feira fonte partidária.

          Contactada pela agência Lusa, a fonte do partido liderado por André Ventura limitou-se a adiantar que Vítor Ramalho, candidato eleito pelo Chega nesta junta de freguesia do concelho de Moura, nas autárquicas de 26 de setembro, renunciou ao mandato.

          Vítor Ramalho, de 53 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter efetuado disparos com arma de fogo contra uma família sueca, no concelho de Moura, distrito de Beja, “aparentemente por ódio racial”.

          Uma família com 7 crianças dentro do carro

          Muito obrigado ao neonazi Vitor Ramalho, por mostrar aos totós quem são na realidade e o que pretendem os militantes do Chega

  3. JgMenos says:

    Quando a esquerdalhada se assusta, a parvoeira do discurso aumenta exponencialmente.

    • Tuga says:

      Menos

      Vamos ver se te defines.

      Ou defendes os liberais ou defendes os neo nazis

      Ou são a mesma coisa para ti ?

    • POIS! says:

      Pois aumenta. Mas só nessa altura.

      Já na direitrolhada salazresco-venturosa não é preciso qualquer estímulo exterior: a parvoice discurseira está sempre no “top”.

      Basta constatar o solarinado brilho da a produção literalesca de V. Exa.

    • António Fernando Nabais says:

      Esquerdalhada, comunistagem, berloque, marquecismo còltural, estalinistóides, leninistóides, trotskistame, coisos e cenas. O menos é fofo e giro!


  4. Muito bom!

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